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Opinião e realizações

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

RN já tem 1GW eólico parado, apto a produzir.

Chegamos ao fim de 2013 e às vésperas do maior leilão de energia já realizado no Brasil que será realizado nesta sexta-feira 13 de dezembro. 

Para o Rio Grande do Norte, é um momento de apreensão e alerta. 

Fizemos hoje, aqui pelo Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN), um levantamento atualizado de quantos parques e quantos MWs eólicos estão aptos a produzir aguardando linhas de transmissão. 

Hoje são 39 parques parados, somando 1.109,6 MW de potência instalada apta a gerar energia mas sem fazê-lo por falta das linhas de transmissão. Os parques pertencem a 6 empresas espalhadas pelo território do RN: CPFL Renováveis, ContourGlobal, Energisa, Dobrevê Energia (DESA), SERVENG e Neoenergia/Iberdrola. 

É importante dizer que estes 1.109,6 MW somam mais que o dobro da energia já gerada pelos 15 parques que já se encontram em operação no RN, cuja capacidade instalada total é de 423,15 MW.

Temos ainda o agravante de, novamente, a CHESF ter comunicado um novo atraso nas obras das linhas de transmissão no RN: 


  • a linha de 85 Km,  230 kV SE EXTREMOZ II/JOÃO CÂMARA II, que estava com inauguração prevista para em 30/11/2013, foi adiada para janeiro/2014. O novo atraso é decorrente da dificuldade de obter autorizações de proprietários de terra para que sejam instaladas as torres em suas áreas: 143 das 175 torres de transmissão da linha João Câmara-Extremoz já estão instaladas. Resquícios arqueológicos encontrados também impedem de instalar 3 torres. O Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan)  autorizou a CHESF a fazer o resgate arqueológico, devendo este estar concluído até a primeira semana de dezembro/2013.
  • A linha  de 67 Km , PARAÍSO – LAGOA NOVA, proveniente do leilão 001/2011- lote C,  que tinha previsão de inauguração em  30/05/2014, foi adiada para julho/2014.
Um detalhe que vale comentar é que muitos parques eólicos foram inaugurados já com certo atraso, consentido. Se tivessem sido inaugurados dentro do cronograma previsto, o atraso com relação as linhas de transmissão ainda seria ainda mais crítico. 
O áudio do comentário a respeito, no Jornal 96, está aqui

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