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Opinião e realizações

sábado, 26 de dezembro de 2009

Eólicas no Jornal do Commercio (Recife, PE)

Caderno Economia
Coluna JC Negócios
Fernando Castilho

Eólica com crédito de carbono
Publicado em 25.12.2009

No meio de debate que se seguiu aos resultados do primeiro leilão de energia eólica do Brasil existe uma conta que muita gente ainda não fez e que ajuda a explicar porque é que de uma rajada de vento para outra, tanta gente de peso no setor elétrico entendeu de produzir energia na base do catavento. E como é que conseguiram fechar contratos que, na média, deixaram o MW em R$ 140,00, assustando gestores públicos, estarrecendo fornecedores de equipamentos e surpreendendo até mesmo o Governo Federal.

É que em todos os projetos foram incluídos fatores que passam a quilômetros de um turbina eóli
ca e tem a ver com real valorizado, incentivos fiscais em nível federal, estadual e municipal (inclusive isenção de IPI), baixo custo de capital, longo prazo para os financiamentos (BNDES e BNB, Finame a 4,5% ao ano, com 10 anos de amortização), FNE Verde, com 20 anos para amortização e crédito carbono.

É isso mesmo: credito carbono. O que pouca gente sabe é que para cada 3 MW/hora gerados num parque eólico no Nordeste, além dos benefícios fiscais, há uma redução de 1,18 toneladas de CO². Isso corresponde a 1,18 créditos de carbono por hora a um preço de aproximadamente 12,5. Ou s
eja: para cada 3 MW gerado por hora, haverá uma receita de 14,75 complementar à receita de venda da energia para o setor elétrico, o que pode perfeitamente compensar os preços praticados no leilão.

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