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terça-feira, 22 de novembro de 2011

3º Fórum Nacional Eólico - encerramento

A 3ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos foi encerrada nesta terça-feira, 22, com um painel sobre o processo de licenciamento dos parques eólicos. Participaram da mesa Sérgio Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Idema,  Onésimo Santos, gestor de arqueologia da superintendência regional do IPHAN/RN e Hugo Fonseca, diretor de Meio Ambiente do CERNE e diretor-geral da empresa de consultoria Bioconsultants. Os trabalhos foram coordenados por Manuel Jammir, do Idema.

Sérgio Macedo detalhou  os documentos necessários à obtenção das licenças para a implantação de um parque eólico. Destacou a importância de um estudo de impacto ambiental embasado, que mostre os impactos provenientes da instalação do parque para a flora e a fauna nativas.
De acordo com o coordenador, o Idema já emitiu 254 licenças de instalação de parques eólicos no RN. A maior parte delas para a região conhecida como Mato Grande.

O gestor de arqueologia do IPHAN,  Onésimo Santos, explicou que para haver a liberação da área pretendida para um parque eólico, existe a necessidade de um estudo arqueológico. Dessa forma, afasta-se a possibilidade de o empreendimento destruir sítios arqueológicos presentes no local. Ele afirmou que no Brasil existem oficialmente mais de 20 mil sítios arqueológicos, sendo 291 no Rio Grande do Norte. Entretanto, o número não oficial mostra que a quantidade de sítios já descobertos no RN chega a mais de 500. 

O consultor ambiental Hugo Fonseca, da Bioconsultants, destacou a importância da aplicação de programas de gestão e educação ambiental em um empreendimento eólico. Para ele,  a empresa que produz energia renovável, deve estar envolvida com o meio que a cerca, de modo a reduzir ao mínimo os impactos gerados no meio ambiente. Outro ponto importante é a interação social. O empreendedor deve conversar com a comunidade local para explicar como funciona a atividade, além de também ouvir o que a comunidade pensa sobre o assunto, para que se possa estabelecer uma relação harmônica. "Com diálogo e a busca de alternativas, os problemas passam a ser menores e mais fáceis de serem solucionados", afirmou.
(J.C. / N.T.)

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