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Opinião e realizações

domingo, 20 de outubro de 2013

Argumentos DesequiLIBRAdos


É impressionante a falta de compostura dos pré-candidatos e seus replicadores nas redes sociais quando se trata de buscar uma bandeira meramente casuística para criticar o governo.

Até ontem, Dilma Rousseff era criticada por ser estatista, intervencionista e impulsionadora do aumento do papel do Estado brasileiro na economia. Hoje, por conta do leilão de Libra, os alegadamente "nacionalistas" (coerentes com sua ladainha já conhecida) se somam a oportunistas da mais alta estirpe advindos dos grupos de apoio a pré-candidatos presidenciáveis para criticar o leilão e o despacho do Exército para guardar as instalações onde ele será realizado.

É, de fato, julgar que a opinião pública é uma massa de manobra ignóbil e sem qualquer percepção do que é, de verdade, convicção ideológica versus o oportunismo barato da pior espécie, sem qualquer coadunação com o discurso histórico ou a prática recente destes mesmos vociferadores.

É repugnante ouvir discursos de voz cândida sobre "a nova política" e em seguida ver o Sr. Eduardo Campos, por exemplo, retuitando asneiras como "Dilma está privatizando as reservas da Petrobras" (sic!) quando ele mesmo, como Governador, esteve presente ao lançamento e a TODAS as explicações e debates sobre o novo regime regulatório aplicável à nova província (e a Libra), portanto, sabedor de que se trata de um regime muito mais severo e fiscalmente pesado em favor do Estado Brasileiro.

Goste-se ou não da presidente, ou do PT, o fato é que ela apenas está colocando em prática aquilo que foi altamente elogiado pelos chamados "nacionalistas" (e pelos governadores aliados) quando foi alterado o regime regulatório das concessões e royalties para ser criado o regime excepcional de partilha de produção para o Pré-Sal.

E governadores, como Eduardo Campos, estavam na primeira fila dos acontecimentos, aplaudindo e tecendo loas a Lula e Dilma por isso. Agora, vem assacar estultices como "privatizando reservas da Petrobras"? Isso é a nova política?

Pode-se até não gostar de Dilma, ou se ter reservas ou críticas a um ponto ou outro de sua gestão. Mas tentar impingir nela o rótulo de privatista e, ao regime de partilha, a alcunha de "entrega de reservas" é desfaçatez demais.
Se esta a "nova política", sinto decepcionar-me, mas me parece por demais semelhante à velha, bem velha.

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