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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RN é visto pelo RS como o "rival do norte" na eólica.


Publicamos a seguir quadro especial da reportagem publicada no Jornal Zero Hora (de Porto Alegre - RS) de 8/11.

Se quiser ver o conteúdo da reportagem entre no site www.zerohora.com.br, vá até edições anteriores na edição de 8/11 e clique no caderno Dinheiro.



VIVER DE VENTO

O RIVAL DO NORTE

Grande adversário do Rio Grande do Sul na disputa de dezembro, o xará do Norte teve o maior número de projetos cadastrados para o leilão do dia 14 de dezembro – 138, somando 4.745 megawatts.

Como foi só o primeiro passo, não significa que vai definir o grande campeão de vendas. No entanto, o entusiasmo do secretário extraordinário de Energia e Assuntos Internacional do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates, indica que o páreo será duro:

– Nosso potencial eólico é o melhor do Brasil. Conseguimos ganhar no quesito atratividade, agora temos de ver como vamos nos sair na competitividade.

Mesmo exibindo a quantidade de projetos como troféu, Prates avalia que há “muita espuma” – ou seja, projetos com pouca chance de se concretizar. No Nordeste, estima, pelo menos metade. O secretário admite ainda que o Rio Grande do Norte “saiu muito mais de trás” na disputa pelos investimentos dessa indústria florescente, na sua avaliação ainda muito mal regulada.

– A gente sabe que nosso Estado tem mais dificuldade, e a principal é a conexão às linhas de transmissão – reconhece Prates.

Para driblar as deficiências, negocia com os empreendedores a implantação de Instalações de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada (ICG), forma de reduzir o custo e permitir que a energia gerada pelos ventos chegue à rede de distribuição. No Rio Grande do Norte, funciona o segundo maior parque do país – já que o Rio Grande do Sul abriga o maior da América Latina, o Ventos do Sul, de Osório. Mesmo assim, ambos enfrentam dificuldades. Os potiguares tentam construir, com ajuda do Ceará, um polo industrial bilateral para receber fabricantes de equipamentos, hoje poucos e concentrados no Sudeste.

– Cada aerogerador (conjunto de torre e pás) exige transporte em sete carretas. Se instalarmos cem aerogeradores, seriam 700 carretas trafegando pelas estradas – exemplifica Prates para justificar o empenho na atração de fornecedores.

Para facilitar a criação do polo, o Estado planeja lançar um pacote tributário, com participação ainda no financiamento de infraestrutura, água e terreno.

– Qualquer alívio fiscal que puder ser dado ao setor eólico será dado. Quem investir no Rio Grande do Norte poderá bradar aos quatro ventos, literalmente, que está produzindo e consumindo energia limpa. Hoje, isso pode parecer bobinho, mas no futuro vai valer muito – justifica Prates.

www.zerohora.com.br, edição de 8/11, caderno Dinheiro

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