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Opinião e realizações

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CERNE recebe visita da FUHRLÄNDER


O CERNE recebeu esta tarde a representante da empresa fabricante de aerogeradores de grande porte Fuhrländer para uma visita de cortesia. Maria Bélen Garcia é assistant CEO da empresa no Brasil e acompanhava uma missão de empresários alemães, de diversos setores, que esteve no país em busca de contatos e de novos negócios.
O Coordenador de Relações Governamentais para o Rio Grande do Norte, José Henrique Azeredo, apresentou a sede do CERNE e reforçou o convite já formalizado pelo diretor-geral Jean-Paul Prates, para que a Fuhrländer se integre ao quadro de mantenedores do CERNE.
Maria Bélen conheceu também a sala de visualização geográfica e constatou a eficiência do software da Google, ao verificar a localização exata dos empreendimentos da Fuhrländer no RN e CE.
Com escritório sediado em Fortaleza/CE, a Fuhrländer  atualmente é responsável pela implantação do Parque Eólico Famosa, localizado na divisa entre o Ceará e o RN e de propriedade do Grupo BMG.
Na primeira fase do empreendimento, serão implantadas 34 máquinas aerogeradoras. A projeção para a etapa seguinte é de implantação de outras 21.  A expectativa é de que até 2014 o parque seja entregue em funcionamento. Após a conclusão da primeira fase, o total de energia gerado pelo parque eólico deve chegar a 87Mw.  A capacidade total prevista é de 137 Mw.
Uma das novidades do Parque Formosa deve ser a utilização de torres treliçadas, em vez das tradicionais tubulares.  Cada torre deverá ter aproximadamente 140 metros de altura. “Usamos torres tubulares apenas em áreas próximas ao mar. A partir de 4 quilômetros da costa, os parques da Fuhrländer são montados com torres treliçadas, semelhantes às utilizadas nas linhas de transmissão”, afirmou a representante da Fuhrländer.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

RN ganha dois aliados no desenvolvimento da cadeia produtiva de petróleo e gás



FESTA PARA O SETOR ENERGÉTICO DO RN



Cerca de 300 pessoas compareceram ao evento que marcou a inauguração oficial do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) e do escritório do IBP para os estados do RN, CE e PB.  Com a cooperação, o escritório regional do IBP funcionará na sede do CERNE. As instalações incluem uma midiateca para discussão e concepção de projetos e uma sala de visualização geográfica. 



 A sala é dotada de computadores com telas gigantes e acesso online a mapas atualizados, onde será possível conceber, elaborar e simular empreendimentos nas áreas de energia e recursos naturais. O secretario geral do IBP, Alvaro Teixeira elogiou as instalações e afirmou que a vinda para Natal foi estratégica, pois o Estado é o maior produtor de petróleo em terra do Brasil.  “A ideia é fazer de Natal, juntamente com o CERNE que atua em outros tipos de energia, uma espécie de centro de energia para toda a região que é conhecida como norte do nordeste”, afirmou.



Entre os presentes ao evento,  representantes do primeiro escalão estadual e da capital, prefeitos de vários municípios potiguares,  deputados e vereadores,  além de  representantes de empresas e instituições como PETROBRAS, INCRA-RN, INCRA-PB, FIERN, POTIGAS,  de mantenedores  do CERNE e empresários dos setores de energias renováveis , petróleo e gás natural. 


Durante a comemoração, CERNE e REDEPETRO assinaram um protocolo de cooperação, visando o desenvolvimento das empresas e instituições envolvidas com a cadeia produtiva de petróleo, gás, biocombustíveis e energia no Rio Grande do Norte.  A REDEPETRO reúne, atualmente,  119 empresas e 12 instituições nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis e energia.  


Outro ponto alto do evento foi o anúncio de que o Rio Grande do Norte deve sediar este ano dois grandes eventos nacionais ( um na área de petróleo e gás, e outro de energia eólica). Os eventos anunciados foram o Congresso e Feira Brasil Onshore (especializado em operações terrestres de petróleo e gás) e o Fórum Nacional Eólico (evento político-econômico voltado para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil).  



Para o diretor-geral do CERNE,  Jean-Paul Prates, a realização desses eventos em território potiguar, a assinatura do acordo de cooperação com a REDEPETRO e a chegada do IBP ao RN comprovam a força crescente do setor energético do RN, frente aos outros estados brasileiros. “Todas essas realizações são resultado de um trabalho sério, um trabalho constante, realizado não só por mim, mas por toda a diretoria do CERNE, visando agregar para fortalecer, buscando valorizar a mão-de-obra local, aprimorar os fornecedores locais e aumentar a oferta de qualificação especializada.  Dessa forma, além do crescimento econômico, o RN pode passar de importador para exportador de mão-de-obra qualificada para o setor energético”, finalizou.



domingo, 16 de outubro de 2011

RN PERDE POTENCIAL POR FALTA DE PORTO


Jornal de Fato, 16/Out/2011
Cezar Alves
Da Redação
Até o final de 2013, o setor de energia eólica (gerada a partir da força dos ventos) no Brasil terá 5.350 gigawatts em capacidade instalada, sendo que, desse total, 2,6 gigawatts serão em território do Rio Grande do Norte. Essa é a estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Segundo especialistas em energias renováveis, de 2011 a 2013 serão, em média, 800 torres de 122 metros e pesando até 300 toneladas sendo instaladas em território potiguar.
Como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) só financia esses empreendimentos milionários se 60% das peças forem industrializadas no Brasil, em tese o Rio Grande do Norte seria um forte candidato a receber as maiores indústrias do mundo na produção de torres de energia eólica, considerando o que foi negociado em energia eólica nos leilões de 2009, 2010 e 2011. Em tese, pois tecnicamente não é possível, por não existirem estradas, ferrovias ou portos de grande porte para receber matéria prima e exportar o produto industrializado.
É o que observa Antônio Figueiredo, que é professor, economista, pós-graduado em Finanças na Fundação Getúlio Vargas e especialista em Planejamento Estratégico e Logística Associada a Processos de Comércio Exterior. Figueiredo diz que até existe interesse das indústrias em se instalarem no Rio Grande do Norte, considerando a demanda local, mão de obra e a proximidade com a Europa e a África, mas esse interesse barra na falta de estrutura portuária.
"Não existe estrutura portuária a contento no Rio Grande do Norte para desembarque de matéria prima (chapa de aço) para o setor eólico e embarque do produto industrializado (torres) para outros países ou Estados brasileiros", destaca Antônio Figueiredo, lembrando que as grandes indústrias optaram por se instalar nas áreas portuárias do Pecém, no Ceará, Suape, no Pernambuco, e na região de Sorocaba (SP).
As principais indústrias que fornecem torres eólicas no mundo que já atuam no Brasil são Gamesa, GE e Vestas. No Brasil, entre outras, atuam também Alston e Wobben. O especialista em energia, petróleo e gás Jean Paul Prates, ex-secretário de Energia e Gás do Rio Grande do Norte, concorda com Antônio Figueiredo quanto à falta de estrutura logística no Rio Grande do Norte para receber matéria prima da indústria eólica e envio de equipamentos industrializados. Destaca que as mesmas dificuldades são enfrentadas por outros setores de indústria.
O subsecretário de Desenvolvimento Econômico Américo Maia, do Governo do Estado, reconhece a dificuldade portuária do Rio Grande do Norte para atrair empresas do setor eólico. Disse que o Governo do Estado, através do secretário Benito Gama, tem realizado várias audiências com empresas do setor, ofertando incentivos fiscais, gás subsidiado, áreas e, mesmo assim, as empresas não se interessam. Reclamam da estrutura logística. Apesar das dificuldades, uma indústria foi conquistada e está se instalando no município de Parazinho.
No caso do Porto de Natal, o principal problema observado por Antônio Figueiredo e Jean Paul Prates é com o acesso urbano ao porto. Carretas com mais de 50 metros de extensão com peso superior a 80 toneladas têm dificuldades para chegar e sair do porto. Já o porto de Areia Branca serve apenas para embarques de sal. "O litoral do Rio Grande do Norte não tem profundidade suficiente para se construir porto para receber grandes navios", explica Américo Maia. Para Jean-Paul Prates e Antônio Figueiredo, o crescimento do RN paralisa no porto que não tem.

RN terá 3 vezes a energia que consome
O primeiro parque eólico montado no Rio Grande do Norte foi um da Petrobras no litoral do município de Macau, em 2004. Está em funcionamento com capacidade instalada de 1,8 megawatt. O segundo parque foi em Rio do Fogo; tem capacidade para 49 megawatts. Também já estão em funcionamento o Parque Alegria I, com 51 megawatts, e Mangue Seco III (26 megawatts), em Guamaré. Até 2014, serão 2,6 gigawatts instalados, que é energia suficiente para atender em três vezes a demanda de consumo do Rio Grande do Norte.
Além do Parque Alegria I, a segunda unidade está sendo montada. Terá capacidade de aproximadamente 100 megawatts. No mesmo município existem outros 4 parques sendo montados: Mangue Seco, I, II, IV e V. Existem unidades sendo montadas também em João Câmara, São Miguel do Gostoso e terrenos sendo preparados para também receber torres em Tibau, Grossos, Areia Branca, Porto do Mangue, e também na região da Serra de Santana.
O cenário ambiental do município de Guamaré, com 12 mil habitantes, já foi totalmente transformado e não é nem o município que vai receber o maior número de torres eólicas. Segundo o coordenador de Desenvolvimento de Energia José Mário Gurgel, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Parazinho terá o maior número de torres eólicas. José Mário lembrou que Parazinho, inclusive, é a única que tem fabricante de torres eólicas instalada.
Mas as unidades fabricadas em Parazinho não atenderão 10% da demanda das torres que vão ser instaladas no Rio Grande do Norte nos próximos três anos. As pás eólicas, turbinas e tubos, segundo Antônio Figueiredo, estão vindo da região de Sorocaba (SP), Paraná, Pernambuco e Fortaleza (CE), onde já estão em operação as fábricas desses equipamentos.
"Se o transporte das pás eólicas, turbinas e tubos está sendo difícil dos portos do Pecém e Suape para o Rio Grande do Norte, mais difícil ainda será para a região serrana, que tem estradas estreitas e com curvas fechadas. Não tem como a carreta de 53 metros fazer a curva", observa Jean Paul Prates. Para transportar uma só torre, mobiliza oito carretas de 53 metros cada e 16 carros pequenos (batedores), além de escolta da Polícia de Trânsito.
O especialista Antônio Figueiredo acrescenta que para fazer o transporte de cada pá eólica, tubo ou turbina, é preciso autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte. "Se considerar que em 2012 serão montadas no Rio Grande do Norte cerca de 800 torres, teremos aí circulando oito mil carretas pelas rodovias federal e estadual do Rio Grande do Norte para transportar os equipamentos do Porto do Suape ou Pecém para as usinas potiguares", explica.

Pás eólicas só podem ser transportadas nas BRs durante o dia
Segundo Antônio Figueiredo, os portos de Natal, Salvador e Fortaleza (Mucuripe) não reúnem condições de acesso para receber pás eólicas. "Quem tenta tem grandes prejuízos", alerta Figueiredo, explicando que as ruas das três capitais são estreitas, têm muita fiação elétrica, sinais de trânsito e, como a carreta é muito longa, não conseguem manobrar. Esse tipo de equipamento só desembarca no Pecém, perto de Fortaleza (CE), e Suape, perto de Recife (PE).
Os portos de Natal, Fortaleza e Salvador têm acesso para receber as turbinas e tubos, porém em horários noturnos e assim mesmo com desembarque direto nas carretas, por não terem local adequado de armazenamento. Nesse caso, os equipamentos seriam descarregados à noite direto nas carretas. Esses veículos fariam as manobras pela cidade ainda à noite e aguardariam o dia amanhecer para poderem circular nas rodovias federais com autorização do Dnit e escolta da PRF.
Na BR, cada carreta só tem autorização para trafegar durante o dia e, assim mesmo, quando chegam a regiões em que existem estacionamentos largos ou postos de combustíveis com espaço, as carretas encostam para o trânsito fluir. Em Mossoró, o ponto de apoio é próximo ao Café Santa Clara. Em Assú é o posto Nossa Senhora dos Impossíveis. A demora é mais pela falta de escolta da PRF ou autorização de circulação do Dnit.

Ferrovia é vista como solução para o RN
Para Jean-Paul Prates, o Rio Grande do Norte deveria lutar pela ferrovia interligando o Estado à Transnordestina, na cidade de Quixadá (CE). "Outro trecho de ferrovia que, se recuperado, seria fundamental para o desenvolvimento do Estado é o que interliga Macau a Natal, assim como o trecho de ferrovia do Porto de Natal à região de Ceará Mirim", destaca, que atualmente trabalha na reestruturação da fábrica de barrilha de Macau.
A proposta de Prates é parecida com a que defende o economista inglês Brian E. Tipler, que projetou e está viabilizando a estrutura da Zona de Processamento e Exportação (ZPE do Sertão) no município de Assú. "Ele observa que o potencial industrial do Rio Grande do Norte está inviabilizado devido à questão logística e que a ferrovia interligando a Transnordestina colocaria o Rio Grande do Norte no eixo de desenvolvimento do Nordeste".
A proposta de Tipler permitirá, inclusive, que, se algum empresário do setor eólico desejar, poderá instalar sua fábrica na ZPE do Sertão, em Assú, com todos os benefícios alfandegários, incentivos fiscais, infraestrutura proporcionada pelo projeto aprovado pelo presidente Lula da Silva. Além de fomentar o setor industrial, também, conforme Tipler, viabiliza transporte para o setor de extração e indústria de cimento e cal na região de Mossoró e Baraúna.
Para implantar a ZPE do Sertão, a previsão inicial de investimento é de aproximadamente R$ 1 bilhão, mais ou menos o valor que foi investido na instalação da Termoaçu, no município do Alto do Rodrigues. O projeto prevê sistema elétrico e de comunicação próprio, num investimento aproximado a 60 milhões. Além da ferrovia, a ZPE também terá segurança, água e acesso próprio, tudo controlado pelo sistema alfandegário nacional.
Outra proposta que pode interligar a região e ajuda na escoação da produção é a reativação do ramal ferroviário Macau-Natal. Para 2014, a grande expectativa quanto à questão logística é o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Essa estrutura foi privatizada e o Governo do Estado se esforça para entregar a estrutura prometida à empresa que comprou os diretos de explorar o aeroporto o mais rápido possível.
Jean Paul Prates e Antônio Figueiredo dizem que, sendo construída a ferrovia com as devidas dimensões ligando o setor produtivo à Transnordestina, pode ser uma saída para importar matéria-prima, industrializar e exportar produtos do setor eólico no Rio Grande do Norte. A Transnordestina está interligada aos Portos do Pecém e do Suape, além das áreas de extração de minério entre Minas Gerais, Bahia e Goiás.

GRANELEIROS
Também figura como bom negócio, segundo os especialistas, a ideia de instalar um porto de médio porte em Porto do Mangue. Nesta proposta ganha o apoio do presidente da Mineradora Mhag, Pio Sachi, de Jucurutu, que sonha com o empreendimento para facilitar a exportação do ferro bruto que extrai da Mina do Bonito, em Jucurutu. Neste caso, Pio Sachi quer construir um mineroduto para transportar o ferro da mina ao porto.

Energia dos ventos terá R$ 8 milhões em 3 anos
Os investidores e empresários do setor de energia eólica do Rio Grande do Norte, em reunião com a governadora Rosalba Ciarlini e o vice-governador Robson Faria (governador interino) em fevereiro de 2011, disseram que o principal problema que enfrentam para se instalar é com a demora em ter acesso às licenças ambientais e já advertiram quanto ao transporte das torres. Os investimentos no setor nos próximos três anos serão superiores a R$ 8 bilhões.
Na época, Rosalba orientou ao Idema a agilizar os licenciamentos, considerando que o setor energético eólico traz benefícios ao meio ambiente e assegura a segurança energética do Estado, facilitando a atração de empresas para atuar no Estado. De acordo com Marcelo Toscano, diretor do Idema, o órgão já conta com políticas específicas para o setor.
"Foi formado um núcleo com técnicos focados na área de licenciamento para o setor eólico", disse Toscano. A governadora lembrou que "os investimentos pertencem aos empresários, mas nós do governo estamos nos colocando à disposição para que vocês se sintam seguros juridicamente para realizá-los". Para o Governo, o setor eólico é uma nova fronteira econômica.
A vontade de impulsionar os projetos no setor de energia eólica recebeu também o apoio do presidente da Assembleia Legislativa do RN, o deputado Ricardo Motta. "A Assembleia Legislativa tem orgulho de ser parceira do Governo no apoio à energia eólica. Falo em nome dos 24 deputados, porque sei que todos serão sensíveis, aprovando todos os projetos que sejam encaminhados pelo Executivo", disse Ricardo Motta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CERNE e REDEPETRO-RN juntos no desenvolvimento das Energias Renováveis do RN

Mais uma novidade vai marcar a noite da próxima segunda-feira para o setor de Energias Renováveis do nordeste setentrional. Além da inauguração oficial da sede do CERNE, do escritório do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo) para o RN, do lançamento do Congresso e Feira Brasil Onshore (especializado em operações terrestres de petróleo e gás) e do Fórum Nacional Eólico (evento político-econômico voltado para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil), teremos também no dia, a assinatura de um protocolo de cooperação entre o CERNE e a REDEPETRO-RN.

O objetivo desse acordo é promover o desenvolvimento das empresas e instituições envolvidas com a cadeia produtiva de petróleo, gás, biocombustíveis e energia no Rio Grande do Norte.

A Redepetro RN existe desde 2008, com sede em Mossoró e é uma Organização em Rede, constituída de 119 empresas e 12 instituições.

A Rede conta com o apoio da Petrobras S.A., BNB, SEBRAE, SEDEC-RN, FIERN-SENAI, IFRN,  UNP e CEF. As empresas e instituições vinculadas à REDEPETRO-RN prestam serviços ou fabricam bens, que atendem aos segmentos de exploração, produção, refino, transporte e distribuição de óleo e gás no RN.

O objetivo principal da Redepetro RN é gerar negócios por meio da aproximação de empresas que oferecem ou que utilizam esse tipo de bens e serviços, e que estejam localizadas em território potiguar. Dessa forma,  gera-se aumento de competitividade, ampliação da visibilidade das empresas locais e incremento da a capacitação, certificação e inovação tecnológica na região.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CERNE INAUGURA SEDE E ANUNCIA CHEGADA DO IBP AO RN

Na próxima segunda-feira (17) vai acontecer a inauguração oficial do CERNE – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia.  O evento também vai marcar a inauguração da sede do escritório do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – para o RN, CE e PB.   Entre os convidados, autoridades do Estado, empresários e investidores.
O CERNE é uma associação empresarial com foco regional, mantida pelos maiores grupos empreendedores dos setores atuantes nas áreas de recursos naturais e energia, na Região Nordeste Setentrional do Brasil (PB, RN, CE, PI). Entre os mantenedores do CERNE estão Petrobras, CPFL, EdP, Serveng, Alubar, Wobben-Enercon, Martifer, e Bioenergy, entre outros. 
Concebido como um  "think-tank" (o 1º do Nordeste), o CERNE se destaca pela atuação na concepção, monitoramento e implementação de estratégias públicas e privadas voltadas para o aproveitamento sustentável dos  recursos naturais (e. g. águas, petróleo, ventos, sol e minérios), principalmente nos 4 Estados onde atua.
Já o IBP é uma entidade nacional, fundada em 1957, que reúne mais de 200 empresas dos setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis, entre elas Petrobras, Shell, Chevron, Ipiranga, Cosan, Braskem, OGX,  BG, Queiroz Galvão, Repsol, ExxonMobil, Castrol, WhiteMartins, entre outras.  Atualmente o IBP atua na capacitação, ministrando cursos  latu e strictu sensu, voltados para a área de petróleo e gás.
Segundo o diretor-geral do CERNE, Jean-Paul Prates, a vinda do IBP para o Rio Grande do Norte foi possível graças a um acordo de cooperação firmado entre o Instituto e o CERNE.  O objetivo é fomentar o desenvolvimento conjunto de ações no setor de petróleo na região. "Trata-se de uma grande conquista para Natal e para o Rio Grande do Norte, o fato de termos aqui a sede regional de um instituto que representa um conjunto tão abrangente de empresas, num setor tão relevante para o futuro do País".
Com a cooperação, o escritório regional do IBP funcionará na sede do CERNE. As instalações incluem uma midiateca para discussão e concepção de projetos e uma sala de visualização geográfica onde será possível conceber, elaborar e simular empreendimentos nas áreas de energia e recursos naturais.
De acordo com o Secretário Executivo do IBP, Álvaro Teixeira, "a presença reforçada do IBP nesta região é muito importante para apoiar as discussões setoriais, a capacitação técnica, a promoção das empresas nacionais de bens e serviços e a responsabilidade sócio-ambiental da atividade, especialmente diante das expectativas de incremento do investimento nas bacias da Margem Equatorial e diante do crescimento acelerado dos mercados de gás e combustíveis destes estados."
Durante o evento, também serão anunciados e detalhados também alguns importantes eventos para o Rio Grande do Norte que ocorrerão ainda em 2011: o congresso e feira Brasil Onshore (especializado em operações terrestres de petróleo e gás) e a terceira edição do Fórum Nacional Eólico (evento político-econômico voltado para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil).
N.T.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CeRNe debate produção de energia por fontes solares em audiência pública


Jean-Paul Prates - Diretor-Geral do CeRNe


O diretor-geral do CeRNe, Jean-Paul Prates, participou de audiência pública, na Assembleia Legislativa do RN. O evento tratou do futuro da energia termosolar no Estado.  Primeiro a palestrar, o diretor-geral explicou a atual situação da produção de energia no Brasil e a distribuição da produção de energia por fonte produtora.
O diretor-geral fez uma retrospectiva do setor energético: explicou que até o ano de 2003 o RN era mero consumidor; não gerava energia. A partir daí, começaram a ser implementadas usinas térmicas e eólicas em várias regiões do Estado. Em 2009 o Governo Federal passou a assegurar, por contratos federais, investimento e construção de usinas de energia. 
Atualmente, segundo dados oficiais, existem 2.141 MW instalados relativos à energia eólica. Somando com o total contratado para entrega em 2013, a produção de energia eólica no RN deve chegar a 4.000 MW até 2014. Isso equivale a  R$10 bilhões em investimentos assegurados para o Estado.
A título de comparação, 1MW de energia produzida é suficiente para  abastecer mil famílias, e gera 10 empregos diretos e 15 indiretos(na fase da construção) e 2 a 3 indiretos (na fase de manutenção).
Com relação à energia termosolar, estudos preliminares mostram que, no Brasil, os melhores locais para a produção estão situados na região nordeste, atingindo os estados do RN, CE, PB e PE.
Para Jean-Paul Prates, os principais desafios da energia solar no Brasil são:
1. Preço  - tende a cair conforme o aumento da demanda e as condições de infra-estrutura,  e também se for pressionado pelos leilões.  Pode baixar também a partir da paridade de rede, que começará a ser implementada no CE em 2013 (produção de energia solar instalada nas residências  vai compensar o valor das contas de energia elétrica)
2. Conexão – linhas de transmissão que permitam às usinas solares desaguarem sua produção energética nas centrais de distribuição. 
3. Instalação de mecanismos de consumo inteligente de energia – smart meeters (devolvem ao morador o valor produzido por ele de energia)
O diretor-geral também destacou o que considera as principais iniciativas em curso no Brasil – incentivos fiscais,  criação de um marco regulatório,  inclusão nos leilões federais e a implementação de smartgrids (em discussão pela agência reguladora - EPE).

O diretor de energia solar fotovoltaica do CeRNe, Diogo Azevedo, falou sobre a evolução do mercado brasileiro no setor. Explicou que, no Brasil, atualmente, a energia solar é utilizada quase unicamente em escala residencial (no aquecimento da água utilizada). Mas, segundo ele, no estado de Pernambuco já existem projetos industriais para utilização de placas térmicas para geração de calor.
Azevedo explicou que a produção de energia solar pode existir em 3 dimensões: em grandes usinas (produtoras de energia elétrica), em médias empresas, que podem se tornar sustentáveis na produção de energia, e o tipo residencial, onde placas no telhado  captam a luz solar e transformam em energia elétrica.

Para o diretor da Abeeólica, Pedro Cavalcante, o caminho da energia produzida por fontes solares foi facilitado, graças ao trabalho realizado pelo setor, para a expansão da energia eólica no Brasil.  O diretor defendeu o uso consorciado das terras onde hoje existem parques eólicos instalados, para a instalação de parques solares e lembrou que o maior gargalo de todas as fontes alternativas de produção de energia é a interligação à rede de distribuição do país.  Pedro Cavalcanti aproveitou o momento para lembrar que, embora novas fontes de produção de energia estejam chegando no Brasil, não se pode descuidar das fontes já instaladas. Para ele, a retirada das linhas de financiamento do Banco do Nordeste pode prejudicar a evolução dos parques eólicos na região.
 
Sergio Palhares, diretor Brasil da Centrotherm Photovoltaics AG mostrou o panorama da produção de energia solar fotovoltaica fora do Brasil. Ele explicou a área de atuação da Centrotherm, que está entre as maiores fornecedoras de equipamentos para a produção de energia solar fotovoltaica do mundo.  Falou da evolução dos preços do silício (mineral essencial para a fabricação de placas solares). O Brasil é o segundo maior produtor do silício utilizado pela indústria fotovoltaica. 
Nos últimos dois anos, os preços da energia solar caíram mais de 30%. Sergio acredita que, no futuro, a energia solar será a mais barata entre todas.

Vladimir Rocha, Professor da UFRN – Falou sobre as estratégias jurídicas possíveis para promover o desenvolvimento da energia termosolar no RN. Para ele, uma das saídas possíveis seria estabelecer a divisão do Estado em microrregiões, de acordo com as características geológicas e geofísicas, e em cada microrregião  estabelecer uma normatização específica adequada.

Pelo SENAI,   o sr. Josenilson Araújo, diretor de Operações,  explicou que no próximo ano a instituição passará a  contar com um comitê técnico setorial da energia solar. O comitê vai indicar quais são as necessidades do mercado. Dessa forma, o Senai poderá  direcionar melhor os cursos de qualificação oferecidos e formar especialistas que serão automaticamente absorvidos pelo mercado.
Na área de energias, o Senai trabalha em parceria com o CTGAS. O centro já dispõe de 2 projetos de estudo instalados, um eólico e um solar. Os projetos buscam desenvolver e testar as tecnologias disponíveis nas condições do RN.

Também pela UFRN, usou a palavra o professor Luiz Guilherme Meira de Sousa. Ele defendeu a ampliação da utilização das energias renováveis e a simplificação das tecnologias, para torna-las acessíveis à população de baixa renda, de modo a permitir, por exemplo, a fabricação de fogões alimentados a energia solar, e a geração de energia elétrica nas pequenas propriedades rurais.

O propositor da audiência, deputado estadual Gustavo Fernandes, falou sobre a importância de gerar discussões voltadas para o desenvolvimento das energias renováveis no RN e se colocou à disposição para a criação de novos momentos como esse.

(N.T.)


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