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SustentHabilidade

Opinião e realizações

terça-feira, 28 de julho de 2009

Clara Camarão não é “minirrefinaria”

Constantemente denominada com o termo incorreto de “minirrefinaria”, a Refinaria Potiguar Clara Camarão, que será instalada no Pólo Industrial de Guamaré, terá capacidade para processar 30 mil barris/dia de petróleo e produzir 4,5 mil barris/dia de gasolina. Segundo o secretário de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, tais números comprovam a incorreção do termo atribuído à unidade de refino potiguar.

Guamaré: Isto parece uma "minirrefinaria"?

Tecnicamente, uma minirrefinaria processa até 2 mil barris/dia de petróleo e, além disso, é construída em localidades remotas onde ocorre a produção de petróleo, como por exemplo o Alasca, a Sibéria, o Saara. "O minirrefino local visa o auto-abastecimento das instalações de produção remotas, facilitando a logística de abastecimento das frotas e equipamentos nestes lugares distantes. Certamente este não é o caso de Guamaré, que irá produzir derivados de alta qualidade para o mercado regional do Nordeste." - reitera o Secretário.

A Refinaria Clara Camarão deverá atingir 60 mil barris/dia no caso das expansões planejadas (2011) e, no futuro, poderá chegar aos 120 mil barris diários de petróleo processado, caso seja solucionado o escoamento de granéis através de terminal oceânico ora em estudo (Porto do Mangue ou Areia Branca).

Gerente Geral
A Petrobras definiu o comando da refinaria do Rio Grande do Norte. O atual gerente de Engenharia da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, Ney Argolo, será o gerente-geral da unidade de refino potiguar. A cerimônia de início de obras e posse de Ney Argolo deverá ser realizada em agosto pela Petrobras. "Ney Argolo é um técnico de altíssimo nível, competente e executor pragmático. A sua escolha revela a importância que a Diretoria de Abastecimento da Petrobras confere à nova unidade. A refinaria-caçula da Petrobras está em muito boas mãos, e daremos as boas-vindas e todo o apoio do Governo do Estado aos projetos relativos à nova unidade." comenta Jean-Paul Prates.

Com operação prevista para o segundo semestre de 2010, a refinaria terá investimentos de 200 milhões de dólares. Atualmente, o Pólo de Guamaré produz GLP (gás de cozinha), diesel e QAV (querosene de aviação).

Para exemplos de mini-refinarias de verdade, veja:
http://www.ior.com.au/minirefineries.html e em http://topkwh.50webs.com/

segunda-feira, 27 de julho de 2009

No twitter.

Thaisa Galvão: "Presidente da Petrobras "twita" para secretário do RN combinando inauguração de refinaria"

Desembarcando no aeroporto do Rio de Janeiro, vindo de Caracas (Venezuela), onde conversou com dirigentes da PDVSA (Petrobras de lá) e o presidente Chavez, sobre Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, ‘toca um twit’ para o secretário de Energia do RN, Jean-Paul Prates.

“Precisamos marcar o lançamento da Clara Camarão aí no RGN”, postou Gabrielli, sobre a refinaria potiguar...

Prates aproveitou a deixa, pré-agendou para a segunda semana de agosto, e convidou Gabrielli para estar presente.

Thaisa Galvão - Blog - publicado 29.07 às 00:58

domingo, 26 de julho de 2009

Definido o comando da Refinaria de Guamaré

A Petrobras definiu o comando da Refinaria Potiguar Clara Camarão, que será instalada no Pólo Industrial de Guamaré, no Rio Grande do Norte. O atual Gerente de Engenharia da Rlam, Ney Argolo, será o gerente-geral da unidade de refino. A Petrobras deve realizar em agosto uma cerimônia de início das obras da refinaria e posse do novo gerente-geral. No evento, a empresa também deve anunciar a ampliação do projeto.

A Refinaria Clara Camarão terá capacidade para processar 30 mil barris/dia de petróleo e produzir 4,5 mil b/dia de gasolina. Além da construção da nova unidade, que terá capacidade para produzir 4,5 mil barris de gasolina/dia, a Petrobras realizará melhorias no pólo para produzir óleo diesel com teor de enxofre de 50 ppm. A refinaria, com operação prevista para 2010, e as alterações demandarão investimentos de US$ 200 milhões.

Atualmente já existe produção de GLP, diesel e QAV no pólo, que tem capacidade para processar 30 mil barris/dia.

Com a nova instalação, o Rio Grande do Norte será auto-suficiente na produção de gasolina. O mercado do estado consome mensalmente 22,6 milhões de l de gasolina, 28,5 milhões de l de óleo diesel, 7,1 milhões de l de QAV; 7,6 milhões de l de álcool e 6 milhões de botijões de GLP.

energiahoje.com.br

sábado, 25 de julho de 2009

Momento Mastercard...


Pausa para os registros da primeira prancha de Rafael (6 anos).
As imagens falam mais do que mil palavras.

Na loja da Radical (Ponta Negra), escolha crítica, com critério técnico e discussões abalizadas.

Na Lagoa do Bonfim (RN), primeiras nadadas e acostumando-se a equilibrar-se.

Em Búzios (RN), entrando no mar e deslizando sobre as ondas pela primeira vez.

Ao final da aventura, cuidando de tirar a parafina usada...

Hang loose, Rafinha!
Deus te abençoe, meu filhinho amado.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Carta dos Ventos no Linkedin.

Criado o grupo de discussões da Carta dos Ventos no Linkedin:
http://www.linkedin.com/groups?gid=2127679&trk=hb_side_g

Ele tem como objetivo dar continuidade às discussões havidas durante o Forum Nacional Eolico, Natal (Jun/09).

Royalties do petróleo no RN: dados de arrecadação e destinação

De janeiro a julho deste ano os royalties resultantes das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural ao Rio Grande do Norte somaram R$ 142,10 milhões. Desse montante, R$ 75,78 milhões serão destinados ao Governo do Estado e R$ 66,32 milhões a 95 municípios.

O repasse de julho foi de R$ 22,59 milhões, sendo R$ 11,64 milhões destinados ao Rio Grande do Norte e R$ 10,95 milhões aos municípios.

O município de Macau continua na liderança no recebimento dos royalties no Estado, com o repasse de R$ 1,42 milhão. Mossoró fica em segundo lugar, com R$ 1,41 milhão, seguido de Guamaré com R$ 1,35 milhão. Pendências fica na quarta posição com R$ 750 mil. Outros oito municípios receberam valores superiores a R$ 200 mil.

RANKING ROYALTIES - JULHO (R$)

1. Macau 1.425.335,83
2. Mossoró 1.412.069,52
3. Guamaré 1.359.648,24
4. Pendências 750.602,68
5. Serra do Mel 618.995,41
6. Areia Branca 565.688,36
7. Apodi 298.918,39
8. Caraúbas 255.150,33
9. Alto do Rodrigues 236.506,73
10. Governador Dix-Sept Rosado 231.671,74
11. Porto do Mangue 218.168,29
12. Assú 202.393,77
13. Felipe Guerra 158.343,18
14. Upanema 152.232,33
15. Carnaubais 18.514,15
16. Afonso Bezerra 3.863,28

http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/14127/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eólicas: A Segunda Fase começa agora.

Após repercussão nacional, repercussão nos jornais do fim de semana no RN: Estado é o primeiro colocado em atratividade para investimentos em eólicas do Brasil.

Este é o trabalho que o Governo Estadual pode fazer: organizar o ambiente de investimentos de forma a dar segurança, transparência, objetividade nas demandas em Brasília, mobilização e divulgação.

Agora começa a segunda parte: dar competitividade aos projetos potiguares que sofrem principalmente pelo fato de se localizarem em regiões isoladas do sistema de transmissão elétrica nacional. Vamos também combater ainda mais a especulação imobiliária e as fraudes cartoriais. Contamos com as entidades judiciárias, para isso.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Repercussão nacional da liderança potiguar em eólica

Os jornais O Globo, Valor Econômico e Folha de São Paulo destacaram ontem e hoje a liderança do Estado do Rio Grande do Norte em projetos eólicos inscritos no Leilão Federal específico de 25 de novembro.
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EPE cadastra 441 projetos para leilão de energia eólica

RIO - A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 441 projetos para o leilão de energia eólica, que será realizado em 25 de novembro. Juntos, os empreendimentos somam capacidade instalada de 13.341 megawatts e estão espalhados por 11 Estados do país.

A maior parte dos projetos inscritos para o leilão é projetada para instalação no Nordeste. A região receberá 322 empreendimentos, o equivalente a 73% do total, com 9.549 megawatts de potência instalada, ou 72% do total. O Rio Grande do Norte tem 134 projetos, com 4.745 MW; o Ceará tem 118, com 2.743 MW; e a Bahia vem a seguir, com 51 parques eólicos e capacidade total de 1.575 MW.

A Região Sul vem a seguir, com 111 projetos, ou 25% do total, com capacidade total de 3.594 MW, ou 27% do total. A Região Sudeste tem outros oito projetos, com 198 MW.

Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a decisão do Ministério de reduzir o limite de potência mínima para aerogeradores importados de 2.000 kW para 1.500 kW (portaria nº 242, de 2009) viabilizou o grande número de projetos justamente na faixa entre 1500 e 2000 KW, correspondentes a praticamente 50% do total de inscritos.

O ministro lembrou que, com base numa análise preliminar dos projetos habilitados para o leilão, estima-se que 50% a 60% dos equipamentos sejam nacionais.

"Mesmo não tendo nenhum índice de nacionalização para o certame, nossa expectativa é que a maior parte das máquinas seja fabricada no Brasil", frisou Lobão.

Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, o grande número de empresas interessadas em investir na geração eólica permite antever uma forte competição no leilão, o que propiciará a contratação de energia a preços bastante atrativos para o consumidor.

"O sucesso do leilão está garantido, na medida em que o interesse dos empreendedores superou as expectativas até do mais otimista dos analistas. Basta constatar que o total de capacidade inscrita equivale a cerca de dez usinas nucleares como a de Angra 3", destacou Tolmasquim.

Os Contratos de Energia de Reserva resultantes do leilão serão firmados na modalidade de quantidade de energia elétrica de fonte eólica, com início de suprimento em 1º de julho de 2012 e prazo contratual de fornecimento de 20 anos. Atualmente, o país conta com 386 MW de capacidade instalada da fonte eólica. Até o final de 2009 serão mais 427 MW e, no final de 2010, mais 684 MW, totalizando 1.423 MW.

(Valor Online)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O RN é o CAMPEÃO DISPARADO DE PROJETOS INSCRITOS PARA O LEILÃO DE EOLICAS NO FIM DO ANO.

Rio Grande do Norte - 134 projetos (4.745 MW)
Ceará - 118 projetos inscritos (2.743 MW)
Rio Grande do Sul - 86 empreendimentos (2.894 MW).
O número de projetos inscritos nacionalmente totaliza mais de 13 GW,

Este é o resultado do trabalho INTENSO e DEDICADO que a Administração Wilma de Faria tem feito para turbinar a ATRATIVIDADE do RN ressaltando-se: (i) potencial eólico, (ii) apoio governamental, (iii) combate à especulação, (iv) organização da informação setorial, (v) mobilização dos investidores, buscando sempre os melhores e prestando-lhes a atenção e assistência devida, e (vi) participação efetiva nos debates nacionais e regulatórios, projetando o Estado como líder nacional no setor, e fazendo do RN COMPROVADAMENTE o mais atrativo dos ambientes operacionais do Brasil para este investimento!!

Viva! Viva!

Matéria original em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u595903.shtml


16/07/2009 - 13h21
Leilão de energia eólica tem 441 projetos inscritos

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O primeiro leilão de energia eólica, que será feito no dia 25 de novembro, teve 441 empreendimentos inscritos, o equivalente a 13.341 MW de potência. Mais de 9.000 MW ou 72% do total inscrito é da região Nordeste.

Só no Rio Grande do Norte são 134 projetos (4.745 MW) e no Ceará 118 (2.743 MW). O Rio Grande do Sul é o terceiro estado em número de projetos inscritos, com 86 empreendimentos (2.894 MW).

De acordo com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), o governo estipulará em novembro o total de energia que será comprada no leilão, que deverá ficar entre 4.000 e 6.000 MW. O governo determinará também o preço teto da energia. Atualmente, a energia eólica custa cerca de R$ 270/MWh, bem acima da energia hidrelétrica (cerca de R$ 100/MWh) e da termelétrica ( em média R$ 140/MWh).

"Queremos estimular no Brasil a energia eólica e estamos atendendo um pedido dos empresários de fazer um leilão específico para eles", afirmou Lobão.

Segundo o ministro, estudos mostram que o Brasil tem capacidade para produzir até 140 mil MW de energia eólica. Hoje, apenas 386 MW são gerados nessa fonte. Até o fim de 2010, porém, o número subirá para 1.497 MW.

No leilão de novembro, o governo exigirá a construção de torres com equipamentos mais modernos, com aerogeradores de 1,5 MW de potência instalada, 50% a mais do que os usados atualmente.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Secretário recebe visita do Grupo IMPSA Energy

O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Estado, Jean-Paul Prates, recebeu hoje, a visita e apresentação institucional da empresa Energimp/IMPSA, grupo de origem argentina que atua no investimento direto em parques eólicos (Energimp) e também fabricante de aerogeradores (IMPSA). O grupo já possui posição proeminente no setor no Brasil, contando com projetos do PROINFA no CE (somando 100MW) e em SC (somando 219MW), todos em fase final de construção. Para o leilão federal de novembro, o grupo apresentará 7 projetos (totalizando 186MW), todos localizados no CE.

A IMPSA possui fábrica de aerogeradores no porto de Pecém (PE), e recentemente foi uma das empresas citadas no processo de discussão sobre a restrição da EPE à importação de aerogeradores menores do que 2.000MW - cuja derrubada ocorreu durante os debates do Fórum Nacional Eólico ocorrido em Natal no mês passado.















O Secretário explicou aos representantes do grupo que se posicionou a favor da derrubada da restrição por considerá-la precária e simplista. Explicou ser favorável à equalização do tratamento tributário entre fornecedores nacionais e estrangeiros, e até à concessão de incentivos para a indústria nacional - apenas com a ressalva de estes serem elaborados em consenso e de forma integrada com políticas de fomento ao desenvolvimento tecnológico, medidas fiscais de equalização e, principalmente, um direcionamento de longo prazo para a demanda (e.g. o tão aclamado "Calendário Anual de Leilões").


"Queremos que o setor implante um sistema com foi feito no petróleo, com o Promimp garantindo recursos humanos e desenvolvimento tecnológico, o REPETRO corrigindo as distorções tributárias, e o Plano de Investimentos da Petrobras e Calendário Anual de Leilões da ANP como direcionadores de longo prazo." - salientou o Secretário.

Também destacou que a postura da Secretaria em favor da flexibilização do polêmico item do edital - que chegou a ser interpretado como "reserva de mercado" por analistas e investidores - foi no sentido de impedir o congelamento da vinda de novos empreendimentos fabris destes equipamentos para o Nordeste, em especial o RN que ainda não possui algum. "Toda proteção simplista leva a ineficiências técnicas, acomodações tecnológicas e abuso econômico (preços distorcidos). Não podíamos concordar com um dispositivo que asseguraria praticamente todo o mercado de curto-médio prazo de aerogeradores nacional a apenas dois grupos, estabelecidos nos estados vizinhos, sem perspectiva de termos empreendimentos considerados aqui no RN. Não atuei contra ninguém em específico mas em favor do RN e sei que tanto a IMPSA quanto a Wobben (empresa estabelecida no CE) entenderam a minha posição. Agora, é hora de recebermos tanto uma como a outra e vermos o que o Estado pode lhes oferecer".

O gerente de desenvolvimento de negócios do grupo, Ricardo Balbi Costa, explicou que a empresa deseja compensar os atrasos na presença no Estado, em paralelo ao início das operações de parques em outros locais do Brasil. A empresa vai dar continuidade às conversas com o Governo do Estado e interessou-se em conhecer o projeto do Pólo Bilateral Eólico, em elaboração entre os estados do CE e do RN, conjuntamente.

Secretário trabalha em novos cadastros de investidores e solicita liberação do acesso deste Blog "EnergiaRN" para os computadores do Estado.

O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, visitou ontem pela manhã o Centro de Operação de Tecnologia da Informação do Governo do Estado, para verificar as condições de hospedagem de portais e a estrutura de TI existente e discutir o aprimoramento do Cadastro Estadual de Projetos Eólicos (CEPE). Outro item discutido com o Secretário de Administação Paulo Cesar Medeiros e o Coordenador de TI, Carlindo Pereira Lima, foi a futura utilização da estrutura para a hospedagem e operação de mais duas estruturas cadastrais: uma dedicada aos fornecedores locais da indústria de petróleo e outro a investidores do setor energético. O Secretário de Energia também solicitou ao colega da Administração a inclusão deste blog "EnergiaRN" na lista branca de endereços liberados para o acesso dos computadores do Governo do Estado.

Encontro com iranianos em Brasília resultará em visita técnica e acordo de cooperação e investimentos

JORNAL DE HOJE, 14/JUL/2009 - Após apresentar para empresários e representantes governamentais do Irã, o potencial econômico para investimentos no Rio Grande do Norte, o secretário estadual de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, afirma ter sido positivo e com possibilidades de bons investimentos para o RN, o contato do Governo do Estado, ocorrido ontem na Embaixada do Irã, atendendo a um convite do embaixador iraniano no Brasil, Mohsen Shaterzadeh.

De acordo com Prates, os empresários demonstraram interesse no potencial energético do RN e da infraestrutura direcionada ao escoamento da produção de minérios. Representantes da mineradora Mhag, que opera no município de Jucurutu, distante 264 km de Natal também estiveram presentes. A reunião contou ainda com o reforço político do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), que destacou positivamente a forma como o Governo do Estado vem conduzindo as políticas voltadas aos investimentos na área de energia, principalmente as renováveis, no RN.

Através da Secretaria de Energia e Assuntos Internacionais, o Governo do Estado formalizou convite para a visita de uma representação iraniana no RN. Prates comentou ainda a possibilidade dos investidores iranianos participarem da segunda fase da instalação da refinaria Clara Camarão, em Guamaré. A visita ficou agendada para o mês de agosto, após a vinda da ministra Dilma Roussef ao RN.

Segundo o secretário, a extração mineral também despertou interesse dos empresários, que ouviram o relato dos representantes da mineradora Mhag, que opera no Seridó do RN. Nesse aspecto, o interesse dos iranianos se volta para projetos de infraestrutura que garantam o escoamento dessa produção, como a construção de ferrovias e ampliações portuárias. (Reportagem Ricelli Araújo)

domingo, 12 de julho de 2009

Energia é destaque na Tribuna do Norte de domingo

Relevantes matérias neste domingo, na Tribuna do Norte, sobre assuntos em que a Secretaria de Energia tem atuado com destaque:

Eólicas no RN, Tribuna do Norte (Capa) - 12 de Julho de 2009

Biodiesel, Entrevista com Miguel Rosseto - 12 de julho de 2009

Enquanto isso, nesta segunda-feira, o Secretário de Energia do Estado - Jean-Paul Prates - estará em Brasília para encontros com equipe técnica do Ministério de Minas e Energia, com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados e, ao final do dia, reunião na Embaixada da Republica Islâmica do Irã, para apresentação de oportunidade e disucssão sobre investimentos no RN.

sábado, 11 de julho de 2009

O Pré-Sal de volta à mesa de debates.

Tendo em vista que a Presidência da República deverá ser reunir nesta segunda-feira a respeito do modelo regulatório e fiscal a ser sugerido a debates quanto ao Pré-Sal, reproduzo, por relevante, artigo de nossa autoria datado de 26 de agosto de 2008, no GLOBO).


Três (e apenas três) passos para o pré-sal

O modelo brasileiro de concessões e royalties para a exploração e produção de hidrocarbonetos (petróleo e gás) é o mais eficiente, flexível e transparente possível considerando-se a importância estratégica deste setor para o País e as suscetibilidades que ele provoca no grande público. Até os badalados noruegueses reconhecem que conseguimos aprimorar o modelo deles. Claro que temos que aprimorá-lo ainda mais, e mesmo adaptar seus parâmetros às novas descobertas e ao novo cenário de preços internacional. Mas é exatamente a sua elogiada flexibilidade e eficiência que o torna facilmente passível disso.

Pergunto: de 1997 (Lei do Petróleo) para cá, quem perdeu com este modelo? A União, os Estados e os Municípios certamente não, pois multiplicaram suas receitas significativamente. A Petrobras muito menos, pois saiu de uma situação de restrições financeiras em 1996 (quando precisava entregar-se a complexos contratos de project financing para tocar as operações dos campos gigantes da Bacia de Campos) para uma situação invejável de Investment Grade e punjança econômica. Os investidores privados ganharam a oportunidade de ingressar no setor e, embora sua dependência da Petrobras ainda seja latente, o fato é que o potencial em áreas marítimas e terrestres vem sendo investigado por novos olhos e mentes - o que contribui para uma maior diversidade de pontos de vista técnicos e operacionais. O mercado de trabalho? Este só aumento e se diversificou. Os fornecedores e prestadores de serviços? Nunca faturaram tanto.

Então, quem está infeliz a ponto de querer sabotar e jogar por terra este modelo bem sucedido em prol de uma "novidade" retrógada como o sistema de partilha de produção apenas e tão somente para ter o condão de criar uma estatal operacional que, no longo prazo, inviabilizará a grande conquista do pré-sal (por sinal, também fruto do atual regime)?

Seria algum partido eventualmente confinado a uma diretoria inexpressiva, como resultado da própria e pífia inabilidade de ter construído candidatos tecnicamente à altura dos cargos que lhe foram disponibilizados ao longo do ano passado? Será que os brasileiros merecemos que a circunstancial insatisfação de um grupo político destrua o futuro de várias gerações de brasileiros e transforme o grande prêmio do pré-sal em um Cavalo de Tróia recheado de virulentas sanguessugas que se transformarão em gestores do petróleo estatal, responsáveis pela sua comercialização no mercado interno e externo sem qualquer conexão com a necessidade de agregarmos valor a esta nova produção e, sobretudo, sem qualquer preocupação em preservar fundamentos básicos da conservação racional de tais recursos naturais não renováveis.

Caso nada disso seja de fato o que o Governo Federal quer, deve estudar apenas três medidas cabais:

1. Enviar projeto de lei ao Congresso Nacional modificando a faixa de aplicação legal do royalty, atualmente entre 5% e 10%, para 0% (eventualmente aplicáveis a campos marginais ou maduros do NE, por exemplo) a 25% (no caso de áreas com alto potencial produtivo e risco geológico minimizado, como poderá vir a ser o caso do pré-sal);

2. Constituir, por empresa estatal ou rubrica financeira, um Fundo de Investimentos para Gerações Futuras (que será alimentado pelos incrementos de receita governamental aqui citados), a ser aplicado - parcimoniosa e responsavelmente - em programas educacionais, sociais e ambientais do Governo, e, por fim,

3. Sem nenhuma necessidade de alterar o modelo regulatório na sua base, alterar o perfil de aplicação da Participação Especial (combinando alteração por Decreto Presidencial com Resolucões da ANP) de forma a incrementar seus percentuais de aplicação e também privilegiar o critério de rentabilidade dos campos sobre o de produtividade.

Depois destas três medidas, deixar que os atuais concessionários em blocos do pré-sal operem dentro da normalidade, acompanhando seus desafios técnicos e logísticos e aguardar até que se tenham resultados efetivos e mensuráveis desta nova empreitada marítima de grande complexidade para, só depois disso, tornar a cogitar a colocação de áreas desta fronteira em licitação para concessão.

Basta isso. O resto é espuma, baboseira, retrocesso e irresponsabilidade.

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