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SustentHabilidade

Opinião e realizações

sábado, 28 de novembro de 2009

Veja quantos barris de petróleo foram consumidos pelo mundo enquanto você visita este site

Tribuna do Norte: EPE habilita 105 projetos do Rio Grande do Norte


Renata Moura - Repórter de Economia - Tribuna do Norte - 27 de Novembro de 2009

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou ontem o número de projetos habilitados para disputar o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, mantendo o Rio Grande do Norte como líder em oferta de megawatts (MW), mas agora em segundo lugar, no país, em total de empreendimentos. O primeiro colocado, em quantidade de empreendimentos, agora é o Ceará. Tecnicamente, 105 projetos com possibilidade de implantação no RN continuam no páreo, com uma oferta de 3.629 MW. No Ceará, 108 projetos, com 2.515 MW, têm o sinal verde do órgão.

Antes da fase de habilitação, que é, na verdade, uma filtragem dos participantes, 134 projetos, com uma soma de 4.745 MW no RN, tentavam entrar na disputa. No Ceará, eram 118 projetos, com uma oferta de energia de 2.743 MW. “Essa “redução” é normal, faz parte do processo de triagem do leilão”, afirma o secretário estadual de Energia, Jean-Paul Prates. Dos 441 projetos inscritos nacionalmente, 339 foram habilitados, após conferência de documentos jurídicos, institucionais e técnicos, como licenças. O total de MW ofertado caiu de 13.342 para 10.005. A habilitação foi faz parte da pré-seleção do leilão. A primeira fase foi a inscrição dos projetos.

O levantamento divulgado ontem mostra que em termos de potência instalada, o Rio Grande do Sul vem em terceiro lugar, com 67 empreendimentos e 2.238 MW. Prates avaliou a habilitação como “razoavelmente boa” e foi além: “Metade desses projetos no Brasil não está pronta para ir a leilão. Muitos ainda não são competitivos o suficiente. Ainda há nesse meio muita espuma”.

O leilão está marcado para 14 de dezembro e é só nesse momento que os investidores deverão saber quanto o governo federal está disposto a comprar. O secretário estima que serão demandados cerca de 1.500 MW médios, o que equivale a 3 mil MW instalados. A expectativa é que, desse total, pelo menos 300 MW médios ou 600 instalados, sejam comprados de investidores com projetos no RN. A lista dos que foram habilitados ainda não foi divulgada. Nomes de peso estavam, no entanto, na disputa. O Consórcio Brasil dos Ventos detinha a oferta mais agressiva de energia: 600 MW. O Thermes, do grupo EIT vinha em segundo, com 405 MW. Também estavam na lista a Dobreve, do grupo Mawee, a Alupa, a Gestamp, a Pacific Hydro, o Iberdrola, a Petrobras, e o grupo Queiroz Galvão.

Os projetos que não saírem vencedores não deverão, no entanto, ser engavetados de vez. A perspectiva do Estado, pelo menos, é que o governo federal estabeleça um calendário anual de leilões, o que daria fôlego para que os investidores mantenham e até robusteçam seus projetos. O estado também luta para que o governo federal coloque em concessão uma linha de transmissão, essencial para o escoamento da energia. A tarifa de transmissão do RN, antecipada pela EPE para que os investidores possam tomar como base no leilão, é outro ponto que deverá estar em pauta em reuniões previstas para a semana que vem no Ministério das Minas e Energia. A tarifa foi estimada em cerca de R$ 8, enquanto a do Rio Grande do Sul está na casa dos R$ 2, segundo Jean-Paul Prates. “É uma desigualdade enorme”, avalia.

Leilão poderá dobrar os MW instalados no RN


Um parque eólico leva de um ano e meio e dois anos para ficar pronto. Hoje, estão em operação no estado um da Petrobras, gerando 1,8 MW e um do grupo espanhol Iberdrola, com 49,3 MW. Para 2010 é prevista a implantação dos parques Alegria 1 e Alegria 2, da New Energy Options, o que deverá elevar para 200 a quantidade de megawatts instalada no estado. Se as previsões do estado se confirmarem, o leilão eólico poderá pelo menos dobrar essa capacidade nos próximos anos.

Os contratos firmados a partir do leilão terão duração de 20 anos. O preço inicial para os lances foi definido em R$ 189 por megawatts/hora (MW/h), abaixo do que o setor esperava. “Esperávamos que ficasse em torno de R$ 200 por (MW/h). O pessoal vai ter que ser muito agressivo com a tarifa para chegar a isso. O governo está puxando o valor para baixo para ver até onde o fôlego do investidor aguenta”, disse Prates, em entrevista anterior à TRIBUNA DO NORTE.

Os empreendimentos que ofertarem os maiores deságios sobre o valor inicial vencerão o leilão. Apesar de ter ficado menor que o esperado, o valor é mais alto que o pago pela energia de fonte hidráulica. No caso da Hidrelétrica de Jirau, por exemplo, o teto era de R$ 91 e terminou o leilão em R$ 71,40 por megawatt/hora, com deságio de 21,6%.

Os contratos de compra e venda de energia terão validade a partir de julho de 2012. O leilão será realizado na modalidade de reserva, com a contratação de um volume de energia maior que a demanda. Por garantir contrato de compra com o governo federal e preço mínimo para a energia, o leilão será determinante para que os projetos previstos para o estado saiam do papel ou não.

Potência

A potência habilitada para o leilão eólico é uma vez e meia maior que a que será produzida pela usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (RO).

A maioria dos projetos habilitados é da Região Nordeste, onde está o maior potencial eólico do país, com empreendimentos na Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A EPE também habilitou projetos no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Foto: Júnior Santos

sábado, 21 de novembro de 2009

Ainda o Pré-Sal e o RN...

O blog Território Livre, de Laurita Arruda, pergunta e nós respondemos. Veja abaixo. Agradeço à colunista, antecipadamente, pelo espaço.

Deu em O Globo

O Rio de Janeiro vai deflagrar na próxima semana uma ofensiva para impedir que cresça a onda em favor da alteração da atual legislação de distribuição de royalties de petróleo, ampliando para as áreas já licitadas do pré-sal e até do pós-sal a nova divisão da arrecadação.

Se efetivada, a mudança representará um golpe nas receitas do estado, maior produtor de petróleo do país, que arrecadou R$ 6,7 bilhões em 2008 em participações governamentais. O governador Sérgio Cabral desembarca terça-feira em Brasília para se reunir com o relator do projeto que cria o modelo de partilha de produção, deputado Henrique Eduardo Alves Piauí, Wellington Dias, e do Ceará, Cid Gomes, que representarão os estados do Nordeste. (PMDB-RN), e os governadores do

Segundo Alves, o objetivo é alcançar entendimento sobre as reivindicações apresentadas recentemente pela bancada do Nordeste. A principal proposta nordestina é estender para as áreas já licitadas do pré-sal os novos índices de distribuição. Pelo texto do relator, caberão aos estados e municípios não produtores 44% da receita de royalties, um volume muito superior aos atuais 7,5%. A divisão do que já está licitado seria feita sob a atual alíquota de 10%, para não mexer nos contratos. Para os novos campos do présal, a alíquota foi ampliada para 15%.

Para Alves, a discussão deixou de ser técnica, ainda não passou pelo crivo jurídico, mas se tornou eminentemente política. Ele lembra que a aprovação, com relativa facilidade, do seu parecer na Comissão Especial deve-se ao tamanho reduzido desse fórum. No plenário, com 513 parlamentares, “o jogo é diferente”. Por isso, não arrisca indicar no que pode resultar a conversa entre os governadores, sugerida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira, em viagem que fizeram juntos.

TL COMENTA: Pergunta que não quer calar, o RN vai ficar assistindo o cabo de guerra à distância? Na guerra que se forma entre o RJ e alguns estados do Nordeste, onde fica o Rio Grande do Norte? Com a palavra o secretário (carioca) Jean Paul Prates.


Em resposta, na forma de comentário, postei o seguinte:

Querida Laurita.

Obrigado pela deferência.

Em primeiro lugar, apesar de carioca de nascimento (como, aliás, tb o relator Dep Henrique Alves), defendo os interesses do RN nesta discussão (como ele também).

A Governadora Wilma e eu temos posicionado o Estado claramente a favor da distribuição mais igualitária dos royalties do Pré-Sal por todos os estados do Brasil. No caso específico das reservas pré-salinas já conhecidas, isso é por entender que este é um recurso localizado em águas territoriais nacionais, a mais de 250km da costa - portanto, apesar de alguns quererem ver intriga onde não existe, estamos com o Relator - que teve a difícil missão de conciliar interesses difíceis – tanto entre estados quanto entre empresas, instituições e cidadãos divergentes.

É importante lembrar que foi a Governadora Wilma quem tomou a iniciativa, no Fórum dos Governadores em Fortaleza, de cuja assessoria participei, da moção de apoio ao relatório do Dep Henrique Alves. Durante aquela reunião, no entanto, surgiram propostas de parte dos Governadores do PI, de PE e do CE no sentido de tentar identificar uma forma legalmente válida para redistribuir TAMBÉM os royalties das áreas já concedidas.

Em princípio, o RN pode perfeitamente apoiar esta iniciativa, uma vez que ela ANTECIPA o recebimento destes royalties, embora entendamos que – juridicamente – esta retroatividade deverá suscitar demandas judiciais entre os grupos de estados antagônicos (os que recebem mais atualmente e os que querem mais do mesmo bolo, a partir da nova lei).

Quanto à questão das ditas "áreas estratégicas", que também teriam royalties de 15% distribuídos pela nova lei, é bom lembrar que tal abertura não foi criada pelo Relator Dep Henrique Alves, e sim advinda do projeto original apresentado pelo Governo Federal. Nela, há uma menção à possibilidade de aplicação de royalties de 15% a áreas terrestres (que, neste caso, teriam distribuição a menor para os estados produtores).

O mal-entendido (ou "mau-entendido") desta semana no JH foi exatamente sobre esta questão. A reportagem inferiu que o Dep Henrique prejudicaria o RN com esta provisão. Entrevistado, expliquei que este dispositivo dificilmente viria a ser aplicado à Bacia Potiguar – dadas as suas condições inteiramente convencionais de produtividade e risco, que não justificam, nem técnica nem economicamente, tal alteração de status, por parte de definição do CNPE.

Assim sendo, nossa Bacia Potiguar continuará exatamente como está, ou seja, regida pela Lei 9.478/97 que regulamenta o regime de concessões.

Saliente-se, por fim, que em momento algum afirmei ou mesmo induzi à conclusão de que seria o trabalho do Dep Henrique prejudicial ao Estado.

Mesmo na remota hipótese deste conceito de "área estratégica" (do qual ele não é criador) vir a ser proposto para o RN, nenhum governante ou parlamentar, atual ou futuro, sabendo da redução de receita que resultaria para o Estado da mudança de status, permitiria ou permitirá a sua aplicação. Ao relator cabe conciliar inúmeros e diversos interesses nacionais, e por certo ele haverá de ter razões para manter as disposições quanto a áreas terrestres estratégicas (o MME já declarou, por exemplo, ser favorável à inclusão da Bacia Sedimentar do São Francisco, no Noroeste de MG, neste conceito).

O fato de haver tal provisão não implica absolutamente que a Bacia Potiguar venha a ser incluída nele, pelo contrário: afirmamos que, a não ser que ocorra fato novo, em solo potiguar, no mínimo de igual ou maior significância para o País, a chance de sermos enquadrados na nova lei é irrisória e carecerá de argumentos para sustentação.


Resumindo: o RN é favorável ao pleito dos estados brasileiros não confrontantes ao atual Pré-Sal e defenderá também (como aliás tem feito o Relator Dep Henrique) uma definição OBJETIVA e CLARA do que poderão ser consideradas áreas estratégicas fora dele.

Espero ter esclarecido tudo. Agradeço pelo generoso e valioso espaço para tal.

Um abraço


Jean-Paul Prates – Secretário de Energia do Estado do Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presidente Lula na Refinaria Potiguar Clara Camarão

Nesta quinta-feira, dia 19 de novembro (Dia da Bandeira), o Presidente Lula visitará as obras de implantação e expansão da mais nova unidade de refino da Petrobras no Brasil: a REFINARIA POTIGUAR CLARA CAMARÃO, em Guamaré, município do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Norte.

Esta é uma conquista importante para os norte-riograndenses, em que foi preponderante a parceria e o bom entendimento do Presidente Lula, da Governadora Wilma de Faria, da Ministra Dilma Rousseff (desde a sua gestão à frente do Ministério de Minas e Energia), e principalmente da PETROBRAS, empresa que o Estado se orgulha de hospedar em seu território, e que faz dele o maior produtor de petróleo terrestre do Brasil.

Como todas as refinarias da Petrobras, a Refinaria Clara Camarão poderá refinar tanto petróleo pesado da Bacia de Campos como petróleo leve do pré-sal. Entretanto, nesta primeira fase, o petróleo que será processado pela refinaria será aquele produzido no próprio estado do Rio Grande do Norte.

A capacidade inaugural de processamento da RPCC será de 30 mil barris de petróleo por dia (podendo alcançar 35 mil barris/dia já a partir de melhoramentos a serem introduzidos nas unidades já existentes durante as obras entre 2009-2010). Além disso, a RPCC produzirá 4,5 mil barris diários de gasolina, o que tornará o estado auto-suficiente em relação a este produto, e 11.700 m3 de GLP, a partir de líquidos de gás natural. As UPGNs têm capacidade de processamento para os 2,5Nm3/d produzidos na Bacia Potiguar.

Os planos de expansão e aprimoramento da unidade, a partir de 2012, projetam uma capacidade futura de pelo menos 60 mil barris de petróleo por dia, a depender da retomada da curva ascendente de produção dos campos terrestres (programada para 2010) e do comportamento dos mercados regionais a serem abastecidos.

A partir do equacionamento da questão de acesso marítimo em maior escala, a RPCC poderá até ser expandida, numa terceira fase, para atingir os 120 mil barris/dia de processamento, que garantiriam a máxima agregação local de valor a todo o petróleo produzido no RN.

Desde a sua implantação, o Pólo de Guamaré recebeu um montante de investimentos de US$ 1,65 bilhão.

A Refinaria Clara Camarão resultará da integração e eficientização das unidades pré-existentes somada ao investimento na ampliação e construção de novas instalações, cujo investimento será, nesta primeira fase (até 2010), de US$ 191 milhões, totalizando investimento total histórico de US$ 1,84 bilhão.

Finalizadas as obras desta primeira fase (OUT/2010), a Clara Camarão contará com um novo quadro de bóias com capacidade para atracar navios de até 120 mil toneladas de porte bruto (TPB) num dos quadros localizado a 28km da costa e de até 60 mil TPB em outro localizado a 22km da costa.

Assim sendo, o Rio Grande do Norte passará a dispor de uma refinaria moderna, que produzirá após a conclusão desta fase: 18 mil m3 de gasolina, 42 mil m3 de diesel, 7.500 m3 de QAV, 11.700 toneladas de GLP e 3 mil m3 de nafta petroquímica.

Homenagem a Clara Camarão, índia brasileira que liderou um grupo de nativas na luta contra os holandeses durante a colonização, esta será a primeira refinaria da Petrobras que recebe nome de mulher. Clara Camarão comandou um batalhão feminino que teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.

A Clara Camarão é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar sua produção em 1,2 milhões de barris/dia até 2015.

A capacidade de refino da Petrobras no Brasil é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia.

Com isso a Petrobras terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ATUALIZAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE DADOS SOBRE AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA + AUTONOMIA EM FONTES = SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS

O Secretário de Energia do Estado, Jean-Paul Prates, finalizou e confirmou hoje os números exatos acerca da almejada auto-suficiência energética do Rio Grande do Norte.

Segundo Prates, atualmente, a demanda média do Estado é de 600 megawatts e a capacidade de geração no Estado, considerando Rio do Fogo, Macau (eólicas), Termoaçu (a gás) e Potiguar I e III (diesel) é de 510,1MW.

“Com a entrada em operação dos parques eólicos de Alegria I e II em Guamaré (151,8MW), prevista para 2010, atingiremos 661,9 MW de capacidade instalada para gerar energia no Estado.


Isto significa que ultrapassaremos a auto-suficiência em capacidade instalada e, principalmente, que teremos autonomia de fontes energéticas, uma vez que esta capacidade será alimentada por ventos, gás natural e petróleo captados ou produzidos no próprio RN."

"Com efeito, esta é uma das grandes realizações da Governadora Wilma de Faria nos seus dois mandatos à frente do Governo do Estado. O fato concreto de que esta Administração terá propiciado a CONSTRUÇÃO DE TODO o sistema de unidades de geração de energia que, ao final dos dois mandatos, representará a auto-suficiência em capacidade de geração instalada e a autonomia de fontes para esta auto-suficiência."

AO ASSUMIR, A GOVERNADORA WILMA DE FARIA ENCONTROU ZERO DE CAPACIDADE INSTALADA PARA GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN. AO ENTREGAR O GOVERNO AO SEU SUCESSOR, DEIXARÁ UM CONJUNTO DE OBRAS PRONTAS QUE POSSIBILITARÃO AO RN, SE NECESSÁRIO, GERAR TODA A ENERGIA QUE CONSOME (OU SEJA 661,9MW)

E, MAIS IMPORTANTE AINDA, A PARTIR DE FONTES PRODUZIDAS NO ESTADO (DERIVADOS DE PETRÓLEO/GÁS E VENTOS).

AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN
+ AUTONOMIA EM FONTES ENERGÉTICAS ESTADUAIS
= SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS


Sob a Administração Wilma de Faria, o RN alcançará, em 2010, a auto-suficiência em capacidade de geração energética, representada pela conclusão da Usina Termelétrica do Vale do Açu (Termoaçu), em agosto de 2008, e das UTEs Potiguar I e III (Macaíba), em 2009 - somando-se aos parques eólicos da Iberdrola em Rio do Fogo (que iniciou suas operações em abril de 2006) e da Petrobras em Macau (iniciou operação em janeiro de 2004), além da conclusão prevista para os parques eólicos de Alegria I e II em 2010.

Contabilizando-se as capacidades de geração instaladas (na régua de tempo do ano de sua entrada em operação), temos:

2004
UEE Petrobras/Macau
Investidor/Operador: Petrobras,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 1,8MW

2006
UEE Rio do Fogo (Proinfa)
Investidor/Operador: Iberdrola,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 49,3MW

2008
UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu)
Investidor/Operador: Petrobras e NeoEnergia (Previ BB e Iberdrola)
Fonte: Gás (produzido no RN)
Status: operacional, despachos intermitentes, sob demanda. (Quando gerar vapor, em 2010, gerará 155MW em contínuo.)
Capacidade nominal: 340MW (projetada para 500MW em 2020).

2009
UTEs Potiguar I e UTE Potiguar III
Investidor/Operador: Companhia Energética Potiguar (Petrobras + Global Energia)
Fonte: Diesel (produzido no RN)
Status: totalmente operacionais para despacho emergencial
Capacidade nominal: 53MW + 66MW = 119MW

2010
UEEs Alegria I e Alegria II (Proinfa)
Investidor/Operador: Multiner/New Energy Options (NEO)
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: em construção, operação prevista para 2010
Capacidade nominal: 51MW + 100,8MW = 151,8MW

Portanto, pode-se afirmar que, durante a gestão Wilma de Faria, foi instalada TODA a capacidade de geração atualmente instalada (ou em construção) no Estado, resultando no seguinte balanço positivo:

Demanda média de energia do Estado: 600MW.
Total de capacidade de geração instalada no Estado (2009-2010): 661,9MW

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Mas não se pára por aí.

Há projetos cuja conquista e viabilização se deram durante esta gestão, que já se encontram licitados, com contrato de energia assegurado ou em implantação, como por exemplo:
UTE MC2 Macaíba (UTE, óleo combustível, vencedora no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 232MW
UTEs Potengi I e II (UTE, óleo combustível, vencedoras no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 162MW
UTE Biomassa Baia Formosa (vencedora no 3o. Leilão de Energia Nova, em implantação) --> 32MW

Capacidade Instalada (2010) + Capacidade Contratada (2010-2013) = 1.087,9 MW

E ainda temos, em projeto já acordado com investidores:


Usina Experimental Solar (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 1,2MW, podendo ser de 30MW caso haja aproveitamento do vapor na reinjeção em poços de petróleo (como ocorre com a Termoaçu), e
PCH Armando Ribeiro Gonçalves (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 3,8MW

e, ainda, os projetos eólicos inscritos para o leilão federal de novembro de 2009, onde é licito esperar que, de 4745MW em 138 projetos, tenhamos pelo menos mais 250MW (podendo chegar a 675MW) vencedores, com construção iniciando-se já em 2010.

Cômputo final, CAPACIDADE DE GERAÇÃO INSTALADA + EM INSTALAÇÃO, período 2003-2013, no RN: 1,796,7 MW.
Ou seja, o TRIPLO da necessidade de suprimento da demanda local – sendo que as fontes para tal geração são de produção/disponibilidade local (petróleo, gás, ventos)

OU SEJA, AUTOSUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO COM AUTONOMIA DE FONTES
= SEGURANÇA ENERGÉTICA.



Mais info...

OBSERVAÇÃO 1: A auto-suficiência em capacidade de geração NÃO implica em que o Estado pare de comprar energia do sistema nacional, pois, regularmente, é mais economicamente viável adquirir a "energia média" do sistema (gerada por Chesf, Tucuruí, Furnas, por exemplo). Até porque algumas térmicas listadas acima são emergenciais, ou seja, só geram em caso de necessidade. Isso não tira a relevância do fato de termos, no RN, capacidade instalada para gerar o que consumimos. Há guerras e grandes questões diplomáticas no mundo acerca do conceito de segurança energética e autonomia de fontes.

OBSERVAÇÃO 2: A UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu) foi um investimento de 300 milhões de dólares que utiliza o gás natural para a produção de energia elétrica. A usina tem uma capacidade de geração nominal de 340 MW e produção de 610 t/h de vapor, dos quais 300 MW serão adquiridos por 2 concessionárias de energia, sendo uma do Estado. A Petrobras ficará com uma parcela menor de 610 t/h vapor para consumo nos campos de petrolíferos do Estado. No pico das obras da Termoaçu, entre 2007 e 2008, foram gerados 2.200 empregos diretos. A maioria dos empregos gerados, cerca de 60%, esteve concentrado na região do Vale do Açu.

OBSERVAÇÃO 3: Empreendimentos do PAC, as Usinas Potiguar I e Potiguar III são movidas a óleo diesel. Potiguar I têm capacidade instalada de 53 MW e Potiguar III de 66 MW, somando uma potência total instalada de 119 MW, o que corresponde a 19% da demanda de energia elétrica do Estado (600 MW). As unidades são de propriedade da Companhia Energética Potiguar (CEP), que tem a participação da Petrobras e da Global Energia Participações Ltda. O investimento para a construção das usinas foi de R$ 116 milhões; e a obra gerou 600 empregos diretos e 1.500 indiretos durante a sua construção. A operação comercial das usinas foi iniciada em março deste ano. Instaladas no município de Macaíba, as unidades são vencedoras do Leilão A-3, realizado em 2006, com contrato por um prazo de 15 anos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RN é visto pelo RS como o "rival do norte" na eólica.


Publicamos a seguir quadro especial da reportagem publicada no Jornal Zero Hora (de Porto Alegre - RS) de 8/11.

Se quiser ver o conteúdo da reportagem entre no site www.zerohora.com.br, vá até edições anteriores na edição de 8/11 e clique no caderno Dinheiro.



VIVER DE VENTO

O RIVAL DO NORTE

Grande adversário do Rio Grande do Sul na disputa de dezembro, o xará do Norte teve o maior número de projetos cadastrados para o leilão do dia 14 de dezembro – 138, somando 4.745 megawatts.

Como foi só o primeiro passo, não significa que vai definir o grande campeão de vendas. No entanto, o entusiasmo do secretário extraordinário de Energia e Assuntos Internacional do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates, indica que o páreo será duro:

– Nosso potencial eólico é o melhor do Brasil. Conseguimos ganhar no quesito atratividade, agora temos de ver como vamos nos sair na competitividade.

Mesmo exibindo a quantidade de projetos como troféu, Prates avalia que há “muita espuma” – ou seja, projetos com pouca chance de se concretizar. No Nordeste, estima, pelo menos metade. O secretário admite ainda que o Rio Grande do Norte “saiu muito mais de trás” na disputa pelos investimentos dessa indústria florescente, na sua avaliação ainda muito mal regulada.

– A gente sabe que nosso Estado tem mais dificuldade, e a principal é a conexão às linhas de transmissão – reconhece Prates.

Para driblar as deficiências, negocia com os empreendedores a implantação de Instalações de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada (ICG), forma de reduzir o custo e permitir que a energia gerada pelos ventos chegue à rede de distribuição. No Rio Grande do Norte, funciona o segundo maior parque do país – já que o Rio Grande do Sul abriga o maior da América Latina, o Ventos do Sul, de Osório. Mesmo assim, ambos enfrentam dificuldades. Os potiguares tentam construir, com ajuda do Ceará, um polo industrial bilateral para receber fabricantes de equipamentos, hoje poucos e concentrados no Sudeste.

– Cada aerogerador (conjunto de torre e pás) exige transporte em sete carretas. Se instalarmos cem aerogeradores, seriam 700 carretas trafegando pelas estradas – exemplifica Prates para justificar o empenho na atração de fornecedores.

Para facilitar a criação do polo, o Estado planeja lançar um pacote tributário, com participação ainda no financiamento de infraestrutura, água e terreno.

– Qualquer alívio fiscal que puder ser dado ao setor eólico será dado. Quem investir no Rio Grande do Norte poderá bradar aos quatro ventos, literalmente, que está produzindo e consumindo energia limpa. Hoje, isso pode parecer bobinho, mas no futuro vai valer muito – justifica Prates.

www.zerohora.com.br, edição de 8/11, caderno Dinheiro

domingo, 8 de novembro de 2009

Secretário de Energia discute apoio financeiro à indústria potiguar com diretoria da Petrobras

Coluna Luciano Kleiber (09/NOV, 18:00)

O Secretário Estadual de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, se reuniu na manhã de hoje, 9, com a diretoria financeira da Petrobras para discutir o programa de apoio à indústria local, através da criação de duas linhas de crédito, uma do BNDES, voltada para fornecedores locais e a outra será disponibilizada pelo governo federal, por meio do FIDC (Fundo de Investimento de Direito Creditório), desenvolvido em conjunto com a AGN (Agência de Fomento do RN) e do FIP (Fundo de Investimento Participativo), com investimentos diretos nas empresas. Segundo Jean-Paul, a reunião com a Petrobras serviu para formatar os dois fundos de acordo com os moldes da empresa, para que esta possa participar do programa como principal tomador. “A Petrobras tem um papel fundamental nesse programa. Estamos trabalhando para lançar os dois fundos no máximo até o ano que vem, como programas exclusivos para o RN”, disse o secretário.

(*) Com reportagem de Lidiane Lins.
http://www.lucianokleiber.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Campos terrestres têm que ter incentivos e continuidade.

O Secretário de Energia do Governo do Estado do RN foi o destaque da semana no informativo setorial NICOMEX NOTÍCIAS, lido diariamente por mais de 22.000 leitores e atingindo mais de 5.500 empresas do mercado petrolífero em todo o Brasil.


ENTREVISTA COM JEAN-PAUL PRATES -
05/11/09

O entrevistado da coluna 5X Petróleo desta semana é com o Especialista em Recursos Naturais e atual Secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates.

Na entrevista, o secretário fala sobre a exploração de petróleo onshore e o impacto da descoberta do pré-sal para esses campos

1X A produção de petróleo no Estado do Rio Grande do Norte vem caindo significativamente. Nos últimos nove anos, o volume produzido caiu quase 10 milhões. O que representa para o setor petrolífero brasileiro o declínio na produção desses campos?


As bacias terrestres brasileiras, em sua maioria (ao menos as que possuem produção significativa, atualmente) têm pelo menos 20 ou 30 anos de histórico de operações. Tecnicamente, são o que se consideram bacias maduras – ou seja, foram descobertas há muitos anos e já se encontram numa fase bem avançada do seu perfil de produção.


Normalmente, bacias que se encontram neste estágio são objeto de três processos: re-exploração (ou seja, revisitação exploratória empregando métodos e tecnologias de visualização mais modernas combinadas com intensificação da perfuração exploratória), revitalização dos campos (ou seja, a aplicação de técnicas e tecnologia de aprimoramento da capacidade produtiva e aumento do fator de recuperação dos campos, especialmente aqueles que se situem no limite da sua viabilidade econômica – ditos "marginais") e sucessão de operadores/investidores (ou seja, a passagem de bastão para operadores locais menos onerados pelo custo administrativo das grandes corporações e mais dedicados a operações de menor porte).

Há dois enfoques a serem observados quanto a estes processos: um técnico e outro de ordem política/regulatória. Tecnicamente, há inúmeras maneiras de se prolongar e aprimorar o perfil produtivo de uma bacia madura, tanto com a descoberta de novas reservas quanto incrementando o fator de recuperação dos campos já em operação. Mas isso requer uma decisão de política setorial que entusiasme os investimentos nestes processos e incentivos de ordem fiscal, operacional e regulatória.

2X De que forma o senhor avalia a atuação do governo nas atividades petrolíferas em terra no país?


O Governo não tem como função principal investir em produção de petróleo. Ele tem é que propiciar um ambiente favorável ao investimento e garantir condições de viabilidade técnica e econômica para que a produção ocorra e gere receita, tanto para o investidor remunerar seu capital quanto para ele, governo, tributar e aplicar nas suas funções precípuas.

A Petrobras, na condição de principal operadora, investidora e detentora de direitos exploratórios de petróleo no País, tem cumprido o seu papel na Bacia Potiguar, mantendo (e até incrementando) o seu nível histórico de investimento e custeio nas operações, em terra e no mar. Mas isso não é o suficiente. Até porque a Petrobras poderá e deverá ter outros interesses e prioridades a perseguir, a partir do fortalecimento de que foi objeto nas últimas décadas e do sucesso exploratório em bacias mais complexas, caras e produtivas – como é o caso do offshore no Sudeste brasileiro e, mais recentemente, do Pré-Sal, também lá.


3X Como o senhor avalia a atuação de investidores e operadores ditos "independentes" (de menor porte, não vinculados às grandes corporações tradicionais da indústria do petróleo)?

O surgimento, e a sobrevivência desses investidores e operadores ditos "independentes", pode ser considerado “teimoso”. Eles nunca foram prestigiados ou incentivados pelo Governo Federal, nem antes nem depois de 2003 – essa é que é a verdade. Parece que o Brasil não acredita ser possível desenvolver as atividades terrestres como os EUA, Canadá, Austrália, Rússia, Ucrânia e outros países de dimensões, geologia e vitalidade econômica similar conseguiram fazer no seu "onshore", ou seja, através da sucessão natural de agentes e do foco/especialização dos mesmos nas atividades ditas "marginais" à grande indústria.

Outra coisa importante a se mencionar é a necessidade de investimento novo na busca de reservas de gás na Bacia Potiguar. A produção de gás, mais do que a de petróleo, vem declinando acentuadamente. Isso afeta muito a capacidade do Estado de manter a sua costumeira condição confortável de produtor que pode atrair investimentos industriais com base na oferta local abundante de gás. Precisamos reforçar políticas setoriais que incentivem a busca por novas res

ervas de gás no RN-CE, principalmente em terra.

4X Na sua opinião, a descoberta do pré-sal pode ter impedido o desenvolvimento da exploração de petróleo em terra no país?


Ainda não, pois o pré-sal ainda é muito recente, e seria muito cruel responsabilizar a sua descoberta por "impedir" o desenvolvimento do "onshore" brasileiro. A análise certa é o oposto: o pré-sal só foi descoberto (e, antes dele, as bacias marítimas de Campos, Santos e ES) porque a Petrobras foi procurar no "offshore" os volumes e a produtividade que nunca chegou a encontrar em terra. Foi um período de investimento estratégico, necessário, fundamental para tirar do País a condição de importador contumaz de petróleo.

A partir de agora, todos (Governo Federal, governos estaduais e agentes da indústria – inclusive a Petrobras) temos que repensar o que desejamos fazer com as bacias terrestres, pois obviamente teremos uma priorização das áreas comprovadamente prolíficas (especialmente mas não se limitando ao Pré-Sal), tanto em termos de recursos financeiros quanto humanos e técnicos. Por outro lado, a continuidade das atividades de petróleo em terra é desejável devido ao alto potencial de geração de emprego e renda no interior, e por tradicionalmente já fazerem parte do cotidiano do RN.



5X De que forma o governo do Rio Grande do Norte vem atuando nesses campos de petróleo?

Apesar de vivermos este declínio gradual da produção, em razão da própria exaustão natural dos campos produtores, temos apoiado o máximo possível a realização de investimentos re-exploratórios e de perfuração intensiva na Bacia Potiguar, em busca de reverter esta curva. Isso aquece o mercado local de fornecedores e prestadores de serviço bem como o mercado de trabalho. Os resultados começam a surgir devagar: temos observado que a Bacia Potiguar poderá voltar a incrementar a sua produção diária dos atuais 70,000 b/d para 80,000 b/d já em 2010, e quem sabe retornar aos 100,000 b/d em 2012.


De nossa parte, pelo Governo do Estado, estamos atuando intensa e efetivamente em três frentes. A primeira delas no apoio e a agilização dos processos referentes a todas as operações de perfuração, re-exploração ou revitalização da Bacia Potiguar, em especial na sua porção terrestre. A outra trata do incentivo (fiscal e institucional) e o apoio aos produtores (tanto Petrobras quanto os independentes) no Estado, além da busca de novos investidores nestas áreas. Por fim estamos fomentando iniciativas relacionadas com P&D e capacitação especificamente voltada para atividades terrestres, apoio financeiro a fornecedores e prestadores de serviços locais, e estabelecimento de diretrizes e estruturas industriais para o desenvolvimento da indústria local nesta área.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

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