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quinta-feira, 4 de março de 2010

CPFL consolida presença no Estado através das energias renováveis

ECONOMIA
CPFL consolida presença no Estado através das energias renováveis
Conglomerado paulista, que tem Votorantim, Bradesco, Camargo Corrêa, Previ, Sistel, BrasilPrev e Petros como acionistas, realizará investimentos de R$ 1 bilhão em eólicas e biomassa no RN.

O grupo paulista CPFL Energia visitou oficialmente o Governo do Estado nesta sexta-feira para apresentar planos de investimento em parques eólicos e geração de energia a partir de biomassa. A comitiva liderada pelo Vice-Presidente de Gestão Eólica, Paulo Cesar C. Tavares e pelo Diretor da CERAM (biomassa), Marcelo Chiarello foi recebida pelo Vice-Governador Iberê Ferreira de Souza e confirmou investimentos que poderão atingir mais de um bilhão de reais, tanto na construção de parques eólicos (Parazinho) como na usina térmica a biomassa (bagaço de cana) em Baía Formosa.

“O RN tem avançado no setor energético atraindo cada vez mais investimentos. Estamos muito felizes com a chegada da CPFL ao RN, que investirá em fontes renováveis como as eólicas e a biomassa. São duas frentes importantíssimas para a nossa geração de energia limpa, e para a criação de mais empregos e desenvolvimento”, disse o vice-governador Iberê Ferreira de Souza.

O Diretor de Desenvolvimento de Projetos, Luiz Carlos Mendes, que também integra a comitiva, deu início às tratativas relacionadas com a implementação dos parques eólicos da empresa junto às entidades estaduais e federais atuantes no Estado.

Por iniciativa da Secretaria de Energia do Governo do Estado, foi instalada uma Força-Tarefa específica para tratar dos projetos eólicos da CPFL, visando a evitar gargalos e atrasos nas obras de implantação dos parques, com a participação de entidades como IDEMA, DER, BNB, IPHAN, SPU, COSERN, CTGás-ER, SENAI, SEBRAE, o magistrado da Comarca de João Câmara, representantes do Minitério Público, além da própria Secretaria de Energia e da FIERN (coordenadores).

“Estamos realizando reuniões de abertura dos projetos e formando forças-tarefa como esta para cada grupo empreendedor que tenha projetos vencedores no Leilão Federal. Convidamos, em conjunto com a FIERN, todas as entidades e órgãos com que os empreendedores deverão se deparar ao longo da obra. Com isso, estamos agilizando os processo de mutuo conhecimento e troca de informações, para evitar atrasos, pois todos os parques deverão estar em plena operação em 2012.” – explica o Secretário de Energia do Estado, Jean-Paul Prates.

O Vice-Presidente de Gestão Eólica, Paulo Cesar C. Tavares, expressou grande satisfação com a iniciativa do Governo do Estado de reunir as entidades relacionadas com o projeto. "Temos projetos em vários estados do Brasil, mas só no RN encontramos esta abordagem de integração dos órgãos governamentais, que irá acelerar e eficientizar muito o processo de implementação dos parques".


A CPFL ENERGIA
A CPFL Energia é uma holding que atua no setor elétrico brasileiro, através de subsidiárias dedicadas aos segmentos de distribuição, geração e comercialização de energia elétrica, nos mercados livre e regulado. Trata-se da maior companhia privada do setor elétrico brasileiro. Trabalha com experiência e conhecimento da atividade, desenvolvidos ao longo dos mais de 90 anos de existência de suas empresas. Atualmente a CPFL Energia ocupa a 4ª colocação entre os maiores geradores privados do país, com 1.737 MW de potência instalada. Em 2009, a receita operacional bruta atingiu R$ 15,7 bilhões com um lucro líquido obtido no mesmo período de 1,2 bilhões.

Investimentos no RN
Os investimentos da CPFL no estado do RN estão voltados para a geração de energia elétrica a partir da biomassa com o Projeto Baía Formosa, situado no município de mesmo nome e que após a sua conclusão em 2011, adicionará 25 MW à potência instalada de geração do estado, com investimentos previstos da ordem de R$ 127 milhões.

Em dezembro de 2009, a CPFL Energia participou e adquiriu o direito de comercializar a energia elétrica gerada através de 07 parques eólicos que serão construídos no município de Parazinho, com capacidade instalada de 188 MW, e prazo de conclusão no início de 2012 com investimentos estimados em R$ 883 milhões.

Além disso, a Secretaria de Energia do Estado solicitou à CPFL a formação de um grupo de trabalho para troca de informações e elaboração de diretrizes técnicas e regulatórias com vistas à formação e desenvolvimento de uma frota de veículos elétricos no Estado.

Segundo o Secretário Jean-Paul Prates, a intenção é, ao longo dos próximos anos, podermos ter uma frota de veículos no RN literalmente movida a vento. “Queremos discutir e trabalhar com quem já entende do assunto, e envolver a Prefeitura de Natal, o segmento da revenda de combustíveis e a COSERN, a quem já convidamos para participar destes estudos”, explica.

Veículos Elétricos
A CPFL desenvolveu, em parceria com a Edra Automóveis de São Claro/SP, o utilitário elétrico fabricado em carroceria de alumínio, com autonomia de aproximadamente 90 a 120 km a uma velocidade de 120 km/h, utilizando como fonte de alimentação baterias de lítio. O veículo chega a transportar 350 kg de carga com dois passageiros à bordo, sem haver nenhuma emissão de gás carbônico ou gases tóxicos. O veículo em questão, está sendo integrado à frota da CPFL para atendimento aos serviços conjugados de reparos, medição, ativação de energia, dentre outros.

Biomassa em Baia Formosa
A operação da usina termelétrica Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, terá início em junho no ano que vem e o empreendimento encontra-se na fase de conclusão dos projetos e finalização da documentação para a obtenção das licenças necessárias ao seu funcionamento. Quando estiver operando, a usina vai gerar uma receita de aproximadamente R$ 24 milhões por ano. O empreendimento é uma parceria da CPFL Bio Formosa (controlada pela CPFL Energia) e a Usina Baía Formosa, do Grupo Farias, que ficará responsável pelo fornecimento da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar) necessária para a geração de energia elétrica. Os investimentos para a construção da usina atingiram R$ 127 milhões, e pelo acordo dos parceiros a CPFL será 100% proprietária da termelétrica. Esse projeto vai agregar mais 16 MW médios ao portfólio de geração da CPFL, com a atratividade de comercialização de créditos de carbono, uma vez que o processo envolve fonte renovável de eletricidade.

Eólicas em Parazinho
A CPFL Energia abriu uma nova frente de investimentos em energia de fontes renováveis ao lançar o Parque Eólico Santa Clara, no Rio Grande do Norte. São sete plantas que totalizarão 188 MW de potência instalada na cidade de Parazinho com início da operação previsto para julho de 2012. Até abril, o Termo de Acordo assinado antes do leilão para a aquisição dos aerogeradores será convertido em Contrato Definitivo de Compra. Ao todo serão adquiridos 94 aerogeradores modelo E82-2,0 MW do fabricante Wobben, subsidiária da empresa alemã Enercon.

No momento, as atividades principais em desenvolvimento pelas equipes são a finalização do projeto básico e a tomada de todas as providências para a obtenção da Licença de Instalação, necessária para o início da obras de construção dos parques eólicos. A construção envolve uma logística de engenharia de grande monta. Cada turbina eólica terá uma torre de concreto de 98 metros de altura e três pás com cerca de 40 metros de cumprimento cada. Para se ter uma idéia, cada conjunto formado pelo gerador, nacele e pás pesa 121 toneladas e só a torre pesa 781 toneladas. As torres ficarão dispostas em fileiras com distanciamento lateral de aproximadamente 250 metros e distância entre fileiras de no mínimo cinco vezes o tamanho do rotor, que será de 82 metros. O parque eólico será instalado em três fazendas de área total de 2.290 hectares, sendo a área de influência direta estimada em 830 hectares, que corresponde ao tamanho de 830 campos oficiais de futebol.

O Parque Eólico Santa Clara é formado por sete parques batizados de Santa Clara I a VI e Eurus VI, cuja energia foi comercializada pelo prazo de 20 anos no Leilão de Energia Reserva – Fonte Eólica, realizado em dezembro de 2009. A garantia física total é de 79,15 MWmédios, com comercialização de 76 MWmédios. Essa diferença entre a garantia física e a energia comercializada advém do desconto de perdas referentes à conexão elétrica do parque eólico na rede básica e da regra do leilão que permitia comercialização apenas em lotes de 1,0 MWmédio. A participação da CPFL no parque eólico é de 100% e a expectativa é que, quando estiver operando, a receita anual bruta atingirá R$ 100 milhões.

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Veja abaixo: Governo Federal dá mais prazo para a inscrição de projetos no Leilão.

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