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Opinião e realizações

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Treplicando Benito

Ontem, ao comentar um post da jornalista Thaisa Galvão em seu blog, que indagava acerca da possibilidade de ações orquestradas ou conspiratória contra o RN no setor eólico (ver http://bit.ly/W4AxkB), expressei minha opinião à blogueira no sentido de não detectar tal movimentação, e referi-me a falhas na gestão estadual - além das da seara federal que também passei a semana sendo instado a comentar por toda a imprensa local.

Referi-me, suave e quase eufemisticamente à postura de "sorrir e conversar amenidades" por parte do ex-ocupante da pasta da SEDEC na atual gestão estadual: o ex-deputado baiano Benito Gama. Em seguida, o próprio surge retrucando à blogueira, no Twitter: "esse rapaz já enganou demais o RN. Simplesmente um promotor de eventos com dinheiro público. Não fui na conversa dele!"

Em princípio pensei em sequer responder - dada a incongruência total da afirmação. Mas, diante da publicação desta pérola no mesmo blog e da consequente enxurrada de reações indignadas no próprio Twitter @jpprates, achei importante replicar. Enviei post/comentário abaixo (ver tb no http://bit.ly/W4AQeZ): 

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Sr. Benito. 

Não enganei o RN: assumi prometendo fazer do estado um provedor energético regional e entreguei o bastão com o RN auto-suficiente em energia (térmicas + eólicas + biomassa) e com adicionais 2.500MW de eólicas novas contratadas, somando mais de R$10 Bilhões de investimento assegurado. Prometi finalizar a novela de 7 anos da Termoaçu e fechei o assunto com 2 meses de mandato. Prometi conseguir a refinaria possível para o RN, diante da sua queda de produção e ausência de logística portuária, mesmo contra aqueles que diziam que refinaria de médio porte era algo inviável - e está aí a RPCC batendo um recorde de rentabilidade após o outro em Guamaré. E por aí vai. O relatório completo das iniciativas e realizações foi por mim publicado (http://bit.ly/W4Baun) e entregue oficialmente ao governo sucessor. O senhor pode/pôde fazer o mesmo?  

Nunca tive vergonha da Secretaria que ocupei e nem do Governo a quem servi, ao contrário do Senhor, que escamoteia isso no seu currículo. Nunca promovi eventos, muito menos com dinheiro público. Entre diversas outras iniciativas em favor dos setores produtivos do RN, os poucos encontros setoriais que ajudamos a organizar com outras entidades de alta reputação, do RN e do Brasil, não contaram com um tostão de governo. O senhor nunca foi e nunca quis saber do que se tratavam. Como pode dizer isso? INFORME-SE melhor antes de acusar os outros ou OUÇA direito quando falarem consigo, ao invés de se preocupar apenas em ironizar, soltar piadinha ou esnobar aqueles que falam sério sobre coisas sérias. 

Tenho respeito pelos seus mandatos populares e por sua experiência profissional, e tenho me esforçado para ser bem suave quando me perguntam como o RN retrocedeu tanto sob seu comando da SEDEC.  Tanto que apenas referi-me à sua postura de "sorrir e conversar amenidades" quanto a alguns sérios assuntos da sua ex-pasta no RN - o que me foi relatado por mais de uma dezena de interlocutores em comum.  Poderia referir-me à sua incompetência de acompanhar devidamente a fase crítica das obras dos parques, ou à impostura de seus factóides no setor de energia solar, à sua insistência em "menosprezar" a refinaria do Estado, a Petrobras e entidades como o CT-GÁS e a FIERN, ou às frases de efeito antiquadas e inadequadas quanto ao potencial eólico do estado, ou ainda à sua ignorância total na matéria ao enxergar sempre no Governo Federal (que, agora ironicamente, é obrigado a "apoiar" pelo oportunista PTB) o culpado pelas suas próprias fragilidades e incapacidades como gestor público num Estado que não conhece e nem tem/teve o interesse de conhecer. 

Portanto, peço que respeite a minha trajetória, não me confunda e modere-se ao me acusar de mero oportunismo ou inferir picaretagens! -- Logo de oportunismo vem o senhor me acusar? Logo quem! 

Eventos não. O que promovi, sim, foram os VENTOS do RN - muito decantados mas pouco explorados para o bem de sua população. 
E que certamente, se dependesse de posturas como as suas, continuariam apenas soprando inutilmente para espalhar ironias, factóides e embustes para o povo. 


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