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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

RIO GRANDE DO NORTE: VENTOS DO DESENVOLVIMENTO



Reportagem do Canal Energia sobre o crescimento econômico do RN, fundamentado no crescimento da energia eólica.

Confira abaixo alguns trechos:


Matheus Gagliano, da Agência CanalEnergia, Reportagem Especial
02/12/2011 

O estado do Rio Grande do Norte é conhecido por suas belas praias e seu encantador visual e recentemente outro aspecto potiguar tem se tornado conhecido e bastante destacado, mas no setor de energia elétrica: os ventos. A energia eólica tem impulsionado novos projetos no estado nos últimos anos e, ao lado da Bahia e do Ceará, é um dos hubs desta fonte renovável de energia. Entre as empresas que investem em energia dos ventos no Rio Grande do Norte está a CPFL Renováveis. Mas as outras áreas do setor também têm a devida atenção das empresas. É o caso da Chesf, que investe em projetos de transmissão no estado e desta forma busca a amenizar alguns dos problemas enfrentados, como é o caso das dificuldades da conexão da geração com a rede elétrica.
Com as eólicas em alta, a expectativa é que o estado cresça também em seu consumo elétrico. Dados do Plano Decenal (PDEE) 2020, da Empresa de Pesquisa Energética, mostram que o Rio Grande do Norte será responsável por 7% da carga total de energia da região Nordeste, com um crescimento média anual da carga pesada no patamar de 4,9% ao ano. Em termos de geração de energia, o Rio Grande do Norte possui hoje uma capacidade instalada de 573 MW. Situado bem no “canto” geográfico do mapa da região Nordeste do país, o Rio Grande do Norte está interligado com outros dois vizinhos para receber a energia. De acordo com os dados da EPE, são seis circuitos de tensão que transmitem a energia para o estado, todos na tensão de 230 kV. Dois destes circuitos estão ligados ao Ceará - outro estado que também tem se destacado bastante na geração eólica – provenientes da estacão Banabuiú. Os demais quatro circuitos são interligados com a Paraíba, situado ao sul potiguar.

ICGs ainda são 
insuficientes 
para o estado


Jean-Paul Prates, do Cerne



A EPE também prevê que o estado tenha mais seis pontos de suprimento de energia nos próximos dez anos. Dentre as obras previstas pelo planejador, há seis linhas de transmissão e dois seccionamento que estão previstos para entrarem em operação a partir do próximo ano. Paralelas às linhas, outras nove subestações estão previstas para entrar no sistema potiguar já a partir deste ano, estendendo-se até 2019. Todas estas obras serão necessárias para que o Estado possa cumprir o aumento de carga previsto para a próxima década. Ainda de acordo com o planejamento traçado pela EPE, a carga projetada para o fim deste ano – incluindo a média e pesada -, deve chegar a algo em torno de 800 MW. Ao fim da década, o estado deverá atingir uma carga próxima a 1.200 MW. Enquanto a carga média e pesada devem atingir esse patamar, o consumo residencial deverá passar de pouco mais de 400 MW para quase 800 MW.
Há algumas décadas, o estado era considerado um verdadeiro “peso” para a região, literalmente falando, na opinião do advogado e economista Jean-Paul Prates, diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Apesar do estado ser um reconhecido detentor de grandes reservas petrolíferas e do hoje bastante divulgado potencial eólico, Prates diz que o RN tinha uma representatividade muito pequena diante do cenário nacional de energia. A situação só começou a amenizar um pouco durante a década de 70 quando chegaram as linhas de transmissão que levaram energia gerada pelo Complexo Paulo Afonso, na Bahia. De acordo com Prates, a situação começou a melhorar em 2003, quando foi implantada na região uma política de atenção especial ao setor energético potiguar.
“O resultado foi que, em 2010, o Estado já apresentou uma capacidade instalada para abastecer sua própria demanda elétrica e, melhor ainda, com autonomia de fontes. Petróleo e gás produzidos no estado, vento, biomassa e sol coletados também no seu próprio território. Um sonho de consumo para qualquer país do mundo”, afirma ele. (cont.)

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Jean-Paul Prates, do Cerne, diz que existem regiões com imenso potencial eólico e solar mas só podem se desenvolver diante de um planejamento adequado quanto à construção de linhas de transmissão definitivas. Ele diz que as ICGs, embora desempenhem papéis importantes, são insuficientes para dar conta das necessidades do estado. “Creio que, para ampliar as instalações eólicas e principalmente para inaugurar outra era, a dos empreendimentos solares de maior porte, o RN terá que pensar grande. Terá de estruturar, viabilizar e realizar uma malha elétrica conceitualmente voltada para o escoamento de energia que o Estado será capaz de gerar. Uma realidade nova, completamente diferente da anterior, de importador absoluto”, disse

Matéria disponível na íntegra somente para assinantes do Canal Energia www.canalenergia.com.br


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