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Opinião e realizações

domingo, 26 de maio de 2013

Sem direito de errar.

Achei interessante e peculiar a entrevista do Vice-Governador e ex-Presidente da Assembléia Legislativa do RN, @RobinsonFaria, na @tribunadonorte deste domingo. 

Tem grande coragem ao lançar-se desde tão cedo e isoladamente, mesmo após cometer sequência de erros de avaliação que muitos apontam como tendo sido fatais para sua trajetória política mais recente.

Não sou comentarista político nem pretendo sê-lo mas acho que, após mais de duas décadas de consultoria em estratégias empresariais e contratos internacionais em setores complexos como petróleo, energia e infraestrutura, creio que conheço um pouco de estratégias e alianças, ao menos empresariais e diplomáticas. O suficiente para poder apontar, resumidamente, os três maiores erros de avaliação de @RobinsonFaria recentemente - que o levaram a esta única opção - ainda assim corajosa - do lançamento desta candidatura precoce.

Como a memória de muitos é curta, tento relembrá-los, com o auxílio de links para reportagens ou posts de jornais e blogs mais abalizados do que eu para descrevê-los.

O erro original, a meu ver pai de todos os demais, foi aceitar um pacto em 2009 em que ele @RobinsonFaria foi o único prejudicado, pois era líder nas pesquisas  e, com tal pacto, ficou nivelado para baixo, junto a outras pré-candidaturas governistas: http://tribunadonorte.com.br/noticia/henrique-robinson-e-joao-maia-anunciam-pacto/122099. A consequência deste erro foi não ter podido se empenhar com mais vigor (devido ao pacto de "esperar pesquisas mais adiante para definir o candidato"), na busca da unção wilmista, usando o capital eleitoral e peso político que já possuía e era maior que os demais à época.

O 2o erro foi, antes e depois de tal pacto, declarar veemente e precocemente não aceitar ser vice de ninguém (2009): http://www.espbr.com/noticias/robinson-faria-diz-aceita-ser-vice-ninguemA consequência deste erro foi ser rifado - em tese e prática - da possibilidade de participar da chapa de situação à época. Os círculos governistas da época se inibiram em cogitar esta hipótese - embora tenham deixado aberta a vaga até a última hora: lembrem-se de que, ao final, faltou candidato a vice na chapa governista.

O 3o erro foi acreditar que iria mudar de lado e ganhar a íntima confiança de um grupo tradicionalmente fechado http://blog.tribunadonorte.com.br/panoramapolitico/robinson-faria-anuncia-rompimento-com-a-governadora-e-diz-que-aceita-ser-vice-de-rosalba/46702.  A consequência deste erro foi achar q poderia ocupar espaços na mídia e no governo, e até ser ungido, com grande anterioridade, pelo novo grupo governista para disputar 2014 http://elielbezerra.blogspot.com.br/2011/10/o-resumo-da-opera-entenda.html. Ingenuidade incompreensível. 

Por fim, o que todos consideram erro mas talvez tenha sido atirar no que viu e acertar no que não viu: http://tribunadonorte.com.br/noticia/ao-romper-robinson-critica-influencia-de-carlos-augusto/200179. Deixou o governo por ter sido isolado. Mas diante dos resultados atuais e das pesquisas, muitos acham que acertou ao fazê-lo.

Ainda assim, aqueles três erros de avaliação anteriores até hoje impactam profundamente na atual situação do personagem político Robinson Faria. Após tais erros cruciais de avaliação, mas ainda constituindo ativo político de inegável valor no RN, @RobinsonFaria não pode errar mais. Tem que estar estrategicamente (e não apenas politica e marquetológicamente bem assessorado) para não decidir mais apenas com o fígado e com a própria intuição. 

Y que tenga suerte! 

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