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Opinião e realizações

sexta-feira, 12 de julho de 2013

No país do futebol, recall de políticos, sim! Mas royalties para ônibus, não!

A configuração explosiva do desdém das autoridades pela da pressão popular quanto às tarifas de ônibus + o pito do Blatter na galera do Maracanã + a indignação acumulada com os absurdos e a cara de pau do dia-a-dia na política nacional (e local) levou a sociedade - hoje conectada e mobilizável em poucas horas - ao levante nacional.
Uma das panacéias (cura para todos os males) tem sido citada a todo o momento são os royalties do pré-sal (e do petróleo, em geral). 
Mas eles têm que ser vistos com realismo: tanto geológico (devem ser mensuráveis ao longo do tempo e certamente são finitos) quanto econômico (devem construir riqueza e não ser diretamente injetados na economia nacional, sob pena de gerar a tal "doença holandesa" (dependência excessiva das receitas do petróleo matando os demais investimentos, como na Venezuela). 
Eles têm que ir para o futuro (é a natureza desta compensação financeira pela exploração de recursos NÃO renováveis). Tem que ser para formar gerações futuras, admitida uma parte exclusivamente para aprimorar a estrutura dos serviços de saúde públicos, mas com alto controle.  A presidente Dilma foi radical, corretamente: não queria nada para outra coisa que não fosse a EDUCAÇÃO como destino dos royalties - inclusive os atuais. O Congresso ponderou democraticamente e inseriu 25% para a Saúde (ninguém pode reclamar disso diante do caos que aparece em todas as reportagens sobre o assunto. É urgente a injeção de investimentos - mas com ALTISSIMA vigilância quanto aos desvios).
Agora: mesmo com todo o clamor social, royalties do pré-sal pra ônibus? NUNCA! 
Esta proposta é uma demagogia barata indisfarçável além de ser insustentável economicamente, porque royalty acaba e porque, no Brasil, o sistema de transporte público é, em sua maioria, privatizado por concessões! Não é público faz tempo! Seria pegar dinheiro dos investidores em risco do petróleo para entregar na forma de subsídio a concessionários de ônibus e trens (na contramão de quem é concessionário do Estado ou do Município, que deveria PAGAR para ter a concessão). E se o negócio não é bom, que se estatize tudo do jeito que é na maioria dos países que eu conheço no mundo: uma empresa municipal ou estadual. E o passe livre passa a ser despesa pública como tantas outras, saindo da milionária arrecadação fiscal brasileira - se o povo assim quiser.
No mais, corrupção como crime hediondo, rejeição da PEC 37, fim das votações secretas para cassar parlamentares e até o RECALL de eleitos! (Permitiria "des-votar" eletronicamente naquele que vc votou). Seria uma beleza! E apesar disso dar arrepios aos conservadores juristas e principalmente aos políticos tradicionais, é perfeitamente factível para a geração das redes sociais e da interação via celulares e internet. Mesmo a base da pirâmide tem acesso. E claro q isso teria barreiras condicionantes (quorum mínimo, tempo de mandato mínimo, etc) mas seria fantástico ver os nossos representantes nos representando de fato, em tempo integral, não apenas em tempos de eleição.
AGORA, temos UM ANO para reformar os estádios, os aeroportos, os acessos e a política brasileira! Quem quiser FICAR na política, a partir de 2014, tem UM ANO (sem apelação) pra se virar. 
Uma coisa é certa: O Brasil ainda vai dar graças por ser o País do Futebol, pois será ele a ter colocado PRAZO em todas estas tarefas.
Íntegra do áudio de hoje (27/JUN/2013):  

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