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sábado, 3 de outubro de 2009

REVISTA EXAME destaca potencial eólico do Rio Grande do Norte

Estados que vivem de vento

Um leilão de energia eólica em novembro deve impulsionar o setor, ainda insignificante no país, mas que tem tudo para atrair bilhões de reais e ajudar a desenvolver a economia do Nordeste.

Fabiane Stefano – Revista Exame – 01/10/2009

Os 570 quilômetros de litoral do Ceará oferecem mais que belas paisagens e praias de areia branca. É na costa cearense que estão os melhores ventos do estado para a geração de energia, captada por pás e turbinas apoiadas em torres com até 100 metros de altura. A capacidade instalada dos nove parques eólicos cearenses é de 301 megawatts, o que representa 25% da energia elétrica consumida no estado. Até o fim do ano, outros cinco parques devem ligar as turbinas. Eles permitirão que 43% da energia consumida no Ceará passe a vir da força dos ventos -- e, com outros projetos de eólicas em andamento, dentro de dois anos o estado deverá
inverter a posição atual, de importador de energia para a de exportador.

No vizinho Rio Grande do Norte, a autossuficiência energética deve chegar já em 2010, com a entrada em operação de novos parques eólicos que garantirão 31% da eletricidade consumida no estado. Assim como os cearenses, os potiguares investem na energia dos ventos -- considerada a melhor em termos ambientais para a geração em larga escala.

Medições no Rio Grande do Norte apontam a existência de um potencial de 22 000 megawatts -- o que corresponde à capacidade de uma usina e meia de Itaipu. "O nosso pré-sal é a energia eólica", diz Jean Paul Prates, secretário de Energia do Rio Grande do Norte.

De fato, o Nordeste é a grande fronteira desse tipo de alternativa energética no Brasil. De acordo com o atual mapa eólico do país, realizado em 2001, a região concentra mais da metade do potencial nacional, estimado em 143 000 megawatts -- ou seja, dez Itaipu. O Ministério de Minas e Energia, no entanto, está fazendo um novo estudo e calcula que, com os equipamentos mais potentes e torres mais altas utilizados atualmente, o potencial brasileiro pode chegar a 300 000 megawatts, superando o que pode ser alcançado com hidrelétricas.

Em tempos de delírio com o petróleo do pré-sal, esse tipo de dado não tem merecido tanta atenção -- mas pode fazer a diferença para o país num cenário futuro de demanda por energia limpa. "Os ventos no Brasil estão entre os melhores do mundo, por ser mais constantes e pelo clima tropical. O país pode se tornar um dos líderes em geração eólica", diz Laura Porto, diretora de energias renováveis do grupo espanhol Iberdrola, dono de um parque no Rio Grande do Norte.

http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&COD_RECURSO=211;831&URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0953/economia/estados-vivem-vento-501898.html

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