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Opinião e realizações

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Jornal 96 - Resenha 2014

Audio da participação de hoje, ao vivo no Jornal 96, na resenha do ano de 2014.

https://soundcloud.com/jean-paul-prates/participa-o-na-resenha-de-2014


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EUA + Cuba = Brasil acertou em cheio.


A notícia do dia ontem nos jornais e redes sociais foi a reaproximação história entre EUA e Cuba após 53 anos de rompimento. 

Os dois países surpreenderam o mundo anunciando que reabrirão suas embaixadas. O chamado pacote de "normalização" foi negociado secretamente por um ano e cinco meses, a partir de conversas para liberação de prisioneiros dos dois países. As reuniões entre as equipes ocorreram no Canadá e no Vaticano. O Papa Francisco foi figura fundamental nas negociações e ontem Barack Obama e Raúl Castro agradeceram ao Papa, por ter incentivado o acordo. Mais uma vez, um argentino escrevendo história em Cuba... Segundo consta, o líder cubano Fidel Castro não participou diretamente de nenhuma conversa com os EUA. 

Além de anunciar a reabertura de sua embaixada em Havana, Obama declarou abertamente que vai pressionar o Congresso pelo fim do embargo econômico. O governo americano acredita que há apoio suficiente na sociedade americana para o reatamento com Cuba. Pesquisas recentes apontam que 56% dos americanos em geral e 60% do residentes da Flórida e dos latinos favorecem este movimento. À minoria dissidente, mas normalmente barulhenta, Obama assegurou que a ênfase na questão dos direitos humanos continuará tão forte quanto antes, só que agora com engajamento e diálogo direto, que ele acredita serem muito mais efetivos do que o bloqueio e o isolamento.  

Efeitos práticos imediatos disso tudo: mais americanos poderão viajar para Cuba a negócios, em missões religiosas e humanitárias e com propósito cultural e educacional; e vários itens foram incluídos na lista de produtos e serviços autorizados a serem exportados para Cuba. Entre eles, equipamentos de telecomunicações, materiais de construção e máquinas e utensílios para a agricultura familiar e comércio urbanos, como barbearias e restaurantes. Além disso, aumentaram os limites de remessas de dólares para Cuba, e as instituições financeiras dos EUA vão poder abrir contas em contrapartes cubanas, assim como será liberado o uso de cartões de crédito e débito americanos em Cuba. As viagens a turismo dos cidadãos americanos sem laços com Cuba, porém, continuam proibidas por força da lei que estabeleceu o embargo, que depende de decisão do Congresso.

E nós com isso? Pois é. Lembram-se daquele porto em Cuba que o BNDES ajudou a financiar e foi objeto de críticas principalmente durante a campanha eleitoral? Pois bem, o tal Porto Mariel está a 200 km da costa da Florida, distância menor que Natal-Mossoró. Imagine como este porto vai ter negócios a partir desta abertura, gradual mas irreversível. Na época, o governo brasileiro chegou a defender o projeto dizendo que antevia uma abertura ao embargo, já muito desgastado pela história. Esse porto vai concorrer com o Porto do Panamá, um dos maiores do mundo, para navios de grande porte. O raciocínio foi justamente entrar antes para já estar lá quando caísse o embargo. Parece que acertaram em cheio. Hoje o Brasil é um dos países mais bem posicionados para se beneficiar deste novo cenário. 

Prontos para os charutos puros? 




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Aeroporto de Natal: interpelar para não intervir.

Luzes apagadas, ar desligado, somente alguns guiches de checkin funcionando, somente um raio-x aberto, restaurantes vazios. Este foi o quadro que eu encontrei ao embarcar ontem pela manhã no Aeroporto Internacional de Natal, em São Gonçalo do Amarante. Contenção total de despesas total e evidente. 

Então a pergunta que se faz é: de onde estão tirando receita para funcionar? 
Só pode ser das tarifas aeroportuárias cobradas das companhias aéreas para utilização do aeroporto, o que impacta diretamente no preço das passagens. Talvez isso explique porque Recife é mais barato (ah! Mas tem mais movimento!) mas João Pessoa também é (chega a ser metade do preço, mas tem metade do nosso movimento!). Como se explica isso? Só pode ser pq o AEROPORTO de NATAL custa mais caro para ser utilizado! 

Como eu dizia na semana passada, há mais do que simplesmente a redução do ICMS do QAV a fazer para a coisa melhorar. 


Construído e inaugurado às pressas provavelmente para agradar a vaidade e o bolso de uns e outros, o ASGA saiu totalmente diferente do que estava no papel. Era um HUB de carga com intenção de acomodar montadoras e fábricas (que receberiam componentes de diversas origens) além de distribuidores de grande escala que fariam ali a desagregação para destinos regionais. O FOCO do aeroporto novo era este! Inclusive sem a necessidade de descontinuidade do Augusto Severo. Era um aeroporto especial, estratégico para o Brasil e para o Nordeste. Não apenas um "seis por meia dúzia" para mudar de endereço e acenar com maior movimentação de passageiros nas décadas futuras (coisa que o Augusto Severo também teria condições de suportar, com obras de porte bem menor). 



Era, portanto, um aeroporto que não tinha pressa para operar para a Copa, pois dispúnhamos nada menos do que do Aeroporto mais eficiente da Infraero, como foi apontado o Augusto Severo poucos meses antes de fechar. Tínhamos portanto tempo e interesse em desenvolver melhor o novo projeto, com a execução completa dos acessos, com a integração ou incorporação de uma ZPE ou área incentivada industrial semelhante, com integração a um sistema de auto-abastecimento de energia, até com uso de fontes renováveis, enfim, um equipamento que não ficasse apenas bonito por fora pra inglês ver; mas fosse também inteligente e funcional para o desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte. 

Uma vez construído, do jeito e com a pressa que foi, o aeroporto novo não deve ser crucificado, mas clama por uma interpelação governamental estadual (em função da sua importância estratégica para o turismo e vários outros segmentos da nossa economia) e por cobranças por parte da população e de seus usuários. Me arrisco a dizer que se nada disso funcionar, este aeroporto é forte candidato a uma intervenção federal (já que é uma concessão federal - a primeira realizada inteiramente a uma empresa privada, sem a participação da Infraero sequer no consorcio!) ainda nos primeiros 3 anos de seu funcionamento! 


Então, é papel do Governo do Estado, e da bancada estadual, verificar quais as metas e obrigações desta concessão federal para cobrar o seu cumprimento integral em favor dos usuários (empresas e passageiros), dos fornecedores locais e da população em geral. Porque do jeito que vai, não vai bem não!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Aeroporto está Nu!




Interditado para cargas pela ANVISA, o Aeroporto de Natal (São Gonçalo do Amarante) já passou da hora de ser questionado quanto ao seu real modelo de negócios, viabilidade e gargalos.
Passou a Copa, passaram as eleições. Agora é hora do novo governo tomar uma posição de força e liderar uma discussão ampla quanto a isso.
A verdade é que o Aeroporto está NU!
Comentário no Jornal 96 desta 3aF 02/NOV/2014.

O Aeroporto está Nu | @JPPrates no @Jornal96 | 02/NOV/2014 


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