titulo

SustentHabilidade

Opinião e realizações

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Reunião no Ministério das Minas e Energia


Em seguida à presença na Audiência Pública do Senado a convite da Comissão de Ciência e Tecnologia (ver post abaixo), estivemos em reunião com o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho. Também presentes o Secretário-Adjunto Paulo Altaur Pereira Costa e o Diretor do Depto de Planejamento Energético Pedro Alves de Melo. 

O assunto foi a linha de transmissão denominada "Translitorânea", a respeito da qual temos ouvido falar esporadicamente ao tratar de energia eólica no RN. 

Iniciamos a reunião expondo alguns aspectos da atratividade do Estado para projetos de geração eólica. Em seguida, falamos do Cadastro Estadual de Projetos Eólicos (CEPE) que estamos implementando para evitar uma "bolha" neste segmento. A iniciativa foi elogiada pelos executivos do Ministério, que se prontificaram a nos ajudar na sua implementação - inclusive com interesse em exportar a idéia para outros Estados e integrar tais cadastros ao cadastro da EPE/ANEEL para fins dos leilões futuros. 

Contei-lhes então sobre a necessidade que vemos em prover alguma escala e sistematização ao atual sistema de conexão da energia gerada (ou futuramente gerada) nos parques eólicos projetados para o Litoral Norte do RN, entre outros. Neste caso, vê-se com bons olhos o projeto da LT Translitorânea, que ligaria o leste do Ceará à capital do RN via litoral dos dois estados. No que diz respeito à inclusão desta linha de transmissão no planejamento governamental, o Secretário informou que tal linha não consta atualmente de nenhum planejamento ou previsão (menos ainda PAC ou coisa do gênero). Ou seja, o projeto - no âmbito governamental, oficialmente não existe. 

Os executivos do MME informaram que, para que o projeto possa começar a ser considerado oficialmente, é preciso que o Estado e as empresas interessadas (em conjunto, se possível)  "provoquem" tal iniciativa, e sinalizem a importância dela para os projetos, para o Estado e para o Brasil. 

Ao mesmo tempo, ao falarmos dos leilões de energia eólica, o Secretário vaticinou MAIO/2009 como sendo a possível data do próximo leilão de energia subsidiada advinda do vento. Hoje o MME já não tem embaraço em defender um subsídio claro e típico para uma fonte energética ainda tão incipiente no Brasil, apesar de seu enorme potencial. 

Tendo em vista a data do leilão (estimada), combinada com a situação "ovo-ou-galinha" quanto a contar com a linha de transmissão para a composição da tarifa proposta, ficou claro para mim que não podemos contar com a Translitorânea para este primeiro leilão.

As providências a tomar, concomitante e não exclusivamente, portanto, são:

1. Pressionar e auxiliar, como pudermos, para que o leilão da eólica (específico) ocorra em maio, de fato.

2. Articular entre os 3 maiores potenciais operadores de energia eólica do Estado (Iberdrola, Petrobras e Pacific Hydro, por exemplo), conjuntamente com os demais pequenos e médios empreendedores, a concepção e execução de um "arco de conexão conjunta" que dará escala e otimizará a conexão de todos os projetos existentes, numa solução única. 

 

Nenhum comentário:

.