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SustentHabilidade

Opinião e realizações

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reunidos em Natal, especialistas discutem a produção terrestre de petróleo do Brasil.

Natal/RN, 28 de novembro de 2011– 350 congressistas brasileiros e estrangeiros estão reunidos, desde o início da manhã desta segunda-feira (28) em Natal, para debater os desafios e soluções tecnológicas para a produção de petróleo terrestre no Brasil. A Feira e Congresso BRAZIL ONSHORE 2011, começou hoje, no Pirâmide Natal Hotel & Convention. A feira é o maior evento brasileiro especificamente voltado para atividades petrolíferas em terra. 
Organizada pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e pela Society of Petroleum Engineers (SPE), a  Brazil Onshore 2011 traz a Natal os principais representantes do setor de óleo e gás voltados para a exploração e produção em terra. Na área de exposições de 650m2 da feira, estão 51 empresas como Baker Hughes, Halliburton, Petrobrás, Schlumberger, OGX, Frontier, Cameron e Wheatherford. Essas empresas compartilham o espaço com fornecedores de equipamentos e empresas locais - de Mossoró-RN, da Bahia e de outros estados. Nos stands demonstração de produtos, credenciais técnicas e habilidades tecnológicas.

No Brasil há 76 empresas trabalhando na exploração e produção de petróleo em terra, sendo 40 brasileiras e 36 estrangeiras, a maior parte delas pequenas e com operação onshore.
Na conferência, realizada simultaneamente ao evento, debates e palestras sobre viabilidade econômica de campos marginais, licenciamento ambiental de poços terrestres e temas técnicos, como automação da produção ("smartfields"), produção de óleo pesado em terra, tecnologias acessíveis para campos terrestres marginais, e reservatórios não convencionais.
“O evento é uma grande oportunidade para levantar a discussão de como será o cenário das atividades terrestres (onshore) no país e investimentos futuros. Diversas companhias estão investindo em seu portfólio exploratório terrestre e as primeiras descobertas já estão surgindo. Além disso, por apresentar custos mais baixos e menores complicações logísticas, os campos em terra funcionam como um grande laboratório para tecnologias que serão posteriormente utilizadas em ambiente offshore”, afirmou Jacques Salies, presidente da Seção Brasil da SPE - Society of Petroleum Engineers.
 
O evento, que se realiza a cada dois anos, conta este ano com o apoio local do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), que contribuiu para que o RN voltasse a sediar o evento. A última edição havia sido realizada em Salvador, Bahia.
 
“O Brasil comemorará, em breve, 70 anos de atividade petrolífera. Pelo menos a metade desta história tem a participação efetiva e bem sucedida do Rio Grande do Norte, e de seus campos terrestres. O Brasil tem 8.991 poços em produção. Dos 3551 poços do Rio Grande do Norte, 3440 são poços terrestres. É justo e louvável que tenhamos trazido para cá o maior evento brasileiro deste segmento que ainda tem muito o que mostrar e produzir para o Brasil e para os brasileiros", explica Jean-Paul Prates, diretor-geral do CERNE e correspondente local do IBP para os estados RN, CE e PB. 

No discurso de abertura, o secretário executivo do IBP, Alvaro Teixeira, citou a importância da realização da Brasil Onshore no Rio Grande do Norte.” Natal, por sua posicão estratégica e pela infra-estrutura adequada, continuará a ser o centro de inteligência dessas atividades. Além disso, é a capital do Estado que ostenta a posição de maior produtor de petróleo em campos terrestres. Daí a relevância da realização da Brasil Onshore aqui”.
 
O Consulado do Canadá também organiza um workshop na terça-feira (29), no Hotel Serhs Natal. O evento “Brasil-Canadá: Oportunidades no Setor Onshore” vai trazer empresas do Canadá para debaterem a exploração em terra, atividade em que o país é um dos mais fortes do mundo.
 
Programação completa e inscrições: www.brazilonshore.com.br
 
SERVIÇO:
Evento: BRAZIL ONSHORE 2011 - Congress & Exhibition
Programação: http://bit.ly/rxTzfu
Local: Hotel Golden Tulip Paulista Plaza– Alameda Santos, 85 – São Paulo, SP
Organização: IBP, SPE (+ apoio CERNE)
Patrocinio: PETROBRAS, OGX, Perbrás, Apolo Tubulars, Halliburton, Weatherford
Apoio: CERNE - Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia - Natal-RN
 
INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Assessoria de Comunicação IBP
Tatiana Campos - 21 2112-9028
press@ibp.org.br
 
Assessoria de Comunicação CERNE
Neli Terra - 84 9984-2015 ou 84 2010-0340
neliterra@gmail.com ou imprensa@cerne.org.br
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Presidente da ABEeólica visita sede do CERNE

          Após participar do III Fórum Nacional Eólico - Carta dos Ventos 2011, a presidente executiva da ABEeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Élbia Melo, juntamente com uma comitiva formada por diretores da instituição, visitaram a sede do CERNE em Natal/RN.
Depois de conhecer as instalações e a sala de visualização geográfica, a presidente recebeu algumas informações sobre o funcionamento do sistema de mapeamento das instalações de geração de energia, produção de petróleo, mineração, infra-estrutura e outros setores realizado por um software da Google Enterprises. Élbia elogiou a iniciativa do CERNE em oferecer a investidores e a todos os envolvidos com o setor eólico, uma ferramenta capaz de oferecer informações precisas sobre a atividade, em todo o Rio Grande do Norte e, em breve também no Estado do Ceará.


         Para o diretor-geral do CERNE, Jean-Paul Prates, a visita da presidente da ABEeólica marca a boa fase do setor, não só economicamente, mas principalmente na união das forças e no trabalho em conjunto e complementar realizado pelo CERNE e pela ABEeólica. "Trabalhamos pelos mesmos objetivos: o progresso sustentável dos setores que operam com recursos renováveis. Nosso foco é o RN-CE. O da Abeeólica é o setor eólico nacional. Somos complementares e parceiros. E vamos trabalhar juntos em projetos de interesse comum, começando agora".  
          
         Em seguida, os dois executivos foram entrevistados ao vivo pelos jornalistas Alex Vianna e Daniela Freire, na Radio Cidade de Natal.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

NOVO LINHÃO NO RN FICA PRONTO ATÉ 2014

ENTREVISTA JOSÉ CARLOS DE MIRANDA FARIAS – DIRETOR DE ESTUDOS DE ENERGIA ELÉTRICA DA EPE.

           Linhas de transmissão não são mais o principal gargalo para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil. A afirmação é do Diretor de Estudos de Energia Elétrica da EPE - Empresa de Pesquisa Energética, José Carlos de Miranda Farias. 
            
              Ele explica que os problemas surgiram porque o crescimento repentino da energia eólica no país não foi previsto, por isso houve problemas de adequação nas redes de transmissão existentes.  “No 1o leilão que fizemos, em 2009, a solução encontrada para receber a energia que seria gerada pelos novos parques eólicos foi compartilhar as linhas de transmissão que já existiam. Assim, os custos de transmissão seriam reduzidos.”, explica. “A rede então existente trabalhava com folga de 30% , mas essa margem foi superada em um prazo muito menor que o previsto. Além disso, a outra alternativa possível, que era jogar a nova energia gerada na rede da CHESF (Centrais Hidrelétricas do São Francisco) não era viável pela distância.  A solução foi implementar ampliações do sistema em vários Estados, como o RN, BA e RS.   
         
        A partir de 2011, a construção de novas linhas e a duplicação de linhas já existentes passaram a ser licitadas. O objetivo é aumentar a capacidade de todas as linhas, de 230Kv para 500 Kv. Dessa forma devem ser executadas, de modo a permitir a agregação de novos parques ao sistema.


          No RN, a nova linha de transmissão vai passar pelos municípios de João Câmara, Ceará Mirim e Campina Grande, e que foi licitada em 10 de junho, juntamente com as ICGs, deve ficar pronta até 2014. Até o momento, segundo ele, nenhum atraso significativo foi registrado nesse processo.  A nova linha terá capacidade para 500 Kv e deverá receber a energia gerada pelos novos parques por meio de cinco estações coletoras: João Câmara 1 e 2, Lagoa Nova, Touros e Mossoró 3.

         Para reduzir as disparidades entre a disponibilidade do sistema e a real necessidade do mercado, a EPE mudou a linha de estudos e a forma de projeção dos sistemas de transmissão.
Paralelamente à ampliação do sistema de transmissão, a EPE desenvolve a expansão do sistema já existente. Um exemplo é o reforço das subestações Açu e Milagres em 500Kv e da linha Touros-Ceará Mirim em 230Kv.

           O diretor Miranda falou também sobre o próximo leilão de energia, marcado para o dia 20 de dezembro. Explicou que o preço máximo foi estabelecido em R$112,00 /mW/h , e que os vencedores se comprometerão a entregar energia dentro de 5 anos. Segundo ele, o preço máximo estabelecido pela EPE é baseado em preços de mercado, além das médias dos últimos leilões.
(N.T.)

3º Fórum Nacional Eólico - encerramento

A 3ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos foi encerrada nesta terça-feira, 22, com um painel sobre o processo de licenciamento dos parques eólicos. Participaram da mesa Sérgio Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Idema,  Onésimo Santos, gestor de arqueologia da superintendência regional do IPHAN/RN e Hugo Fonseca, diretor de Meio Ambiente do CERNE e diretor-geral da empresa de consultoria Bioconsultants. Os trabalhos foram coordenados por Manuel Jammir, do Idema.

Sérgio Macedo detalhou  os documentos necessários à obtenção das licenças para a implantação de um parque eólico. Destacou a importância de um estudo de impacto ambiental embasado, que mostre os impactos provenientes da instalação do parque para a flora e a fauna nativas.
De acordo com o coordenador, o Idema já emitiu 254 licenças de instalação de parques eólicos no RN. A maior parte delas para a região conhecida como Mato Grande.

O gestor de arqueologia do IPHAN,  Onésimo Santos, explicou que para haver a liberação da área pretendida para um parque eólico, existe a necessidade de um estudo arqueológico. Dessa forma, afasta-se a possibilidade de o empreendimento destruir sítios arqueológicos presentes no local. Ele afirmou que no Brasil existem oficialmente mais de 20 mil sítios arqueológicos, sendo 291 no Rio Grande do Norte. Entretanto, o número não oficial mostra que a quantidade de sítios já descobertos no RN chega a mais de 500. 

O consultor ambiental Hugo Fonseca, da Bioconsultants, destacou a importância da aplicação de programas de gestão e educação ambiental em um empreendimento eólico. Para ele,  a empresa que produz energia renovável, deve estar envolvida com o meio que a cerca, de modo a reduzir ao mínimo os impactos gerados no meio ambiente. Outro ponto importante é a interação social. O empreendedor deve conversar com a comunidade local para explicar como funciona a atividade, além de também ouvir o que a comunidade pensa sobre o assunto, para que se possa estabelecer uma relação harmônica. "Com diálogo e a busca de alternativas, os problemas passam a ser menores e mais fáceis de serem solucionados", afirmou.
(J.C. / N.T.)

FÓRUM NACIONAL EÓLICO 2011 - RESUMO DOS ACONTECIMENTOS


Dezenas de empresários, especialistas e representantes de instituições envolvidas com o setor energético brasileiro participam, em Natal/RN, dos debates promovidos pela 3a. Edição do Fórum Nacional Eólico.



Na abertura, formaram a mesa representantes da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do ONS (Organizador Nacional do Sistema), do Ministério do Meio Ambiente, da ABEeólica, do CERNE, do Governo do RN, da Camara Federal e da Assembléia Legislativa do RN.


Nos discursos introdutórios, o tema predominante foram os gargalos que impedem ou retardam o desenvolvimento da energia eólica no Brasil.

O diretor-geral do CERNE, Jean-Paul Prates,  abriu o evento e deu as boas-vindas aos participantes. Ressaltou o bom momento vivido pela energia eólica no Brasil, com mais de 4.500 MW de obras em curso, que totalizam mais de R$15 bilhões de investimento direto. Tudo em menos de cinco anos. "O RN e o Brasil estão sob os olhos críticos e o escrutínio economico-financeiro de todo o mundo. A altíssima competitividade tarifária alcançada nos últimos leilões e o ingresso de um número cada vez maior de investidores interessados no setor chega a assustar alguns, e despertar ceticismo em outros. Mas é responsabilidade de todos fazer com que seu destino seja o sucesso", completou.


Falando em seguida,  o diretor N/NE da ABEeólica, Pedro Cavalcanti, lembou que além de pensar em estrutura, é preciso, também, pensar em investir em treinamento e capacitação.

A representante do Ministério do Meio Ambiente, Ana Lucia Dolabella, falou sobre os impactos ambientais gerados pelos parques eólicos. Enfatizou que um grupo de estudos, formado por representantes de órgãos ambientais de vários Estados, foi criado para analisar esses impactos e construir normatizações que facilitem os trâmites para a criação de novos parques eólicos.
José Carlos de Miranda Farias, da EPE, afirmou que a empresa estuda e já implementa ampliações do sistema em vários Estados, como o RN, BA e RS.  Com isso, novas linhas devem ser construídas e duplicações de linhas já existentes devem ser executadas, de modo a permitir a agregação de novos parques ao sistema.

Maria de Fátima Ximenes, Reitora em exercício da UFRN, ressaltou o papel das Universidades como aliada ao desenvolvimento das Energias Renováveis, já que dispõem de pesquisadores e de ferramentas, que possibilitam a ampliação e disseminação do conhecimento e das tecnologias necessárias ao desenvolvimento do setor.


2º DIA
A manhã do segundo dia do FNE começou com palestras e debates sobre a infraestrutura necessária para a expansão da geração de energia eólica no Brasil.

Rafael Valverde, representante do Governo da Bahia, mostrou um panorama do setor energético baiano e falou sobre as expectativas daquele Estado para o setor. Segundo ele, a previsão é de que o crescimento da energia eólica continue se dando de forma vertiginosa, mas para que isso aconteça, é necessário investir em capacitação e treinamento de mão-de-obra especializada.

O sub-secretário de Desenvolvimento Econômico de MG, Paulo Sérgio Ribeiro, falou sobre o potencial elevado do Estado para a produção de energia eólica (40GW) e sobre a necessidade ainda existente, de se conhecer melhor o regime de ventos, turbulência e impactos nas turbinas, além de realizar melhorias na logística.

Afirmou também que, para que as fontes energéticas complementares possam desenvolver a competitividade, é preciso que sejam realizados leilões específicos para energia solar, biomassa e eólica, a preços ou mecanismos diferenciados,  mantendo uma certa regularidade nos leiloes específicos. “Além disso, avanços no treinamento e desenvolvimento de mão-de-obra são fundamentais”, explicou.


O segundo debate da manhã tratou do desenvolvimento tecnológico necessário para o desenvolvimento dos parques eólicos. Os debatedores foram José Geraldo Saraiva, Diretor do CTGAS-ER - Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis; Antonio Medeiros de Oliveira, da DOIS A ENGENHARIA e José Alfredo Ferreira Costa, Professor da UFRN. Além das inovações e da evolução tecnológica no setor, os debatedores falaram sobre as tendências internacionais e sobre o desenvolvimento de tecnologias brasileiras. O representante da Dois A Engenharia explicou que a fase de construção de um parque se torna ainda mais complexa que uma obra normal, devido ao tamanho dos equipamentos e a dimensão da obra. Para ele, o desafio é encontrar alternativas para driblar as dificuldades e agilizar os processos. 


À tarde foi aberta com palestra da presidente executiva da ABEeólica, Élbia Melo. Depois de apresentar a associação, a presidente um retrato da situação da energia eólica no Brasil, mostrando que somos o 16º país com maior capacidade eólica instalada.


A preocupação com geração de energia elétrica é crescente, para que essa produção aconteça dentro de alguns critérios como independência de fontes e de preços e baixa emissão de CO2.  Elbia Melo explicou que no Brasil a demanda por energia é crescente. O incremento médio calculado para o  período de 2011-2020 é de 3.200 MWmed.


Citou também fatores positivos para o aumento na demanda por energia eólica nos próximos anos, tais como a possibilidade de geração descentralizada, mais próxima aos centros consumidores, a possibilidade de micro e mini geração, e o preço das fontes renováveis, que tem se tornado cada vez mais competitivo.

Sobre os leilões, a diretora afirmou que falar em preço antes do momento é temeroso,  pois o preço é uma variável de momento, discreta e totalmente influenciável por outras variáveis, portanto muito difícil de ser prevista.


Complementando o painel sobre  comercialização, o Presidente da MDA Serviços LTDA, Milton Duarte de Araujo, falou sobre o ambiente de comercialização de energia eólica. Para ele, é preciso atentar ao potencial do mercado livre, que hoje representa quase 1/3 do consumo total de energia e cresce mais que o mercado regulado. Araujo mostrou dados da EPE que indicam que no Brasil,  de janeiro a setembro de 2011, o consumo total de energia elétrica foi de 321.069Mw/h, sendo que o consumo residencial corresponde à maior parte e foi de aproximadamente 83.000Mw/h.




Finalizando, o presidente da MDA Serviços ressaltou que até 2015 15.000MW terão os contratos vencidos. "A recontratacão, que será necessária para suprir essa demanda, abrirá espaço para uma entrada ainda maior da energia eolica no país", afirmou.
O último painel da 3a Edição do Forum Nacional Eólico tratou dos aspectos ambientais e contou com a presença do Diretor técnico do IDEMA Manuel Jammir Fernandes Junior, do geógrafo Iron Medeiros e do Diretor de Meio Ambiente do CERNE, Hugo Alexandre. 
(N.T.)


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A 3ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos foi encerrada nesta terça-feira, 22, com um painel sobre o processo de licenciamento dos parques eólicos. Participaram da mesa Sérgio Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Idema,  Onésimo Santos, gestor de arqueologia da superintendência regional do IPHAN/RN e Hugo Fonseca, diretor de Meio Ambiente do CERNE e diretor-geral da empresa de consultoria Bioconsultants. Os trabalhos foram coordenados por Manuel Jammir, do Idema.

Sérgio Macedo detalhou  os documentos necessários à obtenção das licenças para a implantação de um parque eólico. Destacou a importância de um estudo de impacto ambiental embasado, que mostre os impactos provenientes da instalação do parque para a flora e a fauna nativas.
De acordo com o coordenador, o Idema já emitiu 254 licenças de instalação de parques eólicos no RN. A maior parte delas para a região conhecida como Mato Grande.

O gestor de arqueologia do IPHAN,  Onésimo Santos, explicou que para haver a liberação da área pretendida para um parque eólico, existe a necessidade de um estudo arqueológico. Dessa forma, afasta-se a possibilidade de o empreendimento destruir sítios arqueológicos presentes no local. Ele afirmou que no Brasil existem oficialmente mais de 20 mil sítios arqueológicos, sendo 291 no Rio Grande do Norte. Entretanto, o número não oficial mostra que a quantidade de sítios já descobertos no RN chega a mais de 500. 

O consultor ambiental Hugo Fonseca, da Bioconsultants, destacou a importância da aplicação de programas de gestão e educação ambiental em um empreendimento eólico. Para ele,  a empresa que produz energia renovável, deve estar envolvida com o meio que a cerca, de modo a reduzir ao mínimo os impactos gerados no meio ambiente. Outro ponto importante é a interação social. O empreendedor deve conversar com a comunidade local para explicar como funciona a atividade, além de também ouvir o que a comunidade pensa sobre o assunto, para que se possa estabelecer uma relação harmônica. "Com diálogo e a busca de alternativas, os problemas passam a ser menores e mais fáceis de serem solucionados", afirmou.

(J.C. / N.T.)



Crédito fotos: Jorge Corrêa e Jaime Oide (1 e 6). 

domingo, 20 de novembro de 2011

Rio Oil & Gas 2012 abre inscrições para trabalhos técnicos

              Natal/RN, 20-NOV-2011 -  O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis abriu chamada de trabalhos técnicos para a conferência Rio Oil & Gas 2012. O evento será realizado no período de 17 a 20 de setembro do próximo ano, em paralelo à maior feira do setor de petróleo da América Latina.

A conferência prevê apresentações orais e em poster, tanto em português quanto em inglês, sobre temas técnicos relativos à exploração, gerenciamento de reservatórios, perfuração e produção de petróleo e gás natural. As sinopses estendidas deverão ser encaminhadas ao Instituto até o dia 16 de dezembro de 2011 para análise do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas Conference.

Para serem aprovados, os trabalhos devem conter contribuição técnica relevante e ser de interesse para a indústria do petróleo nacional, além de não poder conter qualquer tipo de material comercial ou publicitário. Para maiores informações sobre o envio de trabalhos e sobre o temário detalhado da conferência, acesse www.riooilgas.com.br.

O IBP é parceiro nacional do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), que funciona como sua a sede regional em Natal e representação para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ENERGIA EÓLICA DO BRASIL ATRAI A ATENÇÃO DO MERCADO INTERNACIONAL

"Todos os olhos da indústria de energia eólica no mundo estão hoje voltados para o Brasil". A afirmação é de Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e ex-secretário de energia do Rio Grande do Norte.
 “Graças ao seu inédito sistema de leilões reversos (onde o menor preço ganha), o Brasil agora é onde se pratica o preço de energia eólica mais competitivo do mundo. Cerca de U$60/MWh, algo inimaginável até três anos atrás”, explica o executivo. “Países pioneiros neste tipo de geração renovável como a Dinamarca, o Canadá, a Alemanha, os EUA e a Espanha ainda rondam os U$120 a U$160/MWh. Por isso, todos os olhos desta indústria no mundo estão hoje voltados para o Brasil.”
Prestes a participar da terceira edição Fórum Nacional Eólico, encontro que a VIEX Americas promoverá no fim de novembro, em Natal (RN), Prates comemora também a consolidação desta fonte “limpa” de energia. "O mercado de energia eólica já apresenta fatores claros de consolidação irreversível no Brasil. Claro que ainda existem desafios e metas a superar, mas o fato de termos tido preços de eólica comparáveis aos das hídricas e biomassa já indica um caminho sem volta", afirma. "A energia eólica veio para ficar no Brasil. E já veio tarde, pois o país apresenta enorme potencial e grande necessidade de diversificar sua matriz energética com a preocupação de não 'sujá-la'".
Apesar do otimismo, Prates lembra que ainda existem barreiras a serem superadas. A falta de indústrias de equipamentos instaladas no país é uma delas. “O setor eólico por longo tempo buscou tecnologia adequada e viável. Empreendedores mundiais investiram, arriscaram e venceram preconceitos e ‘impossibilidades’. Mas, no Brasil, ainda são poucas as indústrias que efetivamente fabricam as partes nobres dos aerogeradores e demais equipamentos”, lembra. “Entidades setoriais como a ABEEÓLICA souberam reunir empreendedores e fornecedores de forma harmônica, e lutar por um lugar ao vento que só tende a aumentar. O desafio agora, diante da crise internacional, será manter aquecidas as fontes de financiamento, no Brasil e fora dele”.
 
Fórum Nacional Eólico
A definitiva inserção da fonte eólica na matriz energética e a regionalização da competitividade serão os principais temas em debate da terceira edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, evento que a VIEX Americas promoverá nos dias 21 e 22 de novembro, em Natal (RN). O evento já reuniu mais de 600 participantes e é considerado o principal encontro político-econômico da indústria eólica brasileira.
O fórum tem como principal marca a chamada Carta dos Ventos, documento de intenção de dez entidades em promover a articulação institucional para programas de incentivos financeiros, fiscais e tributários que atendam à cadeia produtiva do mercado eólico, desde o fornecimento dos equipamentos, construção dos empreendimentos, até a venda da energia elétrica.
O documento foi firmado durante o primeiro Fórum Nacional Eólico pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pela então governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, pelo então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e por representantes da Câmara dos Deputados, Senado e associações.

SERVIÇO:

3º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos
Organização: VIEX Americas
Data: 21 e 22 de novembro de 2011
Local: Hotel Pirâmide – Av. Senador Dinarte Mariz, 1.717 – Natal – RN
Inscrições: 11 5051-6535 e info@viex-americas.com.br
Site: www.viex-americas.com.br

SOBRE A VIEX AMERICAS

A VIEX Americas é uma empresa brasileira de informação empresarial especializada em eventos corporativos. Com sede em São Paulo, promove conferências, fóruns e seminários no Brasil e em diversos países da América Latina ministrados pelos principais executivos das áreas de petróleo e gás natural, energia elétrica, energia renovável, recursos naturais, infraestrutura, marítima e comércio exterior. www.viex-americas.com.br.

ATENDIMENTO À IMPRENSA

Luciano Fonseca
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11 8249-1145
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

NATAL VAI SEDIAR MAIOR EVENTO SOBRE ENERGIA EÓLICA DO PAÍS

 
Autoridades e executivos de todo o pais se reúnem na capital potiguar para discutir a inserção definitiva da fonte eólica na matriz energética e a regionalização da competitividade no Brasil.
 
Pelo terceiro ano consecutivo, Natal volta a sediar  o maior evento brasileiro do setor de energia eólica. A 3º edição do Fórum Nacional Eólico e da Carta dos Ventos vai ser realizada no Hotel Pirâmide, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.   
O fórum será composto por duas sessões  simultâneas . A primeira, só para convidados, vai  discutir ações  para a chamada "Carta dos Ventos", documentação da intenção firmada na ocasião do primeiro Fórum Nacional Eólico por dez entidades para promover a articulação institucional para programas de incentivos financeiros, fiscais e tributários que atendam à cadeia produtiva do mercado eólico. O grupo de trabalho será formado por autoridades e executivos do setor eólico e a reunião acontecerá no dia 22 de novembro. Entre as principais discussões propostas estão a  análise da infraestrutura necessária para a multiplicação dos parques, a cadeia de fornecimento de produtos e serviços e o ambiente de comercialização da energia gerada.
Já a segunda sessão, aberta ao público, terá uma será uma série de painéis com temas ligados ao desenvolvimento do setor eólico no país. Na manhã do dia 21, o tema é  a gestão de riscos em energia eólica. À tarde,  a visão do governo e o compromisso das autoridades. Também serão oferecidas  diversas palestras sobre infraestrutura para expansão da geração de energia eólica, novidades tecnológicas e comercialização de energia.
A carta aborda  as estratégias de longo prazo para o setor, que vem conquistando um espaço cada vez maior na matriz energética nacional. O evento é promovido pela VIEX Americas, empresa de informação empresarial especializada em eventos corporativos, com sede em SP, em parceria com o CERNE - Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, com sede em Natal.


Nas edições anteriores, o evento reuniu mais de 600 participantes e é considerado o principal encontro político-econômico da indústria eólica brasileira.
Para o diretor-geral do CERNE, Jean-Paul Prates, ter um evento desse porte em Natal mostra a força do nordeste no segmento das energias renováveis, principalmente a eólica. "Viramos o jogo quando deixamos de ser somente consumidores e passamos a ser grandes produtores de energia e hoje somos líderes em número de projetos de parques eólicos. Nada mais natural que as decisões sobre as estratégias nacionais de longo prazo do setor eólico aconteçam aqui." 
A programação completa está disponível no site www.viex-americas.com.br e inscrições podem ser solicitadas pelo telefone 11 5051-6535 e pelo e-mail info@viex-americas.com.br.
SERVIÇO: 
3º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos
Organização: VIEX Americas 
Data: 21 e 22 de novembro de 2011 
Local: Hotel Pirâmide – Av. Senador Dinarte Mariz, 1.717 – Natal – RN
Inscrições: 11 5051-6535 e info@viex-americas.com.br 
Site: www.viex-americas.com.br
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

AS EÓLICAS VIERAM PARA FICAR


Em entrevista exclusiva para o 3º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, Jean-Paul Prates, diretor-geral do CERNE e ex-secretário de energia do Rio Grande do Norte, analisa o atual momento da energia eólica no Brasil.
Na opinião do executivo, a expansão do setor é irreversível e o imenso potencial do país já chama a atenção do mercado internacional. “Todos os olhos desta indústria no mundo estão hoje voltados para o Brasil’”, afirma.

FNE - O mercado de energia eólica passa por um momento de solidificação. Na sua opinião, está é a hora e a vez desse setor? De que maneira o investimento em fontes renováveis podem contribuir para o mercado de energia do Brasil?Jean-Paul Prates - O mercado de energia eólica já apresenta fatores claros de consolidação irreversível no Brasil. Claro que ainda existem desafios e metas a superar, mas o fato de termos tido preços de eólica comparáveis aos das hídrica e biomassa já indica um caminho sem volta. A energia eólica veio para ficar no Brasil. E já veio tarde, pois o país apresenta enorme potencial e grande necessidade de diversificar sua matriz energética com a preocupação de não "sujá-la". A eólica traz essa possibilidade com a vantagem de incrementar a participação das fontes renováveis num país que orgulhosamente já apresenta uma posição invejável quanto ao uso de energia limpa. Graças ao seu inédito sistema de leilões reversos (onde o menor preço ganha), o Brasil agora é onde se pratica o preço de energia eólica mais competitivo do mundo. Cerca de U$60/MWh, algo inimaginável até três anos atrás. Países pioneiros neste tipo de geração renovável como a Dinamarca, o Canadá, a Alemanha, os EUA e a Espanha ainda rondam os U$120 a U$160/MWh. Por isso, todos os olhos desta indústria no mundo estão hoje voltados para o Brasil.

FNE - A todo sucesso correspondem sempre alguns desafios. Quais os desafios e ameaças que o setor enfrenta agora, nesta sua nova fase?
Jean-Paul Prates - Ter o vento não é tudo. Inúmeras outras variáveis se alinham para conformar a chamada "indústria eólica". Investimento, tecnologia, mercado, preço e mão-de-obra são os componentes essenciais de um setor industrial integral. O setor eólico por longo tempo buscou tecnologia adequada e viável. Empreendedores mundiais investiram, arriscaram e venceram preconceitos e "impossibilidades". Mas, no Brasil, ainda são poucas as indústrias que efetivamente fabricam as partes nobres dos aerogeradores e demais equipamentos. Entidades setoriais como a ABEEÓLICA souberam reunir empreendedores e fornecedores de forma harmônica, e lutar por um lugar ao vento que só tende a aumentar.
O desafio agora, diante da crise internacional, será manter aquecidas as fontes de financiamento, no Brasil e fora dele. O mercado para a energia eólica precisava ser fomentado. E foi: inicialmente pelos incentivos do PROINFA (2002-2008) e finalmente pela inclusão desta fonte nos leilões federais de compra de energia (a partir de 2009). Dentro da variável mercado inclui-se também o capítulo das linhas de transmissão, que são as vias de escoamento da energia até o consumidor.
O RN, por exemplo, que foi historicamente importador de energia na ponta do sistema, encara hoje a perspectiva inversa de se tornar um provedor regional de energia. Estimamos que, em 2014, o RN venha a exportar pelo menos dois terços da energia produzida em seu território.
Preço é a unidade-resumo da viabilidade econômica e comercial. No caso das eólicas no Brasil, o princípio da modicidade tarifária imposto por Dilma Rousseff, à época à frente do Ministério de Minas e Energia, levou aos leilões federais reversos concebidos pela Empresa de Projetos Energéticos (EPE). Testando os limites a cada ano, Mauricio Tolmasquim e sua equipe promoveram primeiro o leilão exclusivo para eólicas em 2009, depois mesclaram fontes renováveis em 2010, e finalmente, este ano, promoveram o "vale-tudo" entre hídrica, eólica, biomassa e gás natural. Surpreendentemente, o preço de algumas usinas eólicas ficou abaixo do preço da energia da hidrelétrica de Jirau (RO) e de todas as térmicas a gás participantes. Ousadia ou temeridade? Do governo ou dos empreendedores?
Sobre mão-de-obra, diz-se que cada MW eólico instalado gera 10 empregos diretos e 15 indiretos na fase de construção, e pereniza cerca de 5 empregos na fase de operação. Há um significativo impacto positivo na área social e econômica das regiões anfitriãs, mas também o desafio, parecido com o do petróleo, do "day-after". Questões como qualificação, especialização, segurança e rotatividade laboral requerem planejamento empresarial e apoio governamental.
Questões regulatórias e operacionais se somam a estes fatores maiores, tais como a situação ainda precária da documentação fundiária de algumas regiões, que provoca insegurança quanto ao arrendamento de terras. O licenciamento ambiental e o pré-zoneamento de áreas para novos projetos também merecerá extrema atenção, pois com a proliferação de parques e o crescimento deste mercado, haverá potencial cada vez maior de conflitos, superposições e mesmo infringência direta de áreas de preservação.
Finalmente, na fase crítica da construção de todos estes novos parques eólicos (2009-2014), será essencial um trabalho integrado entre empreendedores, fornecedores e governos para minimizar os impactos e traumas inevitavelmente causados pelas obras. Isso implica no planejamento de infra-estrutura de acesso, gestão logística adequada, e bom relacionamento com as comunidades. Trabalhando estes fatores integrada e efetivamente temos a certeza que estaremos construindo, de fato, a indústria dos ventos.

FNE - E de que maneira os investimentos em energia eólica podem contribuir para a economia dos estados e cidades com potencial eólico?
Jean-Paul Prates - Em primeiro lugar, os Estados é que têm que fazer o seu "dever de casa" para receber bem estes investimentos. No caso do RN, onde estive à frente da Secretaria de Estado de Energia (entre 2008 e 2010), nós fizemos este "dever de casa".
Histórico detentor de significativas reservas de petróleo e de enorme potencial eólico e solar, apesar de um consumo energético quase insignificante em termos de participação nacional, nosso Estado acostumou-se a viver uma espécie de “mendicância energética”, aliviada pela chegada das linhas de transmissão que trouxeram, na década de 70, a energia baiana de Paulo Afonso para o consumo, então ainda pífio, da nossa população. Para o sistema elétrico nacional, suprir o RN de energia representava quase que um ônus social: população pequena comparada aos vizinhos, baixa renda no caminho e nenhuma (isso mesmo: nenhuma!) capacidade de geração própria na ponta de linha.
O dever de casa para a virada deste cenário foi um demorado trabalho específico que envolveu ações concretas empreendidas desde 2003 até hoje, envolvendo a racionalização dos procedimentos de interação com o setor; a organização da informação setorial; as conquistas regulatórias; a mobilização de agentes econômicos, e a integração dos órgãos governamentais envolvidos com tais empreendimentos. Tudo isso acompanhado com o necessário planejamento específico, trânsito institucional e autoridade de coordenação destas ações. Isso resultou na conquista da Refinaria Clara Camarão e da planta industrial de biodiesel de Guamaré, na finalização da Termoaçu, na implantação de termelétricas emergenciais em Macaíba e de uma usina pioneira a biomassa, em Baía Formosa, e da introdução da fonte solar nos projetos energéticos do Estado (Vale do Açu, Seridó e Apodi).
Além disso, o RN ganhou destaque nacional e internacional ao conquistar o primeiro lugar nacional em novos projetos eólicos licitados em três dos cinco leilões federais envolvendo esta fonte renovável de energia, ocorridos entre 2009 e 2011. Considerando um balanço geral dos leilões e contratos livres envolvendo projetos no RN, chegamos a mais de 2.100MW a ser instalados até 2013. No que diz respeito aos investimentos e seus efeitos na economia do Estado, é licito estimar que, apenas em eólicas novas, o Estado deverá receber investimentos da ordem de 10 bilhões de reais, sendo um terço disso em compras diretas no Estado.
No quesito geração de emprego, as obras de construção que se desenvolverão no Estado poderão vir a gerar até 30.000 empregos diretos e indiretos a depender de sabermos recrutar, capacitar e empregar o máximo de potiguares e utilizar o máximo de fornecedores locais possível. Igualmente, no estágio de consolidação desta indústria, a partir da entrada em operação dos parques, deveremos ter canais de aproveitamento e transferência não-traumática desta mão-de-obra qualificada para novos ciclos industriais ou produtivos.

FNE - Para finalizar, gostaria que nos falasse sobre o papel do Fórum Nacional Eólico no desenvolvimento do setor.
Jean-Paul Prates - O Fórum Nacional Eólico é um evento nacional do setor diferenciado, por que se propõe a discutir seu desenvolvimento do ponto de vista eminentemente político e regulatório. O foco é a discussão de política setorial por excelência.
Na sua edição inaugural, o Fórum propôs a elaboração e assinatura de um documento que serviu de referência para as várias instâncias políticas do País, quanto ao setor eólico: a Carta dos Ventos, assinada em 2009. Naquele ano, o FNE também teve importância nas discussões preliminares aos primeiros leilões federais em que se discutiram as regras para comercialização de energia eólica no ambiente regulado.
Em 2010, a discussão principal foi em torno da infra-estrutura de transmissão e da insegurança fundiária quanto às relações com proprietários de terra, registros de imóveis etc.
Este ano, o foco será a fase de implementação dos parques, os efeitos das obras, as interações com as comunidades locais, os impactos ambientais e os benefícios da atividade para a economia local. É bom lembrar que o Fórum Nacional Eólico conta com a participação do Governo Federal, através dos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (signatários da Carta dos Ventos), e também do Fórum Nacional de Secretários de Energia (que representa, setorialmente, o âmbito dos governos estaduais).
Além disso, conta com o apoio inestimável da Abeeólica - entidade representativa do setor nacionalmente. Por tudo isso, a importância do FNE, anualmente, se reflete na oportunidade, por vezes única, de que o setor se faça ouvir e entender pela classe política nas suas instâncias federal, estaduais e municipais. Portanto, trata-se de um evento de alta exclusividade e influência para todos os envolvidos com esta indústria crescente.

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Jean-Paul Prates atualmente é diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). Foi Secretário de Energia do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, diretor-presidente da Expetro e da Gulf Brasil, além decConsultor do Ministério das Minas e Energia, sendo co-autor do marco regulatório do petróleo e dos royalties.O executivo será um dos palestrantes do 3º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos,  nos dias 21 e 22 de novembro, em Natla (RN)
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