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SustentHabilidade

Opinião e realizações

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tribuna do Norte: Charge de Amâncio (15DEZ09)

RN vê preço baixo mas apoia setor

Jornal do Commercio | Caderno Economia
Coluna JC Negócios | Fernando Castilho
Publicado em 25.12.2009, Recife-PE


O secretário extraordinário de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Terra Prates, confessa que achou o preço baixo. “Temo pela viabilidade de alguns projetos”, admite. “Mas faremos todo o possível para ajudar os projetos do RN. Não acredito que os preços tenham sido baixos só pela oferta de equipamentos baratos. Acho mesmo é que, na primeira parte do leilão, o Governo espremeu mesmo o preço-teto, assustando muitos participantes e deixando apenas aqueles com coragem de arriscar mais. Por expectativa de retorno mais baixo (estatais), ou por terem interesse estratégico em iniciar atividades no Brasil”.

» Pré-sal e eólica

Jean-Paul Prates, do RN, adverte que seu estado trabalhou para captar o maior número de projetos no leilão. “Desde 2008, quando fizemos novos levantamentos, temos dito que temos um ‘pré-sal de eólica’. A região tem um dos maiores potenciais do mundo”.

» Novos negócios

Jean Prates quer atrair mais investidores e operadores do setor eólico mundial. “Já temos Iberdrola e Petrobras. Agora virão Furnas, Eletronorte, Bioenergy, CPFL, Dobreve, Martifer e Gestamp. E temos os projetos habilitados que ficam fora. Vamos até eles”, promete.

Eólicas no Jornal do Commercio (Recife, PE)

Caderno Economia
Coluna JC Negócios
Fernando Castilho

Eólica com crédito de carbono
Publicado em 25.12.2009

No meio de debate que se seguiu aos resultados do primeiro leilão de energia eólica do Brasil existe uma conta que muita gente ainda não fez e que ajuda a explicar porque é que de uma rajada de vento para outra, tanta gente de peso no setor elétrico entendeu de produzir energia na base do catavento. E como é que conseguiram fechar contratos que, na média, deixaram o MW em R$ 140,00, assustando gestores públicos, estarrecendo fornecedores de equipamentos e surpreendendo até mesmo o Governo Federal.

É que em todos os projetos foram incluídos fatores que passam a quilômetros de um turbina eóli
ca e tem a ver com real valorizado, incentivos fiscais em nível federal, estadual e municipal (inclusive isenção de IPI), baixo custo de capital, longo prazo para os financiamentos (BNDES e BNB, Finame a 4,5% ao ano, com 10 anos de amortização), FNE Verde, com 20 anos para amortização e crédito carbono.

É isso mesmo: credito carbono. O que pouca gente sabe é que para cada 3 MW/hora gerados num parque eólico no Nordeste, além dos benefícios fiscais, há uma redução de 1,18 toneladas de CO². Isso corresponde a 1,18 créditos de carbono por hora a um preço de aproximadamente 12,5. Ou s
eja: para cada 3 MW gerado por hora, haverá uma receita de 14,75 complementar à receita de venda da energia para o setor elétrico, o que pode perfeitamente compensar os preços praticados no leilão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Comentários sobre o RN no Leilão Eólico

O Leilão de Energia de Reserva proveniente da fonte eólica corou o Estado do Rio Grande do Norte como sendo o Estado campeão na quantidade de parques eólicos a ser implantados no Brasil, e também na quantidade de energia que disponibilizará para o consumo.

Do total de 753 Megawatts médios vendidos, o Rio Grande do Norte foi o primeiro colocado com 286 MW médios. Isto corresponde afirmar que serão implantados 23 parques totalizando uma capacidade instalada de aproximadamente 657 MW.

Para se ter uma idéia da grandiosidade do potencial eólico do Rio Grande do Norte, esse número representa 60% da energia eólica do PROINFA (programa do governo que em 2004 incentivou as fontes alternativas com parques ainda em fase de implantação).

O ranking da classificação pode ser visto no quadro abaixo:

Os municípios norte-riograndense que terão parques instalados com o resultado deste primeiro leilão são:

Estima-se que os investimentos demandados para a implantação desses parques são da ordem de três bilhões de reais, movimentando toda a indústria potiguar com fornecimentos associados, bem como a geração de inúmeros empregos com a construção civil, a montagem e a instalação desses parques.

Numa análise final, o número correspondente ao Megawatt hora vendido é baixo, levado para o patamar inferior por decorrência da participação de algumas estatais. Enquanto a média do Megawatt hora no Estado do Rio Grande do Norte ficou no patamar de R$ 150,00, houve parque adjudicado por R$ 131,00/ MegaWatt hora, isto no Rio Grande do Sul.

Compilação de dados e texto: Milton Duarte de Araujo, Consultor, Diretor da CASE Consultoria e Serviços Ltda.

RN é o campeão das novas eólicas do Brasil

O Estado do Rio Grande do Norte foi o primeiro colocado em projetos vencedores, em número de megawatts vendidos no Primeiro Leilão de Energia de Reserva Exclusivamente de Fonte Eólica da história do Brasil, realizado ontem.

O quadro abaixo descreve a classificação por estado:


Com este resultado alcançado no leilão, será viabilizada a construção de 23 novos empreendimentos de geração eólica no Estado, num total estimado de 657MW de potência instalada (atualmente, o RN tem 51,2MW em operação e 151,8 em construção = total 203MW).

Isso significa, portanto, que a participação bem sucedida do RN no leilão garantiu um numero de megawatts treze vezes maior do que a capacidade instalada atualmente. Assim sendo, as estimativas desta Secretaria de Energia, publicadas previamente pela imprensa estadual, foram confirmadas.

O leilão foi bastante disputado. Foram necessárias 75 rodadas uniformes e um rodada discriminatória para que se definisse os vencedores. Os contratos a serem firmados pelos empreendedores terão 20 anos de duração e serão contemplados na modalidade por quantidade, ou seja, as plantas vão entrar na base do sistema e sempre gerarão energia. A responsável pela compra dessa energia será a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que repassará os custos para os consumidores por meio do Encargo de Energia de Reserva, que será recolhido pelas distribuidoras. O volume financeiro transacionado nesses contratos é de quase R$20 bilhões.

O Leilão, nacionalmente, resultou na contratação de 1.805,7 MW, a um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh. O preço médio do RN foi de R$150,96 por MWh contratado. A relação dos projetos que negociaram no Leilão de Energia Eólica está disponível na página da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE na internet (www.ccee.org.br).

A região Nordeste foi a grande vencedora do certame. Do total, 66 projetos estão localizados lá.




No Rio Grande do Norte, Estado campeão em potência instalada, serão construídos 657MW de usinas.
Os empreendedores vencedores no RN foram Petrobras, Dobrevê Energia (Grupo Mawee), Consórcio Brasil dos Ventos (Furnas, Eletronorte, Bioenergy e JMalucceli), CPFL (Santa Clara) e Gestamp (na Serra de Santana). O Ceará aparece em segundo lugar com 542,7MW, a Bahia possui 390MW e Sergipe tem outros 30MW. No Sul, somente o Rio Grande do Sul venceu, com 186MW.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Jornal de Fato sobre o Pré-Sal - Domingo 06/12/09

O que o RN tem a ver com isso?
JOTTA PAIVA
Jornal de Fato, Mossoró-RN

Muita coisa.

O Rio Grande do Norte e demais Estados brasileiros não serão meros coadjuvantes na participação dessa nova fase de desenvolvimento do país que chega através do pré-sal. As oportunidades para as regiões que não estão na zona de convergência de exploração das novas reservas de petróleo chegarão em dois momentos: de forma geral e específica.

De maneira genérica, a riqueza do pré-sal será compartilhada através da democratização da receita: com a partilha dos royalties - 15% que vai incidir sobre a receita, o que representa um acréscimo de R$ 300 milhões a mais para os cofres dos Estados - e, principalmente, o Fundo Social, que investirá outros milhões em atividades prioritárias: combate à pobreza, educação, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental.

Mas, não para por aí. 3% desse montante serão destinados ao combate à degradação ambiental, o chamado "royalty verde". No Rio Grande do Norte, esses recursos servirão principalmente para ampliar os investimentos nas "energias verdes": a eólica e solar, aproveitando que os litorais potiguar e cearense são os maiores potenciais para esse tipo de investimento.

Já os investimentos específicos dizem respeito ao efeito multiplicador do pré-sal nos Estados, sobretudo aqueles que já lidam diretamente com a produção e exploração de petróleo. Para o Secretário de Energia do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates, isso significa a utilização do mercado de trabalho, a capacitação da mão-de-obra e aproveitamento da indústria já em atividade. "Para isso, é necessário que haja mais investimentos por parte dos Estados para garantir a qualificação dos profissionais e aproveitamento desse mercado", disse o secretário.

Ele acredita que o Senai, Sebrae e RedePetro, que envolve mais de 60 empresas do ramo, terão um papel fundamental nesse processo, assim como o Centro de Treinamento do Gás (CTGÁS), que terá de ampliar sua atuação no Estado. "A partir de 2010, começaremos o processo de instalação de um estaleiro de calado raso, para reparos e fabricação de barcos de apoio - balsas, rebocadores - que atende a uma demanda da indústria naval brasileira", disse Jean Paul. Ele explica que, enquanto se constroem estaleiros para produção de navios por todo o país, as pequenas embarcações precisam se deslocar até os Estados Unidos da América para fazer reparos. "É um mercado que está aberto e vamos aproveitar", completa.

Além de tudo isso, ainda há a esperança de que, num futuro próximo, daqui a cinco ou dez anos, a Petrobras decida, a partir de incentivos realizados pelos governos estaduais, pesquisar o litoral nordestino na perspectiva de também descobrir novas províncias petrolíferas. A possibilidade de encontrar pré-sal no litoral nordestino ainda é controversa, mas a própria Petrobras já sinalizou realizar investimentos futuros, começando pelo litoral cearense.

Para o secretário Jean Paul Prates, o grande desafio do próximo governo do Rio Grande do Norte é integrar as conquistas nas áreas econômicas, transformando esta região numa das mais competitivas no país. Ele ressaltou os investimentos que já foram feitos na área de energia - que tornarão o Estado autossuficiente -, refinaria Clara Camarão, aeroporto de São Gonçalo do Amarante e outros, como fatores determinantes para essa nova posição.

Reduzir queda de produção é o desafio
Enquanto esse "milagre" econômico não chega, é preciso abrir os olhos para uma questão caseira: a produção de petróleo em terras potiguares, que vem caindo continuamente. Só neste ano, o Estado perdeu três vezes o posto de maior produtor de petróleo em terra do país.

Embora os números sejam desfavoráveis, o gerente de comunicação da Unidade de Negócios do RN/CE, Flávio Eleotério, fala em projeções ambiciosas. Segundo ele, a estatal quer ampliar a produção local para 100 mil barris/dia. Mas, para que isso aconteça, é preciso vencer a burocracia dos órgãos ambientais.

Conseguir a liberação para explorar áreas de preservação ambiental é o grande desafio da empresa petrolífera. Mais que isso, é preciso que a estatal dê fim aos resíduos tóxicos de perfuração deixados ao longo dos 30 anos de atividades em terras potiguares.

O Governo é sensível e garante que tudo isso será superado. Jean Paul Prates assegura que a Petrobras terá as liberações ambientais, tão logo seja suprimido o acúmulo de processos nessa área. Ele alerta que a redução na produção se deu principalmente devido à falta de investimento no setor da década de 1990 até 2003. "Os reflexos disso estão sendo sentidos agora", explica.

Para o secretário, as deficiências de hoje, sobretudo a redução dos royalties de exploração distribuídos aos municípios, serão superadas com as liberações ambientais, a revitalização dos campos marginais e com os novos investimentos, que devolverão ao RN o topo no ranking de produção nacional.

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