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quarta-feira, 4 de março de 2009

Governadora irá a Brasília pedir agilidade no leilão das eólicas

O Rio Grande do Norte quer pressa na realização do leilão que o Ministério das Minas e Energia fará para permitir a implantação de novas usinas eólicas. Em audiência realizada nesta quarta-feira (4) com o embaixador da Austrália no Brasil, Neil Mules, os diretores da empresa australiana Pacific Hydro, e o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Flávio Azevedo, a governadora Wilma de Faria informou que vai marcar audiência com o ministro Edison Lobão, e com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para pedir agilidade na abertura do leilão, uma vez que a demora no trâmite pode despertar o desinteresse dos investidores internacionais em construir novas usinas no Nordeste.

O alerta foi dado pelo diretor-presidente da Pacific Hydro no Brasil (Empresa Australiana/Usina Eólica), Mark Argar, e pelo Gerente de Desenvolvimento da empresa, Maurício Vieira. “O Brasil é o melhor país para se investir na área de energias renováveis no mundo e o Rio Grande do Norte o estado que oferece as melhores condições de vento para implantação de usinas eólicas. Acontece que a demora no leilão pode favorecer a perda de interesse dos grupos estrangeiros ou que o Nordeste brasileiro perca espaço para os estados do Sudeste e do Sul do país que, embora não tenham as mesmas condições daqui, já começam a trabalhar internamente para implantar seus parques eólicos”, destacou Argar.

Durante a reunião, a governadora lembrou que o leilão das eólicas já foi adiado várias vezes e que esta situação só desfavorece a região Nordeste. “Vou conversar com o governador do Ceará, Cid Gomes, para que também nos apóie nesta causa e para que os estados nordestinos não sejam mais uma vez prejudicados pela fuga de investimentos para outras regiões do país”, salientou Wilma de Faria. Ela concordou que novos adiamentos no leilão podem favorecer estados do Sul, que já dispõem de infra-estrutura para implantação de linhas de transmissão mesmo não tendo as mesmas condições de vento do Rio Grande do Norte, por exemplo.

De acordo com o secretário estadual de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, até o momento, 25 projetos de usinas eólicas, totalizando cerca de 1.500 megawatts (MW) de potência instalada, já foram incluídos no Cadastro Estadual de Projetos Eólicos, criado pelo Governo do Estado tanto para traçar um diagnóstico do setor quanto para avaliar as iniciativas, de fato, viáveis. “O que o Estado defende é que não apenas seja realizado o leilão previsto (que aconteceria este mês mas foi adiado para junho) como seja estabelecido um calendário de novos leilões pelo menos para os próximos 10 anos, para nortear os investimentos nesta área e permitir que as empresas interessadas tenham segurança para investir, por exemplo, na produção de aerogeradores e na instalação de linhas de transmissão”, destaca Prates.

Somente os dois projetos da Pacific Hydro somam R$ 750 milhões e potência instalada de 150 MW. Se aprovadas no leilão, as duas usinas do grupo australiano (Paraíso Farol e Paraíso Azul) funcionarão no município de Touros. “Mas temos um terceiro projeto para o Rio Grande do Norte, que somado aos já confirmados podem chegar a mais de R$ 1 bilhão e 250 MW de potência instalada”, informou o Gerente de Desenvolvimento da empresa, Maurício Vieira. Segundo ele, este é o maior montante de recursos investidos pelo grupo no Brasil.

EMBAIXADOR – Pela primeira vez no Rio Grande do Norte, o embaixador da Austrália no Brasil, Neil Mules, disse ter ficar impressionado com a infra-estrutura e as condições que o Estado tem, especialmente na área de energias renováveis. “Sempre fui um grande fã do Nordeste do Brasil e curioso para conhecer melhor as condições econômicas e sociais do Rio Grande do Norte. Vamos apresentar ao governo australiano essa realidade local para que possamos estabelecer parcerias com o governo local”, informou o embaixador, que veio acompanhado do Cônsul Geral da Austrália e Adido Comercial, Richard Gregory Wallis.

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