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Opinião e realizações

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os números da balança comercial do RN

Muito cuidado ao concluir apressadamente sobre o déficit comercial do RN, corretamente reportado pelo @NovoJornalRN de hoje - a partir de fontes oficiais (MDIC e SEDEC-RN).

Ao olhar a balança comercial do Estado do primeiro semestre de 2010, tem-se que levar em conta que a importação de aerogeradores de Alegria I e II claramente é o único item que provoca o desequilíbrio.

A verdade, que devemos reconhecer, é que as exportações e importações do RN são normalmente irrisórias. E, agora, começaremos a brincar de comércio como adultos - se se considerar que estamos ampliando uma refinaria e construindo diversos parques eólicos.

Vamos ser realistas: como não temos grandes fluxos comerciais historicamente, teremos sim, balança comercial deficitária enquanto estivermos construindo parques eólicos (2010, 2011 e 2012).

Mesmo que venhamos a ter uma ou duas fábricas de equipamentos eólicos instadadas aqui (esta é uma meta desafiadora, tendo em vista as condições portuárias e logísticas inferiores em relação a Pecém e Suape, embora superável com inteligência e criatividade), é certo que não atrairemos todas. Ou seja, dentre os mais de 15 empreendedores diferentes que construirão parques no RN, certamente teremos uma parte que, por questões mercadológicas ou de contratos universais, importará equipamentos. Idem quanto à refinaria e à revitalização da nossa produção de petróleo. Elas exigem equipamentos e componentes geralmente importados do exterior ou de outros estados.

Em compensação, em dois anos estaremos exportando energia para todo o Brasil, pois teremos mais de 1000MW de capacidade instalada de eólicas e, em 2014, mais de 2000MW além da Termoaçu (cf. posts anteriores a respeito). Isto certamente re-equilibrará a balança, pois é fluxo constante de riqueza, com valor agregado, exportada.

Outra coisa: por alguma razão não estão registradas no balanço da reportagem as exportações de produtos derivados da Refinaria Potiguar Clara Camarão, que exporta RAT para Salvador, diesel para estados vizinhos e querosene de aviação para os aeroportos de João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza e até Belém (ocasionalmente).

Estas exportações de derivados também devem ser contabilizadas, pois representam substituições à antiga exportação sistemática de barris de petróleo cru por produtos com alto valor agregado e muito maior valor econômico. E estas exportações de derivados de alta qualidade, produzidos em Guamaré, serão expandidas ao longo deste ano e do próximo, a partir do início do funcionamento da planta de gasolina automotiva - no próximo dia 16 de setembro.

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