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SustentHabilidade

Opinião e realizações

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tribuna do Norte: Charge de Amâncio (15DEZ09)

RN vê preço baixo mas apoia setor

Jornal do Commercio | Caderno Economia
Coluna JC Negócios | Fernando Castilho
Publicado em 25.12.2009, Recife-PE


O secretário extraordinário de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Terra Prates, confessa que achou o preço baixo. “Temo pela viabilidade de alguns projetos”, admite. “Mas faremos todo o possível para ajudar os projetos do RN. Não acredito que os preços tenham sido baixos só pela oferta de equipamentos baratos. Acho mesmo é que, na primeira parte do leilão, o Governo espremeu mesmo o preço-teto, assustando muitos participantes e deixando apenas aqueles com coragem de arriscar mais. Por expectativa de retorno mais baixo (estatais), ou por terem interesse estratégico em iniciar atividades no Brasil”.

» Pré-sal e eólica

Jean-Paul Prates, do RN, adverte que seu estado trabalhou para captar o maior número de projetos no leilão. “Desde 2008, quando fizemos novos levantamentos, temos dito que temos um ‘pré-sal de eólica’. A região tem um dos maiores potenciais do mundo”.

» Novos negócios

Jean Prates quer atrair mais investidores e operadores do setor eólico mundial. “Já temos Iberdrola e Petrobras. Agora virão Furnas, Eletronorte, Bioenergy, CPFL, Dobreve, Martifer e Gestamp. E temos os projetos habilitados que ficam fora. Vamos até eles”, promete.

Eólicas no Jornal do Commercio (Recife, PE)

Caderno Economia
Coluna JC Negócios
Fernando Castilho

Eólica com crédito de carbono
Publicado em 25.12.2009

No meio de debate que se seguiu aos resultados do primeiro leilão de energia eólica do Brasil existe uma conta que muita gente ainda não fez e que ajuda a explicar porque é que de uma rajada de vento para outra, tanta gente de peso no setor elétrico entendeu de produzir energia na base do catavento. E como é que conseguiram fechar contratos que, na média, deixaram o MW em R$ 140,00, assustando gestores públicos, estarrecendo fornecedores de equipamentos e surpreendendo até mesmo o Governo Federal.

É que em todos os projetos foram incluídos fatores que passam a quilômetros de um turbina eóli
ca e tem a ver com real valorizado, incentivos fiscais em nível federal, estadual e municipal (inclusive isenção de IPI), baixo custo de capital, longo prazo para os financiamentos (BNDES e BNB, Finame a 4,5% ao ano, com 10 anos de amortização), FNE Verde, com 20 anos para amortização e crédito carbono.

É isso mesmo: credito carbono. O que pouca gente sabe é que para cada 3 MW/hora gerados num parque eólico no Nordeste, além dos benefícios fiscais, há uma redução de 1,18 toneladas de CO². Isso corresponde a 1,18 créditos de carbono por hora a um preço de aproximadamente 12,5. Ou s
eja: para cada 3 MW gerado por hora, haverá uma receita de 14,75 complementar à receita de venda da energia para o setor elétrico, o que pode perfeitamente compensar os preços praticados no leilão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Comentários sobre o RN no Leilão Eólico

O Leilão de Energia de Reserva proveniente da fonte eólica corou o Estado do Rio Grande do Norte como sendo o Estado campeão na quantidade de parques eólicos a ser implantados no Brasil, e também na quantidade de energia que disponibilizará para o consumo.

Do total de 753 Megawatts médios vendidos, o Rio Grande do Norte foi o primeiro colocado com 286 MW médios. Isto corresponde afirmar que serão implantados 23 parques totalizando uma capacidade instalada de aproximadamente 657 MW.

Para se ter uma idéia da grandiosidade do potencial eólico do Rio Grande do Norte, esse número representa 60% da energia eólica do PROINFA (programa do governo que em 2004 incentivou as fontes alternativas com parques ainda em fase de implantação).

O ranking da classificação pode ser visto no quadro abaixo:

Os municípios norte-riograndense que terão parques instalados com o resultado deste primeiro leilão são:

Estima-se que os investimentos demandados para a implantação desses parques são da ordem de três bilhões de reais, movimentando toda a indústria potiguar com fornecimentos associados, bem como a geração de inúmeros empregos com a construção civil, a montagem e a instalação desses parques.

Numa análise final, o número correspondente ao Megawatt hora vendido é baixo, levado para o patamar inferior por decorrência da participação de algumas estatais. Enquanto a média do Megawatt hora no Estado do Rio Grande do Norte ficou no patamar de R$ 150,00, houve parque adjudicado por R$ 131,00/ MegaWatt hora, isto no Rio Grande do Sul.

Compilação de dados e texto: Milton Duarte de Araujo, Consultor, Diretor da CASE Consultoria e Serviços Ltda.

RN é o campeão das novas eólicas do Brasil

O Estado do Rio Grande do Norte foi o primeiro colocado em projetos vencedores, em número de megawatts vendidos no Primeiro Leilão de Energia de Reserva Exclusivamente de Fonte Eólica da história do Brasil, realizado ontem.

O quadro abaixo descreve a classificação por estado:


Com este resultado alcançado no leilão, será viabilizada a construção de 23 novos empreendimentos de geração eólica no Estado, num total estimado de 657MW de potência instalada (atualmente, o RN tem 51,2MW em operação e 151,8 em construção = total 203MW).

Isso significa, portanto, que a participação bem sucedida do RN no leilão garantiu um numero de megawatts treze vezes maior do que a capacidade instalada atualmente. Assim sendo, as estimativas desta Secretaria de Energia, publicadas previamente pela imprensa estadual, foram confirmadas.

O leilão foi bastante disputado. Foram necessárias 75 rodadas uniformes e um rodada discriminatória para que se definisse os vencedores. Os contratos a serem firmados pelos empreendedores terão 20 anos de duração e serão contemplados na modalidade por quantidade, ou seja, as plantas vão entrar na base do sistema e sempre gerarão energia. A responsável pela compra dessa energia será a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que repassará os custos para os consumidores por meio do Encargo de Energia de Reserva, que será recolhido pelas distribuidoras. O volume financeiro transacionado nesses contratos é de quase R$20 bilhões.

O Leilão, nacionalmente, resultou na contratação de 1.805,7 MW, a um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh. O preço médio do RN foi de R$150,96 por MWh contratado. A relação dos projetos que negociaram no Leilão de Energia Eólica está disponível na página da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE na internet (www.ccee.org.br).

A região Nordeste foi a grande vencedora do certame. Do total, 66 projetos estão localizados lá.




No Rio Grande do Norte, Estado campeão em potência instalada, serão construídos 657MW de usinas.
Os empreendedores vencedores no RN foram Petrobras, Dobrevê Energia (Grupo Mawee), Consórcio Brasil dos Ventos (Furnas, Eletronorte, Bioenergy e JMalucceli), CPFL (Santa Clara) e Gestamp (na Serra de Santana). O Ceará aparece em segundo lugar com 542,7MW, a Bahia possui 390MW e Sergipe tem outros 30MW. No Sul, somente o Rio Grande do Sul venceu, com 186MW.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Jornal de Fato sobre o Pré-Sal - Domingo 06/12/09

O que o RN tem a ver com isso?
JOTTA PAIVA
Jornal de Fato, Mossoró-RN

Muita coisa.

O Rio Grande do Norte e demais Estados brasileiros não serão meros coadjuvantes na participação dessa nova fase de desenvolvimento do país que chega através do pré-sal. As oportunidades para as regiões que não estão na zona de convergência de exploração das novas reservas de petróleo chegarão em dois momentos: de forma geral e específica.

De maneira genérica, a riqueza do pré-sal será compartilhada através da democratização da receita: com a partilha dos royalties - 15% que vai incidir sobre a receita, o que representa um acréscimo de R$ 300 milhões a mais para os cofres dos Estados - e, principalmente, o Fundo Social, que investirá outros milhões em atividades prioritárias: combate à pobreza, educação, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental.

Mas, não para por aí. 3% desse montante serão destinados ao combate à degradação ambiental, o chamado "royalty verde". No Rio Grande do Norte, esses recursos servirão principalmente para ampliar os investimentos nas "energias verdes": a eólica e solar, aproveitando que os litorais potiguar e cearense são os maiores potenciais para esse tipo de investimento.

Já os investimentos específicos dizem respeito ao efeito multiplicador do pré-sal nos Estados, sobretudo aqueles que já lidam diretamente com a produção e exploração de petróleo. Para o Secretário de Energia do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates, isso significa a utilização do mercado de trabalho, a capacitação da mão-de-obra e aproveitamento da indústria já em atividade. "Para isso, é necessário que haja mais investimentos por parte dos Estados para garantir a qualificação dos profissionais e aproveitamento desse mercado", disse o secretário.

Ele acredita que o Senai, Sebrae e RedePetro, que envolve mais de 60 empresas do ramo, terão um papel fundamental nesse processo, assim como o Centro de Treinamento do Gás (CTGÁS), que terá de ampliar sua atuação no Estado. "A partir de 2010, começaremos o processo de instalação de um estaleiro de calado raso, para reparos e fabricação de barcos de apoio - balsas, rebocadores - que atende a uma demanda da indústria naval brasileira", disse Jean Paul. Ele explica que, enquanto se constroem estaleiros para produção de navios por todo o país, as pequenas embarcações precisam se deslocar até os Estados Unidos da América para fazer reparos. "É um mercado que está aberto e vamos aproveitar", completa.

Além de tudo isso, ainda há a esperança de que, num futuro próximo, daqui a cinco ou dez anos, a Petrobras decida, a partir de incentivos realizados pelos governos estaduais, pesquisar o litoral nordestino na perspectiva de também descobrir novas províncias petrolíferas. A possibilidade de encontrar pré-sal no litoral nordestino ainda é controversa, mas a própria Petrobras já sinalizou realizar investimentos futuros, começando pelo litoral cearense.

Para o secretário Jean Paul Prates, o grande desafio do próximo governo do Rio Grande do Norte é integrar as conquistas nas áreas econômicas, transformando esta região numa das mais competitivas no país. Ele ressaltou os investimentos que já foram feitos na área de energia - que tornarão o Estado autossuficiente -, refinaria Clara Camarão, aeroporto de São Gonçalo do Amarante e outros, como fatores determinantes para essa nova posição.

Reduzir queda de produção é o desafio
Enquanto esse "milagre" econômico não chega, é preciso abrir os olhos para uma questão caseira: a produção de petróleo em terras potiguares, que vem caindo continuamente. Só neste ano, o Estado perdeu três vezes o posto de maior produtor de petróleo em terra do país.

Embora os números sejam desfavoráveis, o gerente de comunicação da Unidade de Negócios do RN/CE, Flávio Eleotério, fala em projeções ambiciosas. Segundo ele, a estatal quer ampliar a produção local para 100 mil barris/dia. Mas, para que isso aconteça, é preciso vencer a burocracia dos órgãos ambientais.

Conseguir a liberação para explorar áreas de preservação ambiental é o grande desafio da empresa petrolífera. Mais que isso, é preciso que a estatal dê fim aos resíduos tóxicos de perfuração deixados ao longo dos 30 anos de atividades em terras potiguares.

O Governo é sensível e garante que tudo isso será superado. Jean Paul Prates assegura que a Petrobras terá as liberações ambientais, tão logo seja suprimido o acúmulo de processos nessa área. Ele alerta que a redução na produção se deu principalmente devido à falta de investimento no setor da década de 1990 até 2003. "Os reflexos disso estão sendo sentidos agora", explica.

Para o secretário, as deficiências de hoje, sobretudo a redução dos royalties de exploração distribuídos aos municípios, serão superadas com as liberações ambientais, a revitalização dos campos marginais e com os novos investimentos, que devolverão ao RN o topo no ranking de produção nacional.

sábado, 28 de novembro de 2009

Veja quantos barris de petróleo foram consumidos pelo mundo enquanto você visita este site

Tribuna do Norte: EPE habilita 105 projetos do Rio Grande do Norte


Renata Moura - Repórter de Economia - Tribuna do Norte - 27 de Novembro de 2009

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou ontem o número de projetos habilitados para disputar o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, mantendo o Rio Grande do Norte como líder em oferta de megawatts (MW), mas agora em segundo lugar, no país, em total de empreendimentos. O primeiro colocado, em quantidade de empreendimentos, agora é o Ceará. Tecnicamente, 105 projetos com possibilidade de implantação no RN continuam no páreo, com uma oferta de 3.629 MW. No Ceará, 108 projetos, com 2.515 MW, têm o sinal verde do órgão.

Antes da fase de habilitação, que é, na verdade, uma filtragem dos participantes, 134 projetos, com uma soma de 4.745 MW no RN, tentavam entrar na disputa. No Ceará, eram 118 projetos, com uma oferta de energia de 2.743 MW. “Essa “redução” é normal, faz parte do processo de triagem do leilão”, afirma o secretário estadual de Energia, Jean-Paul Prates. Dos 441 projetos inscritos nacionalmente, 339 foram habilitados, após conferência de documentos jurídicos, institucionais e técnicos, como licenças. O total de MW ofertado caiu de 13.342 para 10.005. A habilitação foi faz parte da pré-seleção do leilão. A primeira fase foi a inscrição dos projetos.

O levantamento divulgado ontem mostra que em termos de potência instalada, o Rio Grande do Sul vem em terceiro lugar, com 67 empreendimentos e 2.238 MW. Prates avaliou a habilitação como “razoavelmente boa” e foi além: “Metade desses projetos no Brasil não está pronta para ir a leilão. Muitos ainda não são competitivos o suficiente. Ainda há nesse meio muita espuma”.

O leilão está marcado para 14 de dezembro e é só nesse momento que os investidores deverão saber quanto o governo federal está disposto a comprar. O secretário estima que serão demandados cerca de 1.500 MW médios, o que equivale a 3 mil MW instalados. A expectativa é que, desse total, pelo menos 300 MW médios ou 600 instalados, sejam comprados de investidores com projetos no RN. A lista dos que foram habilitados ainda não foi divulgada. Nomes de peso estavam, no entanto, na disputa. O Consórcio Brasil dos Ventos detinha a oferta mais agressiva de energia: 600 MW. O Thermes, do grupo EIT vinha em segundo, com 405 MW. Também estavam na lista a Dobreve, do grupo Mawee, a Alupa, a Gestamp, a Pacific Hydro, o Iberdrola, a Petrobras, e o grupo Queiroz Galvão.

Os projetos que não saírem vencedores não deverão, no entanto, ser engavetados de vez. A perspectiva do Estado, pelo menos, é que o governo federal estabeleça um calendário anual de leilões, o que daria fôlego para que os investidores mantenham e até robusteçam seus projetos. O estado também luta para que o governo federal coloque em concessão uma linha de transmissão, essencial para o escoamento da energia. A tarifa de transmissão do RN, antecipada pela EPE para que os investidores possam tomar como base no leilão, é outro ponto que deverá estar em pauta em reuniões previstas para a semana que vem no Ministério das Minas e Energia. A tarifa foi estimada em cerca de R$ 8, enquanto a do Rio Grande do Sul está na casa dos R$ 2, segundo Jean-Paul Prates. “É uma desigualdade enorme”, avalia.

Leilão poderá dobrar os MW instalados no RN


Um parque eólico leva de um ano e meio e dois anos para ficar pronto. Hoje, estão em operação no estado um da Petrobras, gerando 1,8 MW e um do grupo espanhol Iberdrola, com 49,3 MW. Para 2010 é prevista a implantação dos parques Alegria 1 e Alegria 2, da New Energy Options, o que deverá elevar para 200 a quantidade de megawatts instalada no estado. Se as previsões do estado se confirmarem, o leilão eólico poderá pelo menos dobrar essa capacidade nos próximos anos.

Os contratos firmados a partir do leilão terão duração de 20 anos. O preço inicial para os lances foi definido em R$ 189 por megawatts/hora (MW/h), abaixo do que o setor esperava. “Esperávamos que ficasse em torno de R$ 200 por (MW/h). O pessoal vai ter que ser muito agressivo com a tarifa para chegar a isso. O governo está puxando o valor para baixo para ver até onde o fôlego do investidor aguenta”, disse Prates, em entrevista anterior à TRIBUNA DO NORTE.

Os empreendimentos que ofertarem os maiores deságios sobre o valor inicial vencerão o leilão. Apesar de ter ficado menor que o esperado, o valor é mais alto que o pago pela energia de fonte hidráulica. No caso da Hidrelétrica de Jirau, por exemplo, o teto era de R$ 91 e terminou o leilão em R$ 71,40 por megawatt/hora, com deságio de 21,6%.

Os contratos de compra e venda de energia terão validade a partir de julho de 2012. O leilão será realizado na modalidade de reserva, com a contratação de um volume de energia maior que a demanda. Por garantir contrato de compra com o governo federal e preço mínimo para a energia, o leilão será determinante para que os projetos previstos para o estado saiam do papel ou não.

Potência

A potência habilitada para o leilão eólico é uma vez e meia maior que a que será produzida pela usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (RO).

A maioria dos projetos habilitados é da Região Nordeste, onde está o maior potencial eólico do país, com empreendimentos na Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A EPE também habilitou projetos no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Foto: Júnior Santos

sábado, 21 de novembro de 2009

Ainda o Pré-Sal e o RN...

O blog Território Livre, de Laurita Arruda, pergunta e nós respondemos. Veja abaixo. Agradeço à colunista, antecipadamente, pelo espaço.

Deu em O Globo

O Rio de Janeiro vai deflagrar na próxima semana uma ofensiva para impedir que cresça a onda em favor da alteração da atual legislação de distribuição de royalties de petróleo, ampliando para as áreas já licitadas do pré-sal e até do pós-sal a nova divisão da arrecadação.

Se efetivada, a mudança representará um golpe nas receitas do estado, maior produtor de petróleo do país, que arrecadou R$ 6,7 bilhões em 2008 em participações governamentais. O governador Sérgio Cabral desembarca terça-feira em Brasília para se reunir com o relator do projeto que cria o modelo de partilha de produção, deputado Henrique Eduardo Alves Piauí, Wellington Dias, e do Ceará, Cid Gomes, que representarão os estados do Nordeste. (PMDB-RN), e os governadores do

Segundo Alves, o objetivo é alcançar entendimento sobre as reivindicações apresentadas recentemente pela bancada do Nordeste. A principal proposta nordestina é estender para as áreas já licitadas do pré-sal os novos índices de distribuição. Pelo texto do relator, caberão aos estados e municípios não produtores 44% da receita de royalties, um volume muito superior aos atuais 7,5%. A divisão do que já está licitado seria feita sob a atual alíquota de 10%, para não mexer nos contratos. Para os novos campos do présal, a alíquota foi ampliada para 15%.

Para Alves, a discussão deixou de ser técnica, ainda não passou pelo crivo jurídico, mas se tornou eminentemente política. Ele lembra que a aprovação, com relativa facilidade, do seu parecer na Comissão Especial deve-se ao tamanho reduzido desse fórum. No plenário, com 513 parlamentares, “o jogo é diferente”. Por isso, não arrisca indicar no que pode resultar a conversa entre os governadores, sugerida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira, em viagem que fizeram juntos.

TL COMENTA: Pergunta que não quer calar, o RN vai ficar assistindo o cabo de guerra à distância? Na guerra que se forma entre o RJ e alguns estados do Nordeste, onde fica o Rio Grande do Norte? Com a palavra o secretário (carioca) Jean Paul Prates.


Em resposta, na forma de comentário, postei o seguinte:

Querida Laurita.

Obrigado pela deferência.

Em primeiro lugar, apesar de carioca de nascimento (como, aliás, tb o relator Dep Henrique Alves), defendo os interesses do RN nesta discussão (como ele também).

A Governadora Wilma e eu temos posicionado o Estado claramente a favor da distribuição mais igualitária dos royalties do Pré-Sal por todos os estados do Brasil. No caso específico das reservas pré-salinas já conhecidas, isso é por entender que este é um recurso localizado em águas territoriais nacionais, a mais de 250km da costa - portanto, apesar de alguns quererem ver intriga onde não existe, estamos com o Relator - que teve a difícil missão de conciliar interesses difíceis – tanto entre estados quanto entre empresas, instituições e cidadãos divergentes.

É importante lembrar que foi a Governadora Wilma quem tomou a iniciativa, no Fórum dos Governadores em Fortaleza, de cuja assessoria participei, da moção de apoio ao relatório do Dep Henrique Alves. Durante aquela reunião, no entanto, surgiram propostas de parte dos Governadores do PI, de PE e do CE no sentido de tentar identificar uma forma legalmente válida para redistribuir TAMBÉM os royalties das áreas já concedidas.

Em princípio, o RN pode perfeitamente apoiar esta iniciativa, uma vez que ela ANTECIPA o recebimento destes royalties, embora entendamos que – juridicamente – esta retroatividade deverá suscitar demandas judiciais entre os grupos de estados antagônicos (os que recebem mais atualmente e os que querem mais do mesmo bolo, a partir da nova lei).

Quanto à questão das ditas "áreas estratégicas", que também teriam royalties de 15% distribuídos pela nova lei, é bom lembrar que tal abertura não foi criada pelo Relator Dep Henrique Alves, e sim advinda do projeto original apresentado pelo Governo Federal. Nela, há uma menção à possibilidade de aplicação de royalties de 15% a áreas terrestres (que, neste caso, teriam distribuição a menor para os estados produtores).

O mal-entendido (ou "mau-entendido") desta semana no JH foi exatamente sobre esta questão. A reportagem inferiu que o Dep Henrique prejudicaria o RN com esta provisão. Entrevistado, expliquei que este dispositivo dificilmente viria a ser aplicado à Bacia Potiguar – dadas as suas condições inteiramente convencionais de produtividade e risco, que não justificam, nem técnica nem economicamente, tal alteração de status, por parte de definição do CNPE.

Assim sendo, nossa Bacia Potiguar continuará exatamente como está, ou seja, regida pela Lei 9.478/97 que regulamenta o regime de concessões.

Saliente-se, por fim, que em momento algum afirmei ou mesmo induzi à conclusão de que seria o trabalho do Dep Henrique prejudicial ao Estado.

Mesmo na remota hipótese deste conceito de "área estratégica" (do qual ele não é criador) vir a ser proposto para o RN, nenhum governante ou parlamentar, atual ou futuro, sabendo da redução de receita que resultaria para o Estado da mudança de status, permitiria ou permitirá a sua aplicação. Ao relator cabe conciliar inúmeros e diversos interesses nacionais, e por certo ele haverá de ter razões para manter as disposições quanto a áreas terrestres estratégicas (o MME já declarou, por exemplo, ser favorável à inclusão da Bacia Sedimentar do São Francisco, no Noroeste de MG, neste conceito).

O fato de haver tal provisão não implica absolutamente que a Bacia Potiguar venha a ser incluída nele, pelo contrário: afirmamos que, a não ser que ocorra fato novo, em solo potiguar, no mínimo de igual ou maior significância para o País, a chance de sermos enquadrados na nova lei é irrisória e carecerá de argumentos para sustentação.


Resumindo: o RN é favorável ao pleito dos estados brasileiros não confrontantes ao atual Pré-Sal e defenderá também (como aliás tem feito o Relator Dep Henrique) uma definição OBJETIVA e CLARA do que poderão ser consideradas áreas estratégicas fora dele.

Espero ter esclarecido tudo. Agradeço pelo generoso e valioso espaço para tal.

Um abraço


Jean-Paul Prates – Secretário de Energia do Estado do Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presidente Lula na Refinaria Potiguar Clara Camarão

Nesta quinta-feira, dia 19 de novembro (Dia da Bandeira), o Presidente Lula visitará as obras de implantação e expansão da mais nova unidade de refino da Petrobras no Brasil: a REFINARIA POTIGUAR CLARA CAMARÃO, em Guamaré, município do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Norte.

Esta é uma conquista importante para os norte-riograndenses, em que foi preponderante a parceria e o bom entendimento do Presidente Lula, da Governadora Wilma de Faria, da Ministra Dilma Rousseff (desde a sua gestão à frente do Ministério de Minas e Energia), e principalmente da PETROBRAS, empresa que o Estado se orgulha de hospedar em seu território, e que faz dele o maior produtor de petróleo terrestre do Brasil.

Como todas as refinarias da Petrobras, a Refinaria Clara Camarão poderá refinar tanto petróleo pesado da Bacia de Campos como petróleo leve do pré-sal. Entretanto, nesta primeira fase, o petróleo que será processado pela refinaria será aquele produzido no próprio estado do Rio Grande do Norte.

A capacidade inaugural de processamento da RPCC será de 30 mil barris de petróleo por dia (podendo alcançar 35 mil barris/dia já a partir de melhoramentos a serem introduzidos nas unidades já existentes durante as obras entre 2009-2010). Além disso, a RPCC produzirá 4,5 mil barris diários de gasolina, o que tornará o estado auto-suficiente em relação a este produto, e 11.700 m3 de GLP, a partir de líquidos de gás natural. As UPGNs têm capacidade de processamento para os 2,5Nm3/d produzidos na Bacia Potiguar.

Os planos de expansão e aprimoramento da unidade, a partir de 2012, projetam uma capacidade futura de pelo menos 60 mil barris de petróleo por dia, a depender da retomada da curva ascendente de produção dos campos terrestres (programada para 2010) e do comportamento dos mercados regionais a serem abastecidos.

A partir do equacionamento da questão de acesso marítimo em maior escala, a RPCC poderá até ser expandida, numa terceira fase, para atingir os 120 mil barris/dia de processamento, que garantiriam a máxima agregação local de valor a todo o petróleo produzido no RN.

Desde a sua implantação, o Pólo de Guamaré recebeu um montante de investimentos de US$ 1,65 bilhão.

A Refinaria Clara Camarão resultará da integração e eficientização das unidades pré-existentes somada ao investimento na ampliação e construção de novas instalações, cujo investimento será, nesta primeira fase (até 2010), de US$ 191 milhões, totalizando investimento total histórico de US$ 1,84 bilhão.

Finalizadas as obras desta primeira fase (OUT/2010), a Clara Camarão contará com um novo quadro de bóias com capacidade para atracar navios de até 120 mil toneladas de porte bruto (TPB) num dos quadros localizado a 28km da costa e de até 60 mil TPB em outro localizado a 22km da costa.

Assim sendo, o Rio Grande do Norte passará a dispor de uma refinaria moderna, que produzirá após a conclusão desta fase: 18 mil m3 de gasolina, 42 mil m3 de diesel, 7.500 m3 de QAV, 11.700 toneladas de GLP e 3 mil m3 de nafta petroquímica.

Homenagem a Clara Camarão, índia brasileira que liderou um grupo de nativas na luta contra os holandeses durante a colonização, esta será a primeira refinaria da Petrobras que recebe nome de mulher. Clara Camarão comandou um batalhão feminino que teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.

A Clara Camarão é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar sua produção em 1,2 milhões de barris/dia até 2015.

A capacidade de refino da Petrobras no Brasil é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia.

Com isso a Petrobras terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ATUALIZAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE DADOS SOBRE AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA + AUTONOMIA EM FONTES = SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS

O Secretário de Energia do Estado, Jean-Paul Prates, finalizou e confirmou hoje os números exatos acerca da almejada auto-suficiência energética do Rio Grande do Norte.

Segundo Prates, atualmente, a demanda média do Estado é de 600 megawatts e a capacidade de geração no Estado, considerando Rio do Fogo, Macau (eólicas), Termoaçu (a gás) e Potiguar I e III (diesel) é de 510,1MW.

“Com a entrada em operação dos parques eólicos de Alegria I e II em Guamaré (151,8MW), prevista para 2010, atingiremos 661,9 MW de capacidade instalada para gerar energia no Estado.


Isto significa que ultrapassaremos a auto-suficiência em capacidade instalada e, principalmente, que teremos autonomia de fontes energéticas, uma vez que esta capacidade será alimentada por ventos, gás natural e petróleo captados ou produzidos no próprio RN."

"Com efeito, esta é uma das grandes realizações da Governadora Wilma de Faria nos seus dois mandatos à frente do Governo do Estado. O fato concreto de que esta Administração terá propiciado a CONSTRUÇÃO DE TODO o sistema de unidades de geração de energia que, ao final dos dois mandatos, representará a auto-suficiência em capacidade de geração instalada e a autonomia de fontes para esta auto-suficiência."

AO ASSUMIR, A GOVERNADORA WILMA DE FARIA ENCONTROU ZERO DE CAPACIDADE INSTALADA PARA GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN. AO ENTREGAR O GOVERNO AO SEU SUCESSOR, DEIXARÁ UM CONJUNTO DE OBRAS PRONTAS QUE POSSIBILITARÃO AO RN, SE NECESSÁRIO, GERAR TODA A ENERGIA QUE CONSOME (OU SEJA 661,9MW)

E, MAIS IMPORTANTE AINDA, A PARTIR DE FONTES PRODUZIDAS NO ESTADO (DERIVADOS DE PETRÓLEO/GÁS E VENTOS).

AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN
+ AUTONOMIA EM FONTES ENERGÉTICAS ESTADUAIS
= SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS


Sob a Administração Wilma de Faria, o RN alcançará, em 2010, a auto-suficiência em capacidade de geração energética, representada pela conclusão da Usina Termelétrica do Vale do Açu (Termoaçu), em agosto de 2008, e das UTEs Potiguar I e III (Macaíba), em 2009 - somando-se aos parques eólicos da Iberdrola em Rio do Fogo (que iniciou suas operações em abril de 2006) e da Petrobras em Macau (iniciou operação em janeiro de 2004), além da conclusão prevista para os parques eólicos de Alegria I e II em 2010.

Contabilizando-se as capacidades de geração instaladas (na régua de tempo do ano de sua entrada em operação), temos:

2004
UEE Petrobras/Macau
Investidor/Operador: Petrobras,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 1,8MW

2006
UEE Rio do Fogo (Proinfa)
Investidor/Operador: Iberdrola,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 49,3MW

2008
UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu)
Investidor/Operador: Petrobras e NeoEnergia (Previ BB e Iberdrola)
Fonte: Gás (produzido no RN)
Status: operacional, despachos intermitentes, sob demanda. (Quando gerar vapor, em 2010, gerará 155MW em contínuo.)
Capacidade nominal: 340MW (projetada para 500MW em 2020).

2009
UTEs Potiguar I e UTE Potiguar III
Investidor/Operador: Companhia Energética Potiguar (Petrobras + Global Energia)
Fonte: Diesel (produzido no RN)
Status: totalmente operacionais para despacho emergencial
Capacidade nominal: 53MW + 66MW = 119MW

2010
UEEs Alegria I e Alegria II (Proinfa)
Investidor/Operador: Multiner/New Energy Options (NEO)
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: em construção, operação prevista para 2010
Capacidade nominal: 51MW + 100,8MW = 151,8MW

Portanto, pode-se afirmar que, durante a gestão Wilma de Faria, foi instalada TODA a capacidade de geração atualmente instalada (ou em construção) no Estado, resultando no seguinte balanço positivo:

Demanda média de energia do Estado: 600MW.
Total de capacidade de geração instalada no Estado (2009-2010): 661,9MW

-------------------------------
Mas não se pára por aí.

Há projetos cuja conquista e viabilização se deram durante esta gestão, que já se encontram licitados, com contrato de energia assegurado ou em implantação, como por exemplo:
UTE MC2 Macaíba (UTE, óleo combustível, vencedora no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 232MW
UTEs Potengi I e II (UTE, óleo combustível, vencedoras no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 162MW
UTE Biomassa Baia Formosa (vencedora no 3o. Leilão de Energia Nova, em implantação) --> 32MW

Capacidade Instalada (2010) + Capacidade Contratada (2010-2013) = 1.087,9 MW

E ainda temos, em projeto já acordado com investidores:


Usina Experimental Solar (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 1,2MW, podendo ser de 30MW caso haja aproveitamento do vapor na reinjeção em poços de petróleo (como ocorre com a Termoaçu), e
PCH Armando Ribeiro Gonçalves (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 3,8MW

e, ainda, os projetos eólicos inscritos para o leilão federal de novembro de 2009, onde é licito esperar que, de 4745MW em 138 projetos, tenhamos pelo menos mais 250MW (podendo chegar a 675MW) vencedores, com construção iniciando-se já em 2010.

Cômputo final, CAPACIDADE DE GERAÇÃO INSTALADA + EM INSTALAÇÃO, período 2003-2013, no RN: 1,796,7 MW.
Ou seja, o TRIPLO da necessidade de suprimento da demanda local – sendo que as fontes para tal geração são de produção/disponibilidade local (petróleo, gás, ventos)

OU SEJA, AUTOSUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO COM AUTONOMIA DE FONTES
= SEGURANÇA ENERGÉTICA.



Mais info...

OBSERVAÇÃO 1: A auto-suficiência em capacidade de geração NÃO implica em que o Estado pare de comprar energia do sistema nacional, pois, regularmente, é mais economicamente viável adquirir a "energia média" do sistema (gerada por Chesf, Tucuruí, Furnas, por exemplo). Até porque algumas térmicas listadas acima são emergenciais, ou seja, só geram em caso de necessidade. Isso não tira a relevância do fato de termos, no RN, capacidade instalada para gerar o que consumimos. Há guerras e grandes questões diplomáticas no mundo acerca do conceito de segurança energética e autonomia de fontes.

OBSERVAÇÃO 2: A UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu) foi um investimento de 300 milhões de dólares que utiliza o gás natural para a produção de energia elétrica. A usina tem uma capacidade de geração nominal de 340 MW e produção de 610 t/h de vapor, dos quais 300 MW serão adquiridos por 2 concessionárias de energia, sendo uma do Estado. A Petrobras ficará com uma parcela menor de 610 t/h vapor para consumo nos campos de petrolíferos do Estado. No pico das obras da Termoaçu, entre 2007 e 2008, foram gerados 2.200 empregos diretos. A maioria dos empregos gerados, cerca de 60%, esteve concentrado na região do Vale do Açu.

OBSERVAÇÃO 3: Empreendimentos do PAC, as Usinas Potiguar I e Potiguar III são movidas a óleo diesel. Potiguar I têm capacidade instalada de 53 MW e Potiguar III de 66 MW, somando uma potência total instalada de 119 MW, o que corresponde a 19% da demanda de energia elétrica do Estado (600 MW). As unidades são de propriedade da Companhia Energética Potiguar (CEP), que tem a participação da Petrobras e da Global Energia Participações Ltda. O investimento para a construção das usinas foi de R$ 116 milhões; e a obra gerou 600 empregos diretos e 1.500 indiretos durante a sua construção. A operação comercial das usinas foi iniciada em março deste ano. Instaladas no município de Macaíba, as unidades são vencedoras do Leilão A-3, realizado em 2006, com contrato por um prazo de 15 anos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RN é visto pelo RS como o "rival do norte" na eólica.


Publicamos a seguir quadro especial da reportagem publicada no Jornal Zero Hora (de Porto Alegre - RS) de 8/11.

Se quiser ver o conteúdo da reportagem entre no site www.zerohora.com.br, vá até edições anteriores na edição de 8/11 e clique no caderno Dinheiro.



VIVER DE VENTO

O RIVAL DO NORTE

Grande adversário do Rio Grande do Sul na disputa de dezembro, o xará do Norte teve o maior número de projetos cadastrados para o leilão do dia 14 de dezembro – 138, somando 4.745 megawatts.

Como foi só o primeiro passo, não significa que vai definir o grande campeão de vendas. No entanto, o entusiasmo do secretário extraordinário de Energia e Assuntos Internacional do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates, indica que o páreo será duro:

– Nosso potencial eólico é o melhor do Brasil. Conseguimos ganhar no quesito atratividade, agora temos de ver como vamos nos sair na competitividade.

Mesmo exibindo a quantidade de projetos como troféu, Prates avalia que há “muita espuma” – ou seja, projetos com pouca chance de se concretizar. No Nordeste, estima, pelo menos metade. O secretário admite ainda que o Rio Grande do Norte “saiu muito mais de trás” na disputa pelos investimentos dessa indústria florescente, na sua avaliação ainda muito mal regulada.

– A gente sabe que nosso Estado tem mais dificuldade, e a principal é a conexão às linhas de transmissão – reconhece Prates.

Para driblar as deficiências, negocia com os empreendedores a implantação de Instalações de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada (ICG), forma de reduzir o custo e permitir que a energia gerada pelos ventos chegue à rede de distribuição. No Rio Grande do Norte, funciona o segundo maior parque do país – já que o Rio Grande do Sul abriga o maior da América Latina, o Ventos do Sul, de Osório. Mesmo assim, ambos enfrentam dificuldades. Os potiguares tentam construir, com ajuda do Ceará, um polo industrial bilateral para receber fabricantes de equipamentos, hoje poucos e concentrados no Sudeste.

– Cada aerogerador (conjunto de torre e pás) exige transporte em sete carretas. Se instalarmos cem aerogeradores, seriam 700 carretas trafegando pelas estradas – exemplifica Prates para justificar o empenho na atração de fornecedores.

Para facilitar a criação do polo, o Estado planeja lançar um pacote tributário, com participação ainda no financiamento de infraestrutura, água e terreno.

– Qualquer alívio fiscal que puder ser dado ao setor eólico será dado. Quem investir no Rio Grande do Norte poderá bradar aos quatro ventos, literalmente, que está produzindo e consumindo energia limpa. Hoje, isso pode parecer bobinho, mas no futuro vai valer muito – justifica Prates.

www.zerohora.com.br, edição de 8/11, caderno Dinheiro

domingo, 8 de novembro de 2009

Secretário de Energia discute apoio financeiro à indústria potiguar com diretoria da Petrobras

Coluna Luciano Kleiber (09/NOV, 18:00)

O Secretário Estadual de Energia e Assuntos Internacionais, Jean-Paul Prates, se reuniu na manhã de hoje, 9, com a diretoria financeira da Petrobras para discutir o programa de apoio à indústria local, através da criação de duas linhas de crédito, uma do BNDES, voltada para fornecedores locais e a outra será disponibilizada pelo governo federal, por meio do FIDC (Fundo de Investimento de Direito Creditório), desenvolvido em conjunto com a AGN (Agência de Fomento do RN) e do FIP (Fundo de Investimento Participativo), com investimentos diretos nas empresas. Segundo Jean-Paul, a reunião com a Petrobras serviu para formatar os dois fundos de acordo com os moldes da empresa, para que esta possa participar do programa como principal tomador. “A Petrobras tem um papel fundamental nesse programa. Estamos trabalhando para lançar os dois fundos no máximo até o ano que vem, como programas exclusivos para o RN”, disse o secretário.

(*) Com reportagem de Lidiane Lins.
http://www.lucianokleiber.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Campos terrestres têm que ter incentivos e continuidade.

O Secretário de Energia do Governo do Estado do RN foi o destaque da semana no informativo setorial NICOMEX NOTÍCIAS, lido diariamente por mais de 22.000 leitores e atingindo mais de 5.500 empresas do mercado petrolífero em todo o Brasil.


ENTREVISTA COM JEAN-PAUL PRATES -
05/11/09

O entrevistado da coluna 5X Petróleo desta semana é com o Especialista em Recursos Naturais e atual Secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates.

Na entrevista, o secretário fala sobre a exploração de petróleo onshore e o impacto da descoberta do pré-sal para esses campos

1X A produção de petróleo no Estado do Rio Grande do Norte vem caindo significativamente. Nos últimos nove anos, o volume produzido caiu quase 10 milhões. O que representa para o setor petrolífero brasileiro o declínio na produção desses campos?


As bacias terrestres brasileiras, em sua maioria (ao menos as que possuem produção significativa, atualmente) têm pelo menos 20 ou 30 anos de histórico de operações. Tecnicamente, são o que se consideram bacias maduras – ou seja, foram descobertas há muitos anos e já se encontram numa fase bem avançada do seu perfil de produção.


Normalmente, bacias que se encontram neste estágio são objeto de três processos: re-exploração (ou seja, revisitação exploratória empregando métodos e tecnologias de visualização mais modernas combinadas com intensificação da perfuração exploratória), revitalização dos campos (ou seja, a aplicação de técnicas e tecnologia de aprimoramento da capacidade produtiva e aumento do fator de recuperação dos campos, especialmente aqueles que se situem no limite da sua viabilidade econômica – ditos "marginais") e sucessão de operadores/investidores (ou seja, a passagem de bastão para operadores locais menos onerados pelo custo administrativo das grandes corporações e mais dedicados a operações de menor porte).

Há dois enfoques a serem observados quanto a estes processos: um técnico e outro de ordem política/regulatória. Tecnicamente, há inúmeras maneiras de se prolongar e aprimorar o perfil produtivo de uma bacia madura, tanto com a descoberta de novas reservas quanto incrementando o fator de recuperação dos campos já em operação. Mas isso requer uma decisão de política setorial que entusiasme os investimentos nestes processos e incentivos de ordem fiscal, operacional e regulatória.

2X De que forma o senhor avalia a atuação do governo nas atividades petrolíferas em terra no país?


O Governo não tem como função principal investir em produção de petróleo. Ele tem é que propiciar um ambiente favorável ao investimento e garantir condições de viabilidade técnica e econômica para que a produção ocorra e gere receita, tanto para o investidor remunerar seu capital quanto para ele, governo, tributar e aplicar nas suas funções precípuas.

A Petrobras, na condição de principal operadora, investidora e detentora de direitos exploratórios de petróleo no País, tem cumprido o seu papel na Bacia Potiguar, mantendo (e até incrementando) o seu nível histórico de investimento e custeio nas operações, em terra e no mar. Mas isso não é o suficiente. Até porque a Petrobras poderá e deverá ter outros interesses e prioridades a perseguir, a partir do fortalecimento de que foi objeto nas últimas décadas e do sucesso exploratório em bacias mais complexas, caras e produtivas – como é o caso do offshore no Sudeste brasileiro e, mais recentemente, do Pré-Sal, também lá.


3X Como o senhor avalia a atuação de investidores e operadores ditos "independentes" (de menor porte, não vinculados às grandes corporações tradicionais da indústria do petróleo)?

O surgimento, e a sobrevivência desses investidores e operadores ditos "independentes", pode ser considerado “teimoso”. Eles nunca foram prestigiados ou incentivados pelo Governo Federal, nem antes nem depois de 2003 – essa é que é a verdade. Parece que o Brasil não acredita ser possível desenvolver as atividades terrestres como os EUA, Canadá, Austrália, Rússia, Ucrânia e outros países de dimensões, geologia e vitalidade econômica similar conseguiram fazer no seu "onshore", ou seja, através da sucessão natural de agentes e do foco/especialização dos mesmos nas atividades ditas "marginais" à grande indústria.

Outra coisa importante a se mencionar é a necessidade de investimento novo na busca de reservas de gás na Bacia Potiguar. A produção de gás, mais do que a de petróleo, vem declinando acentuadamente. Isso afeta muito a capacidade do Estado de manter a sua costumeira condição confortável de produtor que pode atrair investimentos industriais com base na oferta local abundante de gás. Precisamos reforçar políticas setoriais que incentivem a busca por novas res

ervas de gás no RN-CE, principalmente em terra.

4X Na sua opinião, a descoberta do pré-sal pode ter impedido o desenvolvimento da exploração de petróleo em terra no país?


Ainda não, pois o pré-sal ainda é muito recente, e seria muito cruel responsabilizar a sua descoberta por "impedir" o desenvolvimento do "onshore" brasileiro. A análise certa é o oposto: o pré-sal só foi descoberto (e, antes dele, as bacias marítimas de Campos, Santos e ES) porque a Petrobras foi procurar no "offshore" os volumes e a produtividade que nunca chegou a encontrar em terra. Foi um período de investimento estratégico, necessário, fundamental para tirar do País a condição de importador contumaz de petróleo.

A partir de agora, todos (Governo Federal, governos estaduais e agentes da indústria – inclusive a Petrobras) temos que repensar o que desejamos fazer com as bacias terrestres, pois obviamente teremos uma priorização das áreas comprovadamente prolíficas (especialmente mas não se limitando ao Pré-Sal), tanto em termos de recursos financeiros quanto humanos e técnicos. Por outro lado, a continuidade das atividades de petróleo em terra é desejável devido ao alto potencial de geração de emprego e renda no interior, e por tradicionalmente já fazerem parte do cotidiano do RN.



5X De que forma o governo do Rio Grande do Norte vem atuando nesses campos de petróleo?

Apesar de vivermos este declínio gradual da produção, em razão da própria exaustão natural dos campos produtores, temos apoiado o máximo possível a realização de investimentos re-exploratórios e de perfuração intensiva na Bacia Potiguar, em busca de reverter esta curva. Isso aquece o mercado local de fornecedores e prestadores de serviço bem como o mercado de trabalho. Os resultados começam a surgir devagar: temos observado que a Bacia Potiguar poderá voltar a incrementar a sua produção diária dos atuais 70,000 b/d para 80,000 b/d já em 2010, e quem sabe retornar aos 100,000 b/d em 2012.


De nossa parte, pelo Governo do Estado, estamos atuando intensa e efetivamente em três frentes. A primeira delas no apoio e a agilização dos processos referentes a todas as operações de perfuração, re-exploração ou revitalização da Bacia Potiguar, em especial na sua porção terrestre. A outra trata do incentivo (fiscal e institucional) e o apoio aos produtores (tanto Petrobras quanto os independentes) no Estado, além da busca de novos investidores nestas áreas. Por fim estamos fomentando iniciativas relacionadas com P&D e capacitação especificamente voltada para atividades terrestres, apoio financeiro a fornecedores e prestadores de serviços locais, e estabelecimento de diretrizes e estruturas industriais para o desenvolvimento da indústria local nesta área.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Valor repercute o RN: "Pré-Sal do Nordeste está na força dos ventos"

Felipe Porciúncula,
para o Valor, de São Paulo
20/10/2009


Os ventos alísios, que trouxeram os portugueses com as caravelas, sopram, desde 2007, na direção da autossuficiência energética para alguns Estados brasileiros como Rio Grande do Norte e Ceará. É a força da energia eólica, que além de ser renovável, tem a vantagem de ser complementar à hidroelétrica. O pico de produção dessa fonte ocorre justamente no segundo semestre, quando as chuvas diminuem no país, o que significa menor capacidade das represas. "O nosso pré-sal está nos ventos", comemora Jean Paul Prates, secretário de energia e relações internacionais do Rio Grande do Norte.

Em 2001, o Atlas Eólico Nacional, produzido pelo Centro de Pesquisas de Energia (Cepel) da Eletrobrás, revelou que o potencial do país é imenso. São 143 GW, bem mais que a produção energética nacional, de 107 GW. Desse total, 75 GW estão concentrados no Nordeste. "Fina lmente os planejadores do sistema elétrico nacional começaram a perceber a energia eólica como parte da matriz energética brasileira. Esse é um potencial que precisa ser trabalhado agora e não no futuro", analisa Lauro Fiuza, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica(ABEEólica).

Uma segunda versão desse Atlas está sendo feita, com a diferença que as medições estão captando ventos de 100 metros, ao invés de 50 metros, O trabalho só deve ser concluído em 2011. Segundo projeções, o potencial pode subir para 300 GW, superando o que pode ser alcançado com as hidrelétricas. "É importante destacar que o fator de capacidade da energia eólica é de 30% (ou seja, durante um terço do ano há produção de energia, e no restante, a produção não é significativa) enquanto a da energia hidroelétrica é o dobro disso", explica Hamilton Moss, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia.

Nesse mercado, destaca-se o Ceará, que já é o Estado que mais produz esse tipo de energia, com 237,23 MW. "No próximo ano já seremos autossuficientes em energia e até 2013 teremos um excedente de energia da ordem de 1,7 GW. Todos os investidores interessados em vir para cá sempre perguntam sobre a nossa segurança energética", explica Rodrigo Rolim, coordenador de energia e comunicações do Ceará.

Não é à toa que a SIIF do Brasil, a maior empresa de energia eólica no país está no Ceará. Até o próximo ano, a empresa terá em operação 207 MW, com quatro parques eólicos e investimento de R$ 1 bilhão, além do parque de Quintanilha Machado I, em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, no valor de R$ 700 milhões. "Esse parque tem um grande diferencial, pois poderá ser o fornecedor de energia limpa para a Olimpíada do Rio, em 2016. A sua construção só depende da liberação do Ministério da Aeronáutica, que por conta do Aeroporto Internacional de Cabo Frio, exigiu que fossem feitas adaptações nos aerogeradores do parque", explica Marcelo Picchi, diretor da SIIF Énergies.

Um primeiro impulso para a criação da indústria eólica no país foi dado pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do Ministério das Minas e Energia, criado em 2004, mas que efetivou suas primeiras contratações de energia, em volume considerável, a partir de 2007. "Para se ter uma ideia da sua importância, antes desse programa, o país tinha 22 MW instalados, e hoje já são mais de 500 MW em seis Estados. É bom salientar que o Proinfa também contratou pequenas centrais hidroelétricas (PCHs) e usinas de biomassa, mas a grande vedete é mesmo os parques eólicos por terem se consolidado como componente importante da nossa matriz energética", afirma Hamilton Moss, do Ministério das Minas e Energia.

Até o final de 2010, o Proinfa vai ser concluído com a oferta de 1,427 GW de energia eólica em todo o país, o que significa que entre os anos de 2009 e 2010, serão investidos R$ 4,6 bil hões. Um dos resultados concretos do Proinfa foi que vários grupos estrangeiros resolveram se instalar no Brasil para gerar energia eólica. Entre eles, o australiano Pacific Hydro que já opera dois parques na Paraíba e está disposto a investir cerca de R$ 1 bilhão em novos projetos.

A diversificação da matriz energética nacional é um dos aspectos mais valiosos desse processo, pois afasta cada vez mais o fantasma do "apagão" de 2001. Isso inclui também as termoelétricas, tão condenadas pelos ambientalistas. "É bom dizer que elas só funcionam em média 7% ao longo de sua vida útil, o que significa 10 dos 365 dias por ano, mas dão tranquilidade para que as hidroelétricas possam funcionar na sua capacidade máxima, sem receio de faltar energia", avalia José Marcos Treiger, diretor de RI da Multiner. A empresa investe no Brasil em projetos de eólica, PCHs e termoelétricas, abrangendo 1,5 GW, entre usinas em operação e outras no aguardo da compra efetiva, por parte do govern o. Recentemente, a empresa obteve financiamento de R$ 250 milhões do Banco do Nordeste para a construção do parque eólico Alegria I, em Guamaré (RN), que vai produzir 51 MW.

Essa nova compra de energia eólica vem sendo aguardada com grande expectativa pelo mercado. Num leilão da Aneel, que deve acontecer em dezembro, estão inscritos 441 projetos de 11 Estados, totalizando oferta de 13,341 GW. "Essa foi uma bela resposta do setor privado aos gestores públicos de energia, que só esperavam, no máximo, que seriam apresentados projetos na ordem de 6 GW. Os investidores do Brasil e de outros países já sinalizaram que têm grande interesse nessa nova indústria. E o Rio Grande do Norte foi o Estado que mais inscreveu propostas, com um total de 4,745 GW", afirma Jean Paul Prates, secretário de energia e relações internacional do Rio Grande do Norte.

Se todos os 13 GW fossem comprados, isso significaria um investimento de R$ 65 bilhões. Mas as projeções são que devem ser contratados empreendimentos de até 2 GW, o que representa R$ 10 bilhões em recursos. "Mais do que esse leilão, o que espero é que o governo mantenha o ritmo de leilões de eólica nos próximos dez anos. Isso poderia viabilizar a instalação de mais fábricas de equipamentos para a produção de energia eólica, o que reduziria seu custo", ressalta Marcelo Souza, diretor financeiro da Ersa, que concorre no leilão com projetos de 271 MW no Rio Grande do Norte, com um total de investimento de R$ 1,35 bilhão. Desse volume, 70% serão financiados pelo BNDES e BNB.

Segundo o Relatório 2008 da World Wind Energy, a energia eólica é a que mais cresce no mundo. O resultado é que o custo do MW/hora caiu pela metade nos últimos quatro anos. Os países líderes nesse tipo de energia são Alemanha, com 23,7% do mercado, Estados Unidos, com 18%, e Espanha, com 16%. O Brasil ainda ocupa a vigésima quarta posição, em que a energia eólica representa apenas 0,3% da sua matriz energética.

Hoje no país existem duas fábricas de equipamentos: a Wobben (subsidiária da alemã Enercon GmbH, líder mundial em tecnologia eólica de ponta e um dos líderes do mercado eólico mundial), em Sorocaba (SP) e a argentina Impsa, instalada no Porto de Suape, em Pernambuco, que já fornecem para vários parques em funcionamento. "É possível que empresas como GE, Vestas e Alstom comecem a produzir geradores no Brasil, quando os pedidos aumentarem", diz Fiúza, da ABEEólica.

domingo, 18 de outubro de 2009

Desatando o novelo de Alegria

Os projetos de parques eólicos Alegria I e II foram ganhadores no leilão do PROINFA (programa de incentivo às fontes renováveis datado do final do Governo FHC) e, de 2002 até hoje, enfrentaram várias intempéries. Primeiro houve troca de acionistas, depois dificuldades com o fechamento de acordos com os proprietários das terras com a consequente demora maior no processo de análise do financiamento e necessidade de redefinições de projeto e contratações da obra, além dos licenciamentos ambientais que tiveram que ser atualizados de acordo com as variações que os projetos tiveram que enfrentar.

O Governo do Estado considera estes projetos como sendo de importância estratégica e estruturante para o Rio Grande do Norte. Por isso, a partir de meados do ano passado, a Secretaria de Energia, cumprindo orientação específica da Governadora Wilma de Faria, entrou em campo para prestar todo o apoio e assistência ao grupo investidor nos seus esforços para viabilizar e consolidar os projetos.

A primeira vitória, em julho deste ano, foi conseguir a renovação do prazo final de execução - que agora encontra-se estabelecido pela ANEEL para o final de 2010 (outubro, para Alegria I e dezembro, para Alegria II).

A segunda vitória foi a aprovação e, esta semana, a assinatura do contrato de financiamento do BNB para Alegria I (o projeto que incorpora todos os itens mais pesados do custeio - as instalações de conexão e transmissão, por exemplo). O processo de análise e aprovação da segunda parte (Alegria II) deverá transcorrer menos demoradamente. Alegria I, neste sentido, serve de "quebra-gelo" para este e muitos outros projetos eólicos perante o BNB, cuja competente equipe técnica e gerencial tem se esforçado por atender de forma eficiente e responsável.

sábado, 3 de outubro de 2009

REVISTA EXAME destaca potencial eólico do Rio Grande do Norte

Estados que vivem de vento

Um leilão de energia eólica em novembro deve impulsionar o setor, ainda insignificante no país, mas que tem tudo para atrair bilhões de reais e ajudar a desenvolver a economia do Nordeste.

Fabiane Stefano – Revista Exame – 01/10/2009

Os 570 quilômetros de litoral do Ceará oferecem mais que belas paisagens e praias de areia branca. É na costa cearense que estão os melhores ventos do estado para a geração de energia, captada por pás e turbinas apoiadas em torres com até 100 metros de altura. A capacidade instalada dos nove parques eólicos cearenses é de 301 megawatts, o que representa 25% da energia elétrica consumida no estado. Até o fim do ano, outros cinco parques devem ligar as turbinas. Eles permitirão que 43% da energia consumida no Ceará passe a vir da força dos ventos -- e, com outros projetos de eólicas em andamento, dentro de dois anos o estado deverá
inverter a posição atual, de importador de energia para a de exportador.

No vizinho Rio Grande do Norte, a autossuficiência energética deve chegar já em 2010, com a entrada em operação de novos parques eólicos que garantirão 31% da eletricidade consumida no estado. Assim como os cearenses, os potiguares investem na energia dos ventos -- considerada a melhor em termos ambientais para a geração em larga escala.

Medições no Rio Grande do Norte apontam a existência de um potencial de 22 000 megawatts -- o que corresponde à capacidade de uma usina e meia de Itaipu. "O nosso pré-sal é a energia eólica", diz Jean Paul Prates, secretário de Energia do Rio Grande do Norte.

De fato, o Nordeste é a grande fronteira desse tipo de alternativa energética no Brasil. De acordo com o atual mapa eólico do país, realizado em 2001, a região concentra mais da metade do potencial nacional, estimado em 143 000 megawatts -- ou seja, dez Itaipu. O Ministério de Minas e Energia, no entanto, está fazendo um novo estudo e calcula que, com os equipamentos mais potentes e torres mais altas utilizados atualmente, o potencial brasileiro pode chegar a 300 000 megawatts, superando o que pode ser alcançado com hidrelétricas.

Em tempos de delírio com o petróleo do pré-sal, esse tipo de dado não tem merecido tanta atenção -- mas pode fazer a diferença para o país num cenário futuro de demanda por energia limpa. "Os ventos no Brasil estão entre os melhores do mundo, por ser mais constantes e pelo clima tropical. O país pode se tornar um dos líderes em geração eólica", diz Laura Porto, diretora de energias renováveis do grupo espanhol Iberdrola, dono de um parque no Rio Grande do Norte.

http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&COD_RECURSO=211;831&URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0953/economia/estados-vivem-vento-501898.html

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Mensagem do Secretário: Entrega das Licenças Ambientais da Refinaria Clara Camarão RPCC

Nesta sexta-feira, 02 de outubro, véspera do aniversário de 56 anos da Petrobrás, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte tem a satisfação de entregar ao Gerente Geral da Refinaria Potiguar Clara Camarão, Ney Argolo, o conjunto de licenças ambientais necessários para a obra de integração das unidades industriais, ampliação da capacidade de refino, construção da planta de gasolina e aprimoramento da infra-estrutura logística de escoamento (quadro de bóias).









T
rata-se de mais um compromisso que o Estado cumpre, no âmbito da sua missão de BEM RECEPCIONAR este importante empreendimento da Petrobras no RN.

Nos últimos 10 meses, a Secretaria de Energia do Estado trabalhou diuturnamente com a equipe do REFINO da PETROBRAS no sentido de propiciar TODO O APOIO e a ASSISTÊNCIA necessários para o desenvolvimento do empreendimento, ultrapassando obstáculos e lutando contra o tempo – para cumprir o cronograma previsto.

A integração entre o ESTADO e a PETROBRAS nunca viveu momento tão intenso e eficaz. São conquistas e investimentos, tanto na área de Exploração & Produção quanto nas áreas do Gás, da Energia Renovável, dos Biocombustíveis e do REFINO, representado por esta importante obra que é a Refinaria Clara Camarão.

Gostariamos de parabenizar a Petrobras, a equipe da Secretaria de Energia, o IDEMA e seu excelente quadro técnico e gerencial, pela integração de esforços para atingir este objetivo em tempo e qualidade hábil, e dizer que vamos continuar trabalhando desta forma, integrada e eficaz, em prol dos bons projetos para o RN.

Por exemplo, vamos agora envolve o DNIT, o DER e a SIN para trabalhar no plano de logística da refinaria, nas estradas de acesso, no projeto do terminal oceânico, nas possíveis plantas industriais (de fertilizantes, unidades petroquímicas – onde forem viáveis – e outras formas de agregar valor à produção de petróleo do Estado).



Informação de contexto:

As refinarias brasileiras estão recebendo mais investimentos devido à previsão de que o Brasil passará a ser um grande exportador de petróleo em breve, em decorrência da produção dos reservatórios do pré-sal.

A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar em 1,2 milhões de barris/dia até 2015, a capacidade de refino da Petrobras no Brasil que, atualmente, é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia. Com isso, o Brasil terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

Com capacidade para processar inicialmente 30 mil barris de petróleo por dia e produzir derivados (diesel, glp e gasolina) para atender todo o mercado do Rio Grande do Norte e ainda o interior do Ceará e da Paraíba, a Refinaria Clara Camarão deverá entrar em plena operação em 2010. Como todas as refinarias da Petrobras, poderá refinar prioritariamente o petróleo produzido no Estado, mas também o petróleo pesado da Bacia de Campos e o petróleo leve do pré-sal.

A partir de estudos que serão desenvolvidos no âmbito do Termo de Compromisso que será firmado entre o Estado e a Petrobras no dia 19 de NOVEMBRO, na presença do Presidente Lula, a RPCC deverá ser ampliada em fases, buscando atingir a auto-suficiência do RN em refino até 2015.

domingo, 27 de setembro de 2009

Encontro com Manuel Zelaya (Honduras) em 2007

Em sua coluna de O GLOBO, o Secretário de Energia e Assuntos Internacionais Jean-Paul Prates registrou encontro que teve com o Presidente de Honduras, em 2007:

"Em 2007, Manuel Zelaya esteve no Rio de Janeiro para a abertura dos Jogos Panamericanos, e jantou com um grupo de empresários e pessoas ligadas aos setores de interesse de Honduras em relação ao Brasil.

Estive presente neste encontro, e registrei à época nesta coluna. Resgato agora os comentários para cotejar com o que acontece hoje em Tegucigalpa e lembrar os interesses que o Brasil pode ter naquele país."

Link:

oglobo.globo.com/blogs/petroleo/posts/2007/07/17/honduras-quer-ser-parceira-do-brasil-no-etanol-66127.asp

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Guamaré pode entrar na rota do pré-sal



MAGNOS ALVES
Da Redação

A refinaria Clara Camarão pode colocar o município de Guamaré na rota do pré-sal. De acordo com a assessoria de imprensa da Petrobras, a refinaria potiguar deverá processar parte do volume de produção de petróleo dos reservatórios do pré-sal, assim como as quatro demais refinarias da estatal brasileira. "A produção do pré-sal será, em parte, processada nas refinarias da Petrobras, misturado ao petróleo pesado da Bacia de Campos", informou a assessoria.

Mesma declaração foi feita pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, na quarta-feira, 23. Ele informou que as refinarias brasileiras estão recebendo mais investimentos devido à previsão de que o Brasil passará a ser um grande exportador de petróleo em breve, em decorrência da produção dos reservatórios do pré-sal.
A Clara Camarão é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar em 1,2 milhões de barris/dia até 2015, a capacidade de refino da Petrobras no Brasil que, atualmente, é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia. Com isso, a Petrobras terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação.

Com capacidade para processar 30 mil barris de petróleo por dia e produzir derivados (diesel, glp e gasolina) para atender todo o mercado do Rio Grande do Norte, a refinaria Clara Camarão deverá entrar em operação em 2010. Como todas as refinarias da Petrobras, poderá refinar tanto petróleo pesado da Bacia de Campos como petróleo leve do pré-sal.

O petróleo do pré-sal que está sendo produzido em regime de teste de longa duração na área de Tupi, em torno de 15 mil barris por dia, está sendo processado na Refinaria de Capuava (RECAP), em São Paulo, tendo como objetivo avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados que podem ser produzidos a partir deste petróleo. O óleo processado apresentou as seguintes características: 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre, o que lhe confere excelentes condições para produção de combustíveis de alta qualidade.

A previsão atual de produção de petróleo dos reservatórios do pré-sal é a seguinte: 219 mil barris/dia em 2013, cerca de 582 mil barris/dia em 2016, passando para 1.336.000 barris/dia em 2017 e chegando a 1.850.000 barris/dia em 2020.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ATUALIZAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE DADOS SOBRE AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA + AUTONOMIA EM FONTES = SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS

O Secretário de Energia do Estado, Jean-Paul Prates, finalizou e confirmou hoje os números exatos acerca da almejada auto-suficiência energética do Rio Grande do Norte.

Segundo Prates, atualmente, a demanda média do Estado é de 600 megawatts e a capacidade de geração no Estado, considerando Rio do Fogo, Macau (eólicas), Termoaçu (a gás) e Potiguar I e III (diesel) é de 510,1MW. “Com a entrada em operação dos parques eólicos de Alegria I e II em Guamaré (151,8MW), prevista para 2010, atingiremos 661,9 MW de capacidade instalada para gerar energia no Estado.

Isto significa que ultrapassaremos a auto-suficiência em capacidade instalada e, principalmente, que teremos autonomia de fontes energéticas, uma vez que esta capacidade será alimentada por ventos, gás natural e petróleo captados ou produzidos no próprio RN."


"Com efeito, esta é uma das grandes realizações da Governadora Wilma de Faria nos seus dois mandatos à frente do Governo do Estado. O fato concreto de que esta Administração terá propiciado a CONSTRUÇÃO DE TODO o sistema de unidades de geração de energia que, ao final dos dois mandatos, representará a auto-suficiência em capacidade de geração instalada
e a autonomia de fontes para esta auto-suficiência.

OU SEJA, AO ASSUMIR, A GOVERNADORA ENCONTROU ZERO DE CAPACIDADE INSTALADA PARA GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN. AO ENTREGAR O GOVERNO AO SEU SUCESSOR, DEIXARÁ UM CONJUNTO DE OBRAS PRONTAS QUE POSSIBILITARÃO AO RN, SE NECESSÁRIO GERAR TODA A ENERGIA QUE CONSOME (OU SEJA 661,9MW)

E, MAIS IMPORTANTE AINDA, A PARTIR DE FONTES PRODUZIDAS NO ESTADO (DERIVADOS DE PETRÓLEO/GÁS E VENTOS).

AUTO-SUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO DE ENERGIA + AUTONOMIA EM FONTES
= SEGURANÇA ENERGÉTICA PARA OS CIDADÃOS


Sob a Administração Wilma de Faria, o RN alcançará, em 2010, a auto-suficiência em capacidade de geração energética, representada pela conclusão da Usina Termelétrica do Vale do Açu (Termoaçu), em agosto de 2008, e das UTEs Potiguar I e III (Macaíba), em 2009 - somando-se aos parques eólicos da Iberdrola em Rio do Fogo (que iniciou suas operações em abril de 2006) e da Petrobras em Macau (iniciou operação em janeiro de 2004), além da conclusão prevista para os parques eólicos de Alegria I e II em 2010.

Contabilizando-se as capacidades de geração instaladas (na régua de tempo do ano de sua entrada em operação), temos:

2004
UEE Petrobras/Macau
Investidor/Operador: Petrobras,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 1,8MW

2006
UEE Rio do Fogo (Proinfa)
Investidor/Operador: Iberdrola,
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: operando a tempo integral
Capacidade nominal: 49,3MW

2008
UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu)
Investidor/Operador: Petrobras e NeoEnergia (Previ BB e Iberdrola)
Fonte: Gás (produzido no RN)
Status: operacional, despachos intermitentes, sob demanda. (Quando gerar vapor, em 2010, gerará 155MW em contínuo.)
Capacidade nominal: 340MW (projetada para 500MW em 2020).

2009
UTEs Potiguar I e UTE Potiguar III
Investidor/Operador: Companhia Energética Potiguar (Petrobras + Global Energia)
Fonte: Diesel (produzido no RN)
Status: totalmente operacionais para despacho emergencial
Capacidade nominal: 53MW + 66MW = 119MW

2010
UEEs Alegria I e Alegria II (Proinfa)
Investidor/Operador: Multiner/New Energy Options (NEO)
Fonte: eólica (ventos captados no RN)
Status: em construção, operação prevista para 2010
Capacidade nominal: 51MW + 100,8MW = 151,8MW

Portanto, pode-se afirmar que, durante a gestão Wilma de Faria, foi instalada TODA a capacidade de geração atualmente instalada (ou em construção) no Estado, resultando no seguinte balanço positivo:

Demanda média de energia do Estado: 600MW.
Total de capacidade de geração instalada no Estado (2009-2010): 661,9MW



Mas não pára por aí.

Há projetos cuja conquista e viabilização se deram durante esta gestão, que já se encontram licitados, com contrato de energia assegurado ou em implantação, como por exemplo:
UTE MC2 Macaíba (UTE, óleo combustível, vencedora no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 232MW
UTEs Potengi I e II (UTE, óleo combustível, vencedoras no Leilão A-5/2008, para operar em 2013) --> 162MW
UTE Biomassa Baia Formosa (vencedora no 3o. Leilão de Energia Nova, em implantação) --> 32MW

Capacidade Instalada (2010) + Capacidade Contratada (2010-2013) = 1.087,9 MW

E ainda temos, em projeto já acordado com investidores:


Usina Experimental Solar (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 1,2MW, podendo ser de 30MW caso haja aproveitamento do vapor na reinjeção em poços de petróleo (como ocorre com a Termoaçu), e
PCH Armando Ribeiro Gonçalves (Petrobras+Privado/Estado, em projeto, para operar em 2011) --> 3,8MW

e, ainda, os projetos eólicos inscritos para o leilão federal de novembro de 2009, onde é licito esperar que, de 4745MW em 138 projetos, tenhamos pelo menos mais 250MW vencedores, com construção iniciando-se já em 2010.

Cômputo final, CAPACIDADE DE GERAÇÃO INSTALADA + EM INSTALAÇÃO, período 2003-2013, no RN: 2.459,6 MW.
Ou seja, mais do que o TRIPLO da necessidade de suprimento da demanda local – sendo que as fontes para tal geração são de produção/disponibilidade local (petróleo, gás, ventos)

OU SEJA, AUTOSUFICIÊNCIA EM GERAÇÃO COM AUTONOMIA DE FONTES
= SEGURANÇA ENERGÉTICA.



Mais info...

OBSERVAÇÃO 1: A auto-suficiência em capacidade de geração NÃO implica em que o Estado pare de comprar energia do sistema nacional, pois, regularmente, é mais economicamente viável adquirir a "energia média" do sistema (gerada por Chesf, Tucuruí, Furnas, por exemplo). Até porque algumas térmicas listadas acima são emergenciais, ou seja, só geram em caso de necessidade. Isso não tira a relevância do fato de termos, no RN, capacidade instalada para gerar o que consumimos. Há guerras e grandes questões diplomáticas no mundo acerca do conceito de segurança energética e autonomia de fontes.

OBSERVAÇÃO 2: A UTE Jesus Soares Pereira (Termoaçu) foi um investimento de 300 milhões de dólares que utiliza o gás natural para a produção de energia elétrica. A usina tem uma capacidade de geração nominal de 340 MW e produção de 610 t/h de vapor, dos quais 300 MW serão adquiridos por 2 concessionárias de energia, sendo uma do Estado. A Petrobras ficará com uma parcela menor de 610 t/h vapor para consumo nos campos de petrolíferos do Estado. No pico das obras da Termoaçu, entre 2007 e 2008, foram gerados 2.200 empregos diretos. A maioria dos empregos gerados, cerca de 60%, esteve concentrado na região do Vale do Açu.

OBSERVAÇÃO 3: Empreendimentos do PAC, as Usinas Potiguar I e Potiguar III são movidas a óleo diesel. Potiguar I têm capacidade instalada de 53 MW e Potiguar III de 66 MW, somando uma potência total instalada de 119 MW, o que corresponde a 19% da demanda de energia elétrica do Estado (600 MW). As unidades são de propriedade da Companhia Energética Potiguar (CEP), que tem a participação da Petrobras e da Global Energia Participações Ltda. O investimento para a construção das usinas foi de R$ 116 milhões; e a obra gerou 600 empregos diretos e 1.500 indiretos durante a sua construção. A operação comercial das usinas foi iniciada em março deste ano. Instaladas no município de Macaíba, as unidades são vencedoras do Leilão A-3, realizado em 2006, com contrato por um prazo de 15 anos.
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