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Opinião e realizações

quinta-feira, 13 de março de 2014

Cursos de eólica: confiabilidade e reputação fazem a diferença.


Bom Dia, amigos!

Meu comentário de hoje no Jornal 96 alertou para os cuidados que se deve ter ao escolher "cursos de eólica" no RN, e tb fala rapidamente sobre o fim da perfuração do primeiro poço de petróleo em águas profundas do RN, um marco para a revitalização deste setor no Estado.

Ouça aqui o AUDIO do comentário completo no Jornal 96

Como acontecia até recentemente com o petróleo, agora a proliferam “cursos profissionalizantes em energia eólica” sendo oferecidos no RN - alguns bons, outros sem qualquer condição mínima de credibilidade.

Quer se qualificar para o setor eólico? Então procure entidades sérias e conhecidas como o CTGasER, o SENAI, o IFRN ou as universidades UFRN, UnP e outras renomadas. Mas cuidado com armadilhas!

Quanto aos cursos relâmpago anunciados na TV ou na rua, basta uma busca rápida pelo CNPJ da empresa para ver se é oportunismo barato ou não.

Além disso, procure conhecer o programa, a ementa das matérias e principalmente o nome dos instrutores e o valor que o diploma terá.

Não adianta fazer "curso de eólica" se depois as empresas não levarão em conta este certificado por total falta de reputação ou confiabilidade.

Não se sacrifique para pagar picaretas! Se vai fazer esforço para se reposicionar no mercado ou para se atualizar ou reciclar, analise muito bem a instituição em que confiar.

Seu dinheiro e seu trabalho agradecem.

segunda-feira, 10 de março de 2014

O maniqueísmo na política

É tempo de definições importantes na vida política nacional e local: a das candidaturas, chapas, apoios. Talvez seja um momento tão ou mais importante que a própria eleição em si. Quantas vezes não nos pegamos reclamando das opções eleitorais disponíveis, pregando voto nulo, votando no "menos pior" e por aí vai? Pois bem, é a partir deste mês que se definem estas opções. 
E é aí também que proliferam os boatos, as teses e estratégias mirabolantes, as notinhas plantadas, os blogs e colunistas remunerados, enfim todos os recursos possíveis para minar ou propulsionar candidatos internamente a seus grupos de apoio. Portanto, é hora de se ter muito cuidado com o que se ouve e com o que se lê. Hoje, com a profusão de canais, blogs e redes sociais, é comum se ler algo e sequer notar de onde aquela informação saiu. No entanto, às vezes, notar a fonte é mais importante do que o fato noticiado, em si. 
Mas o pior de tudo está numa coisa tremendamente daninha que presta grande serviço aos mais espertos: o maniqueísmo. A palavra é meio estranha, mas, explicando de forma muito simples, consiste no processo de transformar qualquer questão em uma dualidade perfeita entre o Bem e o Mal, antagônicos, irredutiveis e completamente perfeitos: tudo de bom ou tudo de mau. Como exemplos, temos a Cinderela e a madrasta má do conto infantil, ou o lobo e a ovelha da fábula.  
A política é um campo fértil para o germinar do maniqueísmo. Afinal, vendo a vida e o mundo por um único prisma, temos profunda dificuldade em reconhecer as virtudes do Outro, ou a existência de uma zona cinzenta onde a razão e a verdade se diluem através das contribuições de ambos os lados. 
Por tudo isso, o raciocínio maniqueísta – enraizado na maioria das cabeças – é , para muitos espertos, um instrumento de manipulação de pessoas incapazes de distinguir, entre todas as cores e seus variações, algo além do preto e do branco. Como consumidor e cidadão, o brasileiro já dá sinais de não ser mais assim. Note que até nas novelas da Globo, os mocinhos não são mais tão mocinhos e alguns vilões bem unânimes encontram alguma compreensão por parte do público por revelarem motivos ou fatos determinantes de suas atitudes. 
A hora da definição dos candidatos é a hora de não ser maniqueísta, e de se entender as entre-linhas de cada aliança, cada discurso, cada recado. Todos têm algo de bom e algo de mal em si. Ninguém é totalmente bom e totalmente mau. 
Cabe-nos analisar a melhor configuração geral de toda esta imperfeição. É a política do "menos pior"? Não. Apenas a busca da melhor configuração entre defeitos e virtudes. No jargão comercial, a relação "custo-benefício" de cada candidato a nos representar. 

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