titulo

SustentHabilidade

Opinião e realizações

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sexta-feira de progressos no Rio

O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Estado do Rio Grande do Norte manteve nesta sexta-feira 23/JAN reuniões de acompanhamento de dois importantes projetos: o da Refinaria de Guamaré (Refinaria Potiguar Clara Camarão) e o do Centro de Excelência em Tecnologia de E&P de Petróleo em Terra (CTPET), no Rio.

Refinaria

O Secretário esteve reunido durante toda a manhã com a equipe gerencial e técnica da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras, finalizando a minuta de Termo de Compromisso para os investimentos, incentivos e incrementos relativos à Refinaria Potiguar. O Termo de Compromisso, cuja data de assinatura está sendo estimada para meados de fevereiro, deverá consolidar o processo de reconfiguração das instalações de Guamaré, incrementar sua capacidade de processamento e acrescentar a unidade de produção de gasolina automotiva.

Além disso, a Petrobras se compromete a analisar, conjuntamente com o Governo do Estado, as condições e requerimentos para processamento industrial da glicerina, subproduto da produção de biodiesel gerado nas unidades que já estão em produção em Quixadá (CE), Montes Claros (MG) e Cadeias (BA). A idéia é formar um quadrilátero de usinas de biodiesel, com a transformação das duas unidades experimentais do Pólo de Guamaré em
uma ou duas unidades industriais.

A proposta do Governo do Rio Grande do Norte é iniciar já os estudos para implantar, em Guamaré, também um pólo Glicero-químico, para reutilizar de forma sustentável a glicerina gerada pelas 4 plantas de biodiesel da Petrobras na região Nordeste, para fabricar biogasolina, aditivos, fluidos de perfuração, base para tintas, vernizes, fármacos, cosméticos, conservantes e detergentes.

Também será objeto do Termo de Compromisso a elaboração de análises técnico-econômicas, em conjunto com o Governo do Estado, para integração de matérias primas disponíveis na região (gás natural, calcário/cálcio, sal/sódio e enxofre) com vistas a instalar uma unidade industrial de fertilizantes, ou seja, especificar, orçar e viabilizar o empreendimento – que poderá ter participação de sócios privados do setor.


Além disso, o Seecretário certificou-se mais uma vez (já havia atuado neste sentido desde 28.NOV.08 quando havia temores de que a empresa cortasse os investimentos em refino) d manutenção dos montantes de investimentos relativos a Guamaré no novo Plano Estratégico da Petrobras (2009-2013), que foi anunciado oficialmente à tarde do mesmo dia.

Centro de Excelência Onshore

À tarde, o Secretário reuniu-se com equipe técnica de especialistas e pesquisadores especialistas em operações terrestres e na montagem de centros de excelência com base em fundos setoriais de Pesquisa & Desenvolvimento.

Foi elaborada uma versão inicial do projeto detalhado do Centro de Excelência em Tecnologia de E&P de Petróleo em Terra (CTPET), cujo projeto conceitual já foi submetido com sucesso ao Conselho da FINEP, em dezembro.

O projeto tem como objetivo a captação de recursos financeiros e a adesão dos diferentres atores (empresas, ICTs, instituições de ensino, associações, governos municipais, estaduais e federal, bancos e agências de fomento) visando a (i) estruturar o CTPET e dotá-lo de infraestrutura operacional; (ii) desenvolver tecnologias para equipamentos e serviços voltados especialmente para E&P em terra; (iii) suprir a demanda por Serviços Técnicos e Tecnológicos das indústrias do setor petrolífero, que atendam as exigências do mercado, tornando-as mais competitivas e com diferencial de qualidade e confiabilidade de seus produtos e serviços, e (iv) oferecer educação profissional nas regiões atendidas pelo projeto, viabilizando a ação didática por meio de soluções tecnológicas acessíveis e de fácil mobilidade, em atendimento as necessidades de pessoal qualificado para operação e manutenção, em todas as fases de Exploração & Produção.

O Secretário deseja apresentar a versão final ainda no fim deste mês, para prosseguimento do processo na FINEP e no CT-Petro (Fundo Setorial para Pesquisa alimentado pelos royalties do petróleo).

O projeto faz parte do Programa Estadual de Apoio ao Fornecedor Local da Indústria do Petróleo no RN (RN-Petro), cujo anúncio e apresentação deverão ocorrer em março e que se compõe do Centro de Excelência e Tecnologia, do Pólo Industrial do Oeste Potiguar e do Fundo de Investimentos para Fornecedores Locais, cujas iniciativas preliminares estão todas em pleno andamento.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Programa Estadual de Agroenergia tem módulo em cooperação com o Japão

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através das entidades co-participantes (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca - SAPE; Secretaria de Planejamento e Finanças – SEPLAN; Secretaria de Energia e Assuntos Internacionais - SENINT; Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN - EMATER-RN; Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte - EMPARN; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, e Universidade Federal do Semi-Árido - UFERSA) assina nesta sexta-feira, 16/JAN, Acordo de Cooperação Técnica com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) relativo ao Projeto de Inclusão Social através do Incentivo à Produção de Culturas para Geração de Bioenergia na Região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte.
O objetivo do projeto é, em uma determinada região inicial, organizar um modelo de cadeia produtiva de pequena escala - desde o cultivo, esmagamento até a comercialização - com vistas a elevar e consolidar a renda de agricultores familiares com a produção de óleo de girassol destinado à produção de biodiesel.

A área beneficiada incluirá localidades sob abrangência dos Escritórios Regionais da EMATER em Pau dos Ferros (Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Rafael Fernandes, São Miguel, Encanto e Francisco Dantas, Alexandrina, Tenente Ananias, Marcelino Vieira, José da Penha e João Dias) e da EMATER em Umarizal (Lucrécia, Frutuoso Gomes, Almino Afonso, Umarizal, Patu, Messias Targino, Olho D’Água dos Borges, Martins, Serinha dos Pintos e Rafael Godeiro) localizados na Região Oeste do Estado.

---

O projeto com a JICA encontra-se inserido no âmbito maior do Programa Estadual de Agroenergia (PROAGE-RN) que encontra-se em fase final de re-organização e que engloba, além do módulo com a JICA que ocorre apenas no Alto Oeste, uma ampla parceria com a Petrobras Biocombustíveis S.A. - PBIO cujo Termo de Compromisso deverá ser assinado em Fevereiro próximo, e outro módulo de análise e testes relativo a pinhão-manso - que também será detalhado em breve.

Pelo PROAGE-RN, estão previstos pelo menos 5 pólos produtores a serem estabelecidos no Estado, nas regiões de Mossoró-Apodi, Vale do Assu, Mato Grande e Agreste também serão contempladas com zoneamento agrícola para agricultura familiar, fornecimento de sementes e assistência técnica, metas de produção e produtividade, infra-estrutura de coleta de grãos e óleo, contrato de compra de safra por 5 anos e mecanismos de financiamento da produção.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Executivos da Kawasaki revistam oportunidades no RN


O Secretário de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, recebeu nesta quinta-feira, em Natal, uma delegação do grupo japonês Kawasaki - convidados a conhecer oportunidades de investimentos no RN. O grupo contou com a presença dos seguintes altos executivos: Sr.Yosho Shibuya, Presidente, Kawasaki do Brasil Ind. Com. Ltda.; Sr.Jorge Sawasato, Vice-Presidente Executivo, Kawasaki do Brasil Ind. Com. Ltda.; Sr.Hitoaki Takaoka, Assistant Manager, Gas Engine Project, Sales Engineer - Kawasaki Heavy Industries; Mario Honda, Gerente Comercial, Kawasaki do Brasil Ind. Com. Ltda.

Durante a reunião, os visitantes apresentaram as credenciais e interesses da empresa e receberam informações sobre diversos segmentos potencialmente candidatos ao investimento japonês nas áreas de interesse do grupo Kawasaki: infra-estrutura energética, termo-geração, logística e indústria pesada. Ficou decidida a formação de um grupo de estudo ainda em caráter informal para diagnosticar a escala de mercado de alguns empreendimentos específicos nestas áreas.

A Kawasaki Heavy Industries teve faturamento de 15 bilhões de dólares em 2008, e atua nas áreas de construção naval e civil, maquinário pesado, indústria aeroespacial, turbinas a gás e equipamentos térmicos, engenharia de ponta em energia, logística e infra-estrutura.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Visitas informais ao futuro do RN

Aproveitando as férias de meus pequenos aqui no Estado - na primeira semana de 2009 - fiz algumas visitas informais (como turista) a alguns ícones do setor energético, que aproveitei para apresentar aos dois.

A seguir publico as fotos de algumas das "7 maravilhas" do setor energético do RN, para quem não as conhece. Todas acessíveis a qualquer transeunte das estradas do Estado.

Parque Eólico de Rio do Fogo
---


Refinaria Clara Camarão - Guamaré
---

Poço Produtor - Alto do Rodrigues
---

Barragem Armando Ribeiro (futuramente uma PCH será instalada)
---

O futuro do RN é deles, e de todos os pequenos cidadãos deste maravilhoso pedaço do Brasil. Por eles trabalho e vivo ultimamente.

Feliz 2009 a todos! Ao trabalho!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O RN e a Décima Rodada de Licitações de Blocos da ANP


A ANP realizou em 18 de dezembro último, a Décima Rodada de Licitações de Blocos de Exploração, onde a Bacia Potiguar figurou como a mais atrativa dentre as regiões postas em oferta. 14 blocos situados no Estado foram arrematados por oito empresas que pagaram R$ 19,7 milhões em bonus de assinatura para obter os direitos exploratórios de procurar novas reservas. A previsão de investimento para estas áreas, considerando-se apenas o Programa de Exploração Mínimo (PEM) é de R$ 73,5 milhões. 

Isso é o que as empresas serão obrigadas a investir, no mínimo. Normalmente, a depender do sucesso das operações, estes montantes são gradualmente acrescidos de investimentos complementares. 

No total, 35 blocos foram oferecidos no setor SPOT-T4, que se estende pelos municípios de Mossoró, Açu, Apodi, Baraúna, Felipe Guerra, Governador Dix-sept Rosado e Upanema.

A Petrobras, contrariando a postura adotada por ocasião da Nona Rodada, entrou com vontade nesta Rodada, levando todos os blocos que quis: 27 dos 130 oferecidos nacionalmente, exceto um - exatamente na Bacia Potiguar, onde perdeu por pequena diferença para um grupo de Minas (que se associou com as empresas de controle do estado, CEMIG e CODEMIG, nesse bloco, em outro bloco no Recôncavo, e em quatro na Bacia de São Francisco, com 49% de investimento das estatais estaduais). 

A Petrobrás, junto com suas sócias portuguesas GALP e PARTEX (já grandes investidores em Potiguar) se comprometeram com 80% dos Bonus e PEM de US$ 298 milhões desta rodada. 

Apesar do alardeado "favoritismo" da Bacia Potiguar, foi a Bacia do Amazonas (Petrobras e Galp juntas, mais um bloco com poucos investimentos da STR) quem atraiu a maior fatia de Bonus + PEM (US$172 milhões). A Bacia Potiguar (com 13 blocos da Petrobras -- em 3 associada com a Galp, em 2 com a Partex e nos demais com 100% --, e um bloco do grupo de MG) resultou na segunda maior fatia (US$40 milhões, dos quais US$31 milhões de PEM). 

Considerando o fato de ser uma bacia madura e conhecida (contra outra reputada como "nova fronteira" - não confundir com Bacia do Solimões, onde está localizado o campo de Urucu) isso significa uma garantia de razoável continuidade de atividade de exploração na nossa bacia norte-riograndense.
 
Em termos de compromissos totais (US$298 milhões) a 10ª Rodada foi a segunda mais fraca das rodadas já realizadas. A 9ª, em 2007: US$1,157 milhões; 7ª, em 2005: US$1,288 milhões; e 6ª, em 2004: US$ 906 milhões. Foi melhor apenas que a 5ª, em 2003, primeiro ano do governo Lula, com US$130 milhões.
 
A única
major presente foi a Shell, que aplicou para cinco blocos na Bacia de  S. Francisco e os obteve praticamente sem competição. Estranhamente, deu mais dinheiro para o governo (bonus) US$4.89 milhões que para o PEM, US$4.26 milhões, que têm o mesmo peso (40%) na apuração do resultado.
 
Os resultados relativamente pobres da licitação não chegam a ser surpresa, face à menor atratividade das áreas oferecidas em relação ao badalado offshore de Santos, Campos e Espírito Santo. A presença de poucos blocos remanescentes das bacias maduras (como a Potiguar), o alto risco das bacias Paleozóicas e Proterozóicas, a falta de áreas
offshore e, sobretudo, de áreas do chamado Pré-sal serão por certo listadas como razões principais para o pouco movimento. Quanto à associação do resultado com a crise financeira internacional, é temeroso apontá-la, diante do sucesso das licitações realizadas no mesmo período na Inglaterra e na Noruega, que atrairam um número significativo de empresas.


Informação complementar (fonte: ANP): 


A 10ª Rodada de Licitações movimentou cerca de R$ 700 milhões, dos quais R$ 89,9 milhões em arrecadação de bônus de assinatura para a União e R$ 611 milhões de investimentos mínimos previstos para a exploração. O valor superou as expectativas para uma rodada sem oferta de blocos marítimos.

Quarenta grupos econômicos foram habilitados para participar desta 10ª Rodada, dos quais 23 brasileiros. A empresa colombiana Integral Servicios de Técnologia e as brasileiras Cemig, Codemig, Agemo e Sipet arremataram áreas pela primeira vez em leilões de blocos exploratórios.


Para arrematar os blocos em oferta, as empresas tiveram que considerar nas suas propostas 40% do valor total da oferta para o bônus de assinatura, 40% em investimentos para o Programa Exploratório Mínimo (PEM) e 20% em aquisição de bens e serviços nacionais dentro do programa de Conteúdo Local.


A assinatura dos contratos de concessão das áreas arrematadas na 10ª Rodada está prevista para abril.


.