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SustentHabilidade

Opinião e realizações

domingo, 27 de abril de 2014

O paradoxo Somali em pleno Rio Grande do Norte


Vamos falar de novo aqui de um paradoxos mais GRAVES do desenvolvimento econômico do RN, e tratamos dele num artigo de maio deste ano, aqui no No Minuto, chamado Tubarões e vampiros: ameaças históricas aos ciclos econômicos do RN

Vejam como é GRAVE, embora muito sutil, esta entrevista do empresário Flavio Rocha na Tribuna do Norte (26/ABR/2014). O importante obviamente não está na manchete da entrevista, leve e superficial, mas na sequência que comento. 

Primeiro ele deixa claro que o tal "Pró-Sertão", que o Governo do Estado anunciou como uma idealização própria, nada mais é do que um processo de terceirização dos direitos trabalhistas e da economia de escala para unidades fabris capilarizadas de pequeno porte (chamadas "façcões").

Flavio Rocha reconhece: "É mais ou menos o que eu vi na Galícia, noroeste da Espanha (...)".  Como dissemos em post anterior, a "idéia" é da Guararapes, e não do governo. Aliás, nem da Guararapes. Ninguém idealizou isso aqui no RN. 
Simplesmente é um processo globalizado de retirar enormes populações de trabalhadores de fábricas sustentadas pelas empresas (luz, instalações, máquinas, refeitórios, responsabilidade por saúde e segurança, etc) e transferir estes encargos para pequenos "empresários" de cliente único (contratos exclusivos), apoiando seu financiamento, treinamento e operação à distância. 

Ou seja, vender isso como um programa de governo, além de ser MENTIRA, é um dos maiores #EmbustesRN reconhecidos. Ao invés disso, o certo seria ter recebido a sugestão dos empresários têxteis e trazido para o debate real com as comunidades e cidadãos em geral, expondo todas as suas vantagens mas também, honestamente, as responsabilidades assumidas quanto aos trabalhadores e quanto às empresas que as contratarão. 

Claro que não há como estar contra o incremento local da atividade econômica e a fragmentação e interiorização do setor têxtil, e claro que há um lado extremamente positivo na criação de mini e micro empresas no interior. Ninguém está aqui para negar isso, apesar deste ser logo um dos principais gritos dos que fazem coisas erradas por aqui: quem é contra é posto como "contrário aos interesses do Estado e do povo"...

Mas, por outro lado, a realidade é que estamos diante de um quase inevitável processo de desmobilização de grandes indústrias (que já são poucas, no Estado). Talvez um programa que mesclasse as duas iniciativas (manter algumas unidades fabris de grande escala e, ao mesmo tempo, terceirizar partes ou etapas do trabalho para as facções) fosse uma gestão esperada de um governo com inteligência própria. Mas este nosso, infelizmente, parece não ter isso. Engoliu o projeto do jeito que veio, não discutiu nada; não pensou, simplesmente lançou - mais um dos célebres #EmbustesRN (que vimos compilando por aqui), só para dar manchete de jornal a políticos. 

Na mesma entrevista, Flavio Rocha deixa claro o verdadeiro motivo pelo qual o Grupo Guararapes vem reduzindo substancialmente os seus investimentos industriais no Rio Grande do Norte. Aliás, não só ele como também o Grupo Coteminas, que recentemente também anunciou o fechamento de suas indústrias em São Gonçalo do Amarante e isso foi vendido pelo Governo como uma noticia positiva (sic!), enfeitada com a transformação de um terreno público em condomínio privado.

O empresário é muito sutil ao inferir que o Grupo Guararapes sai do RN para o Ceará porque aqui era achacado pelos burocratas e políticos!  Vejam se não é isso que ele diz com este eufemismo gentil: 

Tribuna do Norte - "Por que a Guararapes enxugou a fábrica do RN, em 2012, e resolveu investir no Ceará? Vocês recebiam mais incentivos fiscais lá?"

Flavio Rocha (Guararapes) - "A fábrica de Natal perdeu competitividade pelos excessos normativos. O incentivo fiscal do Ceará é praticamente o mesmo do RN. O que tínhamos no RN era um certo assédio burocrático."


"Assédio burocrático"? Isso quer dizer ACHAQUE regular mesmo! Só não entende quem não quer. 

E esse é um dos mais graves problemas do RN para atrair investidores.
TODOS sabem, nos círculos empresariais de SP e do Rio que, no RN, quando o investidor chega e começa a empreender, é IMEDIATAMENTE abordado por estes tubarões a que me referi no artigo de maio. 
Antes mesmo de iniciar qualquer construção ou contratação de empregos no Estado. Matam a galinha antes de ela sequer por os ovos!  E não sou eu quem estou dizendo! É o potiguar mais empreendedor do RN, fora dele.

Mas o pior é, no dia seguinte, ver no mesmo jornal, uma entrevista do advogado da Adidasdizendo que veio ao Rio Grande do Norte pedir proteção à marca porque o RN é local de fabricação pirata! 

Ou seja, completa-se o que eu chamo de o Paradoxo Somali (referência ao país localizado no Chifre da África que vive da pirataria cometida contra os navios que passam em frente à sua costa): achaca-se o mega-empreendedor regular ao invés de apoiá-lo, mas deixa-se que os piratas prosperem com suas atividades criminosas livremente admitidas.

Em suma, um modelo de desenvolvimento econômico exemplar que deverá ser muito interessante para o nosso futuro. 



Não é hora de mudarmos este quadro? Debatamos isso.
Página institucional Jean-Paul Prates - Facebook. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Redescobrimento do Estado Brasileiro


Na 3a feira passada, 22 de abril, o Brasil mais uma vez não comemorou o seu aniversário. E ouvi no rádio Carlos Heitor Cony e Arthur Xexéo debatendo porque o brasileiro não era tão patriota ao comemorar as datas cívicas quanto outros povos, como os franceses ou os americanos, por exemplo. 

Segundo um deles, isso viria de uma repercussão histórica ainda da ditadura militar, quando estas comemorações eram associadas ao adesismo e ao apoio ao regime, e sua rejeição era tida como ato de resistência. 

Eu acrescentaria a isso o nosso passado de "colônia de exploração", em que nem o descobrimento nem mesmo a independência foram feitas por brasileiros, e, uma vez estabelecido um Estado (entidade) ele tenha sido sempre rejeitado como amigo e parceiro, e atuado muito mais como gestor perdulário e explorador-tributador voraz do nosso trabalho e rendimentos. 

Não é à toa que o nosso Fisco é representado, pela própria Receita Federal, como um leão, e que o principal feriado cívico é o que celebra a Inconfidência Mineira (Tiradentes), que foi um movimento basicamente contra o pagamento do "quinto", que era o imposto à Coroa Portuguesa. 

O Estado Brasileiro hoje é rico. Muito rico.  Mas o brasileiro desconfia dele como parceiro e amigo. Outros o querem e usam apenas para sustentar seus negócios, empresariais e até pessoais. 

E é por isso que, num país como o Brasil que tinha e ainda tem um "hiato social" enorme, mesmo que alguns torçam o nariz para políticas sociais ou modelo econômico baseado no consumo, eu ainda prefiro ver o Estado Brasileiro devolvendo parte dos nossos impostos na forma de auxílio social e bolsas de estudo diretamente para quem precisa, do que concentrando receita tributária na mão de políticos e setores econômicos apadrinhados por preferências escusas. Tomara que pudéssemos ter ainda menos concentração de dinheiro em Brasília e mais autonomia e responsabilidade nos Estados e Municípios, por exemplo, onde a vigilância e a cobrança são mais próximas e diretas. 


Mesmo apesar de existirem erros, desvios e outros problemas, o Estado Brasileiro, como instituição, inegavelmente evoluiu - e muito. Tem muito mais transparência e instrumentos de defesa do que antes. E apesar dos percalços eleitorais e eleitoreiros, teremos uma Copa para relaxar e uma eleição para refletir profundamente se o Estado Brasileiro, como instituição, ficou mais amigo e parceiro dos brasileiros ou se continua tão indiferente e adversário quanto a Coroa Portuguesa ou os generais ditadores. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O filósofo coreano e a "Sociedade do Cansaço".


Depois de um feriado longo, não fica pesado a gente fazer aqui um comentário sobre filosofia moderna. Estes dias eu vi uma entrevista no jornal espanhol EL PAIS de um filósofo coreano que vive e produz seus trabalhos em Berlin, Alemanha. 
O nome dele é Byung-Chul Han, e já é considerado um dos maiores pensadores modernos, autor de 16 obras que refletem sobre as aflições que assolam o indivíduo nos tempos atuais incluindo "A sociedade do cansaço" e "A sociedade da transparência". 
O filósofo francês Jean Baudrillard disse que o inimigo externo do homem foi o lobo, depois o rato, o mosquito e um vírus. Han diz que a diferença é que hoje o inimigo exterior do homem é a violência concorrencial individual, que leva à exaustão, à depressão e ao câncer. Ou seja, a corrida para ser o melhor, o mais competente, o mais eficiente, o mais valorizado. E nem está presente mais a questão do trabalhador alienado de Marx. Segundo Han, isso não se aplica mais porque o homem moderno é o seu próprio explorador: "o sistema obriga todo indivíduo a atuar como se fosse um empresário, um competidor do outro, com quem tem apenas uma relação de concorrência”, diz.  
O sujeito se vê livre mas, na verdade, vive uma auto-exploração voluntária até a exaustão total
Por isso, na sociedade do cansaço, todos estão cansados e deprimidos, mesmo que economicamente bem. É o caso da Coréia, de Han, por exemplo. 
Nestes dias, o econimista Armínio Fraga deu uma entrevista ao Estadão dizendo que o salário-minimo está alto demais para a produtividade dos brasileiros. 
Como consultor de bancos, ele quer pressionar para que acreditemos que somos realmente todos ineficientes e pouco produtivos, coisa que a revista The Economist, britânica, veio ratificar também em reportagem sobre o Brasil esta semana. 
Não é por acaso. É um movimento concertado. É tentar importar a "sociedade da exaustão" para o Brasil, mesmo. 
O passo seguinte é oferecer crédito a juros altos para propulsionar pretensões de aprimoramento ou crescimento profissional. 
Tudo está ligado. Filosofia e o dia-a-dia do seu cartão de crédito. 
Pense bem. 

sábado, 12 de abril de 2014

Eólicas na charge de Brum (Tribuna)


O Governo do Estado do RN, que fez uma campanha tão bacana (Crioula) na revista da Gol e outras promovendo o RN com eólicas, turismo e Copa, poderia ter passado sem esta pertinente charge de Rodrigo Brum na Tribuna do Norte deste sábado (12). 
Afinal, fazer demagogia se arvorando em ter impulsionado o setor exatamente no ano em que temos o menor número de projetos e de MW inscritos para um leilão federal e quando temos mais de dois anos de atraso na entrada em operação dos parques contratados em 2009 e 2010 é, no mínimo, um factóide de baixíssima qualidade.

O Rio Grande do Norte, apesar de todos os percalços, merece comemorar não somente este posto de liderança em geração, como também o próximo grande marco de sua história energética que já adiantamos desde janeiro, inclusive no Jornal Nacional: o primeiro GW eólico de um estado brasileiro.
Mas há que ser justo e realista, além de termos que estar atentos para não "dormir nos louros" como se tudo estivesse maravilhoso.
Não está. 
Este resultados em NADA têm a ver com a atual gestão estadual, exceto no resgate tardio da cobrança junto ao governo federal e à CHESF quanto às linhas já quando estavam em grande atraso, a partir de 2013. 
Ao contrário: ocorrem APESAR de várias falhas e desatenções. Senão vejamos: 
  • As linhas de transmissão atrasaram, entre outros motivos (principalmente a falta de dedicação da CHESF a elas no tempo certo), pela total inação do Estado em acompanhar e cobrar sua execução no período 2011-2012. 
  • Há duas semanas atrás, véspera de inscrição de projetos novos para o leilão deste ano, o IDEMA não tinha recursos para pagar a conta da internet e vários empreendedores ficaram com todos os despachos eletronicos e pareceres bloqueados
  • Assaltos em dia de pagamento nas obras dos parques e sabotagem/roubo de equipamentos de medição são comuns no interior do Estado, e 
  • confusão fundiária já causa conflitos de sombreamento e imprecisão geográfica para os novos empreendimentos. 
Nossa liderança nacional em eólicas é, sim, digna de destaque e celebração, mas o governo se apropriar demagogicamente desta conquista para tentar amenizar o caos nas áreas em que deveria atuar plenamente é embuste!


Até porque, quem conhece o setor sabe que estes MW que entram em operação agora são dos contratos assinados em 2009 e 2010! E sua entrada em operação está é atrasada, em um ano ou dois (a depender do parque).

terça-feira, 8 de abril de 2014

A Petrobras na berlinda eleitoral


Mais do que nunca antes, a Petrobras está na berlinda do jogo eleitoral. Não se trata bem de uma estréia, pois os debates sobre a alegada intenção de privatizá-la atormentaram campanhas presidenciais desde Getúlio até os recentes embates de Serra e Alckmin versus Lula e Dilma.

Desta vez, põem-se à discussão pública atos gerenciais de fundamentação duvidosa (a compra da refinaria norte-americana de Pasadena) somada à investigação de tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo um de seus diretores, atualmente preso.

Ressalve-se de ante-mão que seria absurdo de minha parte defender que não se apurem crimes, falcatruas e picaretagens, e não se punam culpados investigados, defendidos e julgados - como cabe em qualquer democracia civilizada.

Mas também é patente que o objetivo político é atingir a fama de gestora rígida e competente da Presidente Dilma Rousseff e também de sua executiva-chefe na empresa, Graça Foster.

Pois bem, torço vibrantemente para que os que apostam em fraqueza e covardia da parte delas se surpreendam. E dependendo de quem sejam, poderão até se dar bem mal com as medidas e esclarecimentos relativas a todos estes fatos.

Diferentemente de outros órgãos públicos em que comissionados e funcionários "passam" um mandato ou outro,a Petrobras é bem diferente: é um corpo com vida própria, e que sabe se defender. Além disso, individualmente, quem tem a carreira em jogo numa empresa como a Petrobras não permite ser enxovalhado por político ou mídia marrom: Graça Foster e a maioria das "pratas da casa" na Petrobras são desta cepa.

Ilegalidades sujeitas à devida apuração e punição exemplar à parte, é completamente equivocado, oportunista e até uma atitude de má fé afirmar-se que a empresa está "quebrada" ou que foi o PT quem "afundou a Petrobras". Há que ser justo e reconhecer que a empresa cresceu como nunca nos últimos 10 anos (cf. figura).

Oscilações e percalços são ossos do ofício para uma empresa mista que tem que se equilibrar entre os interesses do Estado brasileiro e os do mercado de ações. O tradicional dilema entre preços internacionais para os combustíveis no Brasil versus controle inflacionário não é invenção "lulista". O Brasil NUNCA teve preços de combustíveis integralmente livres. Todo e qualquer governo, de todo e qualquer partido, terá que enfrentar algum tipo de antipatia em relação a este dilema: só tem que escolher entre a população do Brasil inteiro (inclusive as demais cadeias produtivas afetadas pelos fretes rodoviários) e o restrito grupo de acionistas da Petrobras.

É ou não um equilíbrio difícil? Se fosse você, o que faria?

Pensando assim, até que o Governo Federal tem se saído bem nesta corda bamba: o valor da empresa pode ocasionalmente oscilar, por esta e outras causas contextuais, mas é inegável o quanto a Petrobras cresceu e a diferença do que representa sua ordem de grandeza hoje comparada com a da década de 90.

Por outro lado, muitos investidores - desde pessoas físicas nacionais até fundos e conglomerados estrangeiros - sempre compraram (e ainda compram) ações da Petrobras justamente por ela ser estatal. Além de saberem que se trata de uma empresa especial pelo corpo técnico e gerencial que possui, pelas facilidades logísticas e operacionais dominantes em território brasileiro, pela eficiência ao lidar com as idiossincrasias e trâmites nacionais, eles querem ser sócios do Governo Brasileiro pela segurança que isso representa; mesmo conscientes de que houve, há e sempre haverá algum grau de ingerência política e social na sua atuação empresarial.

Sabem que "ser Petrobras" tem um bônus e também um ônus (sobre isso, leiam também artigo que escrevi em agosto de 2012 a respeito)

O indigitado "aparelhamento" só não pode premiar incompetentes ou aproveitadores (neste caso, é má gestão). Mas grupos políticos normalmente, em qualquer país, quando ganham eleições legítimas, buscam indicar pessoas de suas hostes e com identidade de pensamento sobre as diretrizes a serem tomadas. Então quando PSDB/DEM indicavam toda a diretoria e a maioria dos cargos na sede da Petrobras não era aparelhamento? Quem trabalhou há mais de 10 anos lá sabe como funcionava.

O partido que, por razões programáticas ou ideológicas, não quiser mais que a Petrobras seja "empresa mista", terá que vencer as eleições prometendo claramente privatizá-la (tem muitos querendo comprar) e terá que ter firmeza e apoio para executar isso. Mas enquanto a Petrobras for de acionistas e do governo brasileiro, continuará sujeita a ingerências políticas, goste-se ou não.

Incompetentes, oportunistas e corruptos devem ser investigados, julgados e punidos. Mas afinidades políticas nas nomeações sempre existirão, qualquer que seja o partido no poder. Não sejamos hipócritas nem nefelibatas.

Finalmente, como brasileiros, ao acompanhar a atuação da empresa, temos que nos colocar sob três pontos de observação: consumidor, eleitor e acionista. Apesar de parecer ser fácil separar os três, não é. Se fossemos vistos pela Petrobras apenas como acionistas, nos veriam apenas insensíveis buscadores de lucro a todo e qualquer preço, sem preocupação com gerar emprego e renda no País e multiplicar os efeitos disso pela cadeia produtiva da nossa indústria do petróleo - tão promissora. Se, para a Petrobras, fossemos apenas eleitores, seríamos tratados por outra PDVSA, socialmente engajada, mas politica e financeiramente comprometida, demagógica e populista. Se apenas consumidores, seríamos tratados apenas como um oceano de mercado a ser conquistado e mantido a qualquer preço e seríamos explorados por um monopólio insaciável e sem controle.

A virtude, no caso da situação específica e quase única da Petrobras, está no equilíbrio entre os três status - igualmente relevantes para todos nós, brasileiros. E nós cobramos dela nas três formas. Afinal, somos as três coisas também - querendo e gostando ou não.


P.S.: Sem fugir às suas próprias culpas, o partido governista sujeitou-se a punições inéditas no Brasil e continuará sujeito a outras, se julgado culpado. Em compensação, há partidos por aí que navegam na "base aliada" fazendo mil exigências em nome de uma tal "governabilidade" (para mim, nada mais do que um eufemismo para chantagem política), impõem a nomeação de um monte de nefastos, embolam com todo mundo, e na hora de enfrentar as consequência saem de fininho migrando para outras chapas. Estes partidos é que são o verdadeiro câncer da Nova República brasileira.


P.S. (2): Enquanto isso, esta semana a Petrobras informou sobre a conquista de recordes em diversas áreas da companhia em função do aumento da produtividade de seu quadro de empregados.

Os recordes obtidos foram registrados na produção do Pré-Sal, no processamento das refinarias, na entrega de gás natural e na produção de fertilizantes.


Recorde de Produção no Pré-Sal

A produção média mensal de petróleo operada pela companhia na camada Pré-Sal atingiu, em março, a marca de 387 mil barris de petróleo por dia, constituindo um novo recorde de produção mensal.

Para obtenção desta marca cabe destacar a entrada em produção, no dia 3 de abril, do poço 7-SPH-04-SPS, em local onde a profundidade da água é de 2.120 metros, no campo de Sapinhoá, no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. Esse poço, que tem potencial de produção de 26 mil barris de petróleo por dia, está conectado à plataforma de produção de 120 mil barris por dia de capacidade, o FPSO Cidade de São Paulo.

A conexão do fundo do mar até essa plataforma se dá por meio de um sistema de tubulações verticais rígidas e flexíveis, suportadas por uma boia, pioneiro no mundo, denominado BSR - Boia de Sustentação de Risers.

Interligado ao FPSO Cidade de São Paulo, através do mesmo sistema BSR, está o poço SPS-77A, produzindo 36 mil barris por dia de petróleo desde o dia 18 de fevereiro de 2014, constituindo-se no poço de maior produção atualmente no Brasil.

Neste momento, outros três sistemas BSR estão sendo instalados. Um deles no próprio FPSO Cidade de São Paulo. Os outros dois no Campo de Lula, no FPSO Cidade de Paraty, também com capacidade para processar até 120 mil barris de petróleo por dia. Ao longo deste ano, outros 7 poços de potencial de produção estarão interligados a estes dois FPSOs e produzindo.


Recorde de refino

Também no mês de março, a Petrobras atingiu novo recorde mensal de processamento de petróleo nas suas refinarias. A carga média processada foi de 2.151 mil barris de petróleo por dia, representando um volume de 12 mil barris, superior ao recorde mensal anterior de 2.139 mil obtido em julho de 2013.

Ainda em março, a Petrobras atingiu em suas refinarias recorde na produção de diesel e gasolina com baixo teor de enxofre. Foram produzidos 4 milhões de barris de diesel S-10 [concentração de 10 partes por milhão (ppm) de enxofre>, 20 milhões de barris de diesel S-500 (500 ppm de enxofre) e 14,8 milhões de barris de gasolina S-50 (50 ppm de enxofre).


Recorde de entrega de gás natural

A Petrobras ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural entregues ao mercado consumidor. No dia 26 de março, a empresa disponibilizou um total de 101,1 milhões de m³ do energético, volume recorde registrado até então.

Destes, 45,1 milhões de m³ foram destinados ao mercado termelétrico e 42,5 milhões de m³ ao mercado não termelétrico, do qual fazem parte indústrias, residências, veículos, sistemas de cogeração e outros. O restante - 13,5 milhões de m³ - foi entregue às unidades da Petrobras.

Em março deste ano a geração de energia elétrica nas usinas termelétricas da Petrobras foi de 5.000 MW. Considerando as usinas para as quais a Petrobras fornece gás natural, a geração chegou a 7.613 MW, representando cerca de 12% da demanda de energia elétrica do SIN - Sistema Interligado Nacional.


Recorde de Produção de Fertilizantes

A fábrica de fertilizantes da Bahia atingiu no último dia 31 de março a produção de 34.715 toneladas de ureia. Um recorde de produção mensal da série histórica da fábrica para o mês de março. Atingiu também a expressiva marca de 104.233 toneladas acumuladas no primeiro trimestre do ano.
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