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sexta-feira, 3 de abril de 2009

RN e CE podem implantar Pólo Industrial Bilateral EólicoExtraído de: Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Os governos do Rio Grande do Norte e do Ceará pretendem estimular a criação de um Pólo Industrial Bilateral Eólico para os dois estados. O secretário de Energia e Assuntos Internacionais do RN, Jean-Paul Prates, acertou com o coordenador de Energia da Secretaria de Infra-Estrutura do Ceará, Renato Rolim, a montagem de um grupo de trabalho para estudar, conjuntamente, a estruturação do pólo, que seria delimitado entre os municípios de Mossoró/Baraúna (RN) e Aracati (CE). O acordo foi acertado esta semana durante missão do Brasil à Espanha, que conta com a representação do Governo do Estado.

O fundamento para o projeto é o fato de este ser o ponto central entre as duas áreas de maior potencial eólico do Brasil: o Litoral Leste cearense e a Costa Branca potiguar (Tibau-Touros). "A depender da escala de demanda que tiverem, as fábricas de equipamentos eólicos precisarão se instalar perto dos seus clientes primordiais. Os dois estados, em conjunto, podem promover muito melhor estes investimentos e evitar competição predatória e guerra fiscal", afirma Prates.

Os dois estados vão dar imediatamente início às discussões e, a partir de um pré-projeto, os dois governos irão finalizar um pacote de benefícios conjuntos e promover o empreendimento junto aos investidores, que deverão enxergar vantagens em se ter, nesta região, fatores como acesso por meio de estradas retas - importantes no transporte dos gigantescas peças de aerogeradores, tanto pás como torres - gás natural acessível (Gasfor), água e energia, área disponível, equidistância dos portos e aeroportos dos dois estados e mão-de-obra qualificável.

"Mais do que um complexo industrial comum, queremos fazer do pólo industrial um conceito de parceria bilateral inédito no Brasil, entre dois estados vizinhos. Queremos pensar conjuntamente sobre os incentivos, atributos estruturais e insumos a serem disponibilizados. Queremos uma parceria firmada para pelo menos 10 anos, que dê segurança e vantagem competitiva aos empreendedores que escolherem o local para sediar suas indústrias de equipamentos eólicos", afirma o secretário.

O entendimento ocorreu na presença do Ministro Edison Lobão e do Presidente da EPE (entidade que está encarregada de elaborar a regra dos leilões da eólicas), Mauricio Tolmasquim, durante almoço da delegação governamental brasileira que visita o setor eólico espanhol, em Madri, nesta quinta-feira.

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