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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sirenes de Alarme: descredibilizadas e tormentosas para a vizinhança.

Você já ficou sem dormir por causa da sirene do alarme de algum vizinho? E já se perguntou por que ninguém mais acode ou sequer vem à janela para ver o que poderia estar acontecendo quando uma sirene de alarme toca? 
reiterado mau uso das sirenes de alarme banalizou a sua principal função: alertar vizinhos para que acudam em caso de invasão ao domicílio alheio. Ninguém mais presta atenção quando uma sirene toca na vizinhança. Acho que nem um eventual invasor de residências, sabendo que ela se encontra de fato vazia, se incomoda com a sirene. 
Um dos motivos que levam a este tipo de situação é uso indiscriminado dos malfadados e ineficientes (e caros!)sensores de movimento - que são quem dá a ordem de disparo do alarme. Mesmo com alguns modelos mais evoluídos (e caros!) sua precisão nunca é total e qualquer movimentação - mesmo do vento em plantas ou animais já é suficiente para disparar sirenes e alarmes. Isso é grave porque, como na história do menino e do lobo,descredibiliza totalmente o alarme. Um alarme que toca a toda hora é como o menino que brincava de clamar por socorro. No dia em que o lobo veio mesmo, ninguém acreditou mais. 
Mas isso diz respeito ao indivíduo especificamente. O mais grave da regularidade do chamado "alarme falso" é quando ele afeta toda uma coletividade ao seu redor com ruído urbano desnecessário e perfeitamente evitável. 
Situação mais típica: o sujeito sai de férias ou de viagem e deixa o alarme ligado. O infeliz sensor de movimento detecta a passagem de um gato ou pássaro e começa a soar a sirene externa, estridente e repetitiva. Todos os vizinhos, que já sabem que o alarme toca sempre, quedam-se indiferentes. Mas o ruído persiste por horas, às vezes dias a fio. Se procurarem saber alguma coisa junto à empresa de segurança, os vizinhos ouvirão dela o maior absurdo de todos: que o alarme não pode ser desligado a não ser pelo próprio proprietário ou por alguém que chegue à casa ou comércio e o interrompa com o uso da sua senha. 
Ora. Se o proprietário tiver viajado por uma semana, os desafortunados vizinhos estarão condenados a uma semana de alarme diuturnamente buzinando nos seus ouvidos! É simples (e assustador) assim. 
Hoje em dia, nas cidades em que se pratica verdadeira qualidade de vida, não somente natural mas também a resultante da civilidade e das normas, alarmes externos só podem ser utilizados em fábricas ou comércios com afastamento físico mínimo de áreas residenciais. Nos bairros residenciais e condomínios, a prática é que o alarme soe dentro da casa, na central de segurança, em alguma guarita ou posto avançado próximo e, por vezes, até na Central de Polícia mais próxima - mas jamais abertamente para toda a vizinhança ouvir. O uso de alarmes ostensivos hoje é considerado prática egoísta e invasiva da paz alheia. Além disso, nos poucos casos onde os alarmes ainda são permitidos, há multas previstas para o mau funcionamento dos sensores de movimento que fazem o alarme disparar indiscriminada e reiteradamente. 
No caso de Natal, a solução nem precisa ser tão radical - uma vez que vivemos em uma capital infelizmente assolada por invasores residenciais. É possível manter os alarmes e, ao mesmo tempo, não ser odiado pelos vizinhos. Basta que as empresas de segurança sejam forçadas - por lei municipal ou similar - a manter por contrato a possibilidade de desligar o alarme remotamente caso o proprietário ou preposto não estejam em condição de fazê-lo, uma vez constatada a inexistência de invasão ou passado um tempo regulamentar mínimo. 
Pensar globalmente começa por agirmos localmente. Uma cidade que "vende" qualidade de vida aos seus cidadãos e visitantes não pode conviver com o egoísmo de sirenes de alarme que tocam estridentemente por 3 dias seguidos azucrinando a tudo e a todos. 
Salvo melhor juízo. 

Acesse aqui o comentário sobre este assunto na coluna RioGrandedoNorte.NET no Jornal 96 desta 5aF.  https://vr.shapeservices.com/play.php?id=166103 

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