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terça-feira, 22 de novembro de 2011

NOVO LINHÃO NO RN FICA PRONTO ATÉ 2014

ENTREVISTA JOSÉ CARLOS DE MIRANDA FARIAS – DIRETOR DE ESTUDOS DE ENERGIA ELÉTRICA DA EPE.

           Linhas de transmissão não são mais o principal gargalo para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. A afirmação é do Diretor de Estudos de Energia Elétrica da EPE - Empresa de Pesquisa Energética, José Carlos de Miranda Farias. 
            
              Ele explica que os problemas surgiram porque o crescimento repentino da energia eólica no país não foi previsto, por isso houve problemas de adequação nas redes de transmissão existentes.  “No 1o leilão que fizemos, em 2009, a solução encontrada para receber a energia que seria gerada pelos novos parques eólicos foi compartilhar as linhas de transmissão que já existiam. Assim, os custos de transmissão seriam reduzidos.”, explica. “A rede então existente trabalhava com folga de 30% , mas essa margem foi superada em um prazo muito menor que o previsto. Além disso, a outra alternativa possível, que era jogar a nova energia gerada na rede da CHESF (Centrais Hidrelétricas do São Francisco) não era viável pela distância.  A solução foi implementar ampliações do sistema em vários Estados, como o RN, BA e RS.   
         
        A partir de 2011, a construção de novas linhas e a duplicação de linhas já existentes passaram a ser licitadas. O objetivo é aumentar a capacidade de todas as linhas, de 230Kv para 500 Kv. Dessa forma devem ser executadas, de modo a permitir a agregação de novos parques ao sistema.


          No RN, a nova linha de transmissão vai passar pelos municípios de João Câmara, Ceará Mirim e Campina Grande, e que foi licitada em 10 de junho, juntamente com as ICGs, deve ficar pronta até 2014. Até o momento, segundo ele, nenhum atraso significativo foi registrado nesse processo.  A nova linha terá capacidade para 500 Kv e deverá receber a energia gerada pelos novos parques por meio de cinco estações coletoras: João Câmara 1 e 2, Lagoa Nova, Touros e Mossoró 3.

         Para reduzir as disparidades entre a disponibilidade do sistema e a real necessidade do mercado, a EPE mudou a linha de estudos e a forma de projeção dos sistemas de transmissão.
Paralelamente à ampliação do sistema de transmissão, a EPE desenvolve a expansão do sistema já existente. Um exemplo é o reforço das subestações Açu e Milagres em 500Kv e da linha Touros-Ceará Mirim em 230Kv.

           O diretor Miranda falou também sobre o próximo leilão de energia, marcado para o dia 20 de dezembro. Explicou que o preço máximo foi estabelecido em R$112,00 /mW/h , e que os vencedores se comprometerão a entregar energia dentro de 5 anos. Segundo ele, o preço máximo estabelecido pela EPE é baseado em preços de mercado, além das médias dos últimos leilões.
(N.T.)

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