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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Secretário recebe visita do Grupo IMPSA Energy

O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Estado, Jean-Paul Prates, recebeu hoje, a visita e apresentação institucional da empresa Energimp/IMPSA, grupo de origem argentina que atua no investimento direto em parques eólicos (Energimp) e também fabricante de aerogeradores (IMPSA). O grupo já possui posição proeminente no setor no Brasil, contando com projetos do PROINFA no CE (somando 100MW) e em SC (somando 219MW), todos em fase final de construção. Para o leilão federal de novembro, o grupo apresentará 7 projetos (totalizando 186MW), todos localizados no CE.

A IMPSA possui fábrica de aerogeradores no porto de Pecém (PE), e recentemente foi uma das empresas citadas no processo de discussão sobre a restrição da EPE à importação de aerogeradores menores do que 2.000MW - cuja derrubada ocorreu durante os debates do Fórum Nacional Eólico ocorrido em Natal no mês passado.















O Secretário explicou aos representantes do grupo que se posicionou a favor da derrubada da restrição por considerá-la precária e simplista. Explicou ser favorável à equalização do tratamento tributário entre fornecedores nacionais e estrangeiros, e até à concessão de incentivos para a indústria nacional - apenas com a ressalva de estes serem elaborados em consenso e de forma integrada com políticas de fomento ao desenvolvimento tecnológico, medidas fiscais de equalização e, principalmente, um direcionamento de longo prazo para a demanda (e.g. o tão aclamado "Calendário Anual de Leilões").


"Queremos que o setor implante um sistema com foi feito no petróleo, com o Promimp garantindo recursos humanos e desenvolvimento tecnológico, o REPETRO corrigindo as distorções tributárias, e o Plano de Investimentos da Petrobras e Calendário Anual de Leilões da ANP como direcionadores de longo prazo." - salientou o Secretário.

Também destacou que a postura da Secretaria em favor da flexibilização do polêmico item do edital - que chegou a ser interpretado como "reserva de mercado" por analistas e investidores - foi no sentido de impedir o congelamento da vinda de novos empreendimentos fabris destes equipamentos para o Nordeste, em especial o RN que ainda não possui algum. "Toda proteção simplista leva a ineficiências técnicas, acomodações tecnológicas e abuso econômico (preços distorcidos). Não podíamos concordar com um dispositivo que asseguraria praticamente todo o mercado de curto-médio prazo de aerogeradores nacional a apenas dois grupos, estabelecidos nos estados vizinhos, sem perspectiva de termos empreendimentos considerados aqui no RN. Não atuei contra ninguém em específico mas em favor do RN e sei que tanto a IMPSA quanto a Wobben (empresa estabelecida no CE) entenderam a minha posição. Agora, é hora de recebermos tanto uma como a outra e vermos o que o Estado pode lhes oferecer".

O gerente de desenvolvimento de negócios do grupo, Ricardo Balbi Costa, explicou que a empresa deseja compensar os atrasos na presença no Estado, em paralelo ao início das operações de parques em outros locais do Brasil. A empresa vai dar continuidade às conversas com o Governo do Estado e interessou-se em conhecer o projeto do Pólo Bilateral Eólico, em elaboração entre os estados do CE e do RN, conjuntamente.

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